Diablo III – Reaper of Souls: Ultimate Evil Edition – Review – PS4

É com enorme excitação, sim posso dizer excitação, que faço este review do Diablo III na sua Ultimate Evil Edition. E a razão é simples e no fundo até são muitas, é claro que como fã de Diablo II a espera foi longa e demorada, mas também intensa. E sim, não joguei a versão da PS3 ou de PC para jogar a versão da PS4, mas deixo já a dica que se o fizeram podem sempre transferir o vosso save para não perderem as horas de jogo, se bem que eu vou sempre achar que deveriam ter começado na PS4 (versão analisada), isto porque eu não sou um PC gamer, como já devem ter percebido há algum tempo. Apesar disso joguei o Diablo II num PC, portanto sei qual é a sensação de jogar de teclado e mouse e agora passar para um comando.

Esta poderia ser uma das ânsias, mas também um dos problemas de Diablo III na PS4, mas a verdade é que os controlos são muito, muito simples, não em demasia, mas podem adicionar ou retirar ajudas nos “settings” do jogo. No entanto no seu “core” os comandos são simples e intuitivos, o analógico da direita dá uma preciosa ajuda nas esquivas, bem perto dos controles de ataque normais, os gatilhos para os especiais, e o R1 e L1 para o inventário. Inventário esse que com o analógico esquerdo se torna rapidíssimo trocarmos de armas, de armamento ou de estratégia de jogo. Para além disso há ainda o charme de “chamarmos” o menu pelo “touch pad” e a LED do DS4 ficar da cor da classe da personagem, o que pode parecer inócuo, mas no modo multiplayer local faz todo o sentido e tem esse toque de classe.

De facto esta é a Ultimate Edition, a Blizzard tentou tratar de todos os erros que tinham acontecido na anterior versão para as consolas e para o Pc, seja, o facto de algumas falhas que eram relatadas nos efeitos sonoros em batalhas épicas com um número elevado de inimigos, nesse mesmo cenário também o “framerate” foi melhorado e muito, quase imperceptível o não chegar ao mesmo patamar que os PC’s, mesmo em multiplayer sendo que corre num magnífico 1080p.

A história de Ultimate Evil Edition é exactamente a mesma de Reaper of Souls: depois de terem derrotado Diablo no Paraíso, os heróis resolvem aprisionar a pedra com seu espírito num templo secreto, mas são interrompidos pelo anjo caído Malthael, agora autoproclamado “Anjo da Morte”.

Matando todos os Horadrim com facilidade, poupa Tyrael e fica com a pedra para si mesmo, sem dar mais explicações. A história relata então essa busca num cenário que parece muito mais sinistro (e adequado com a tradição da série) que os do jogo inicial, e inclui a nova personagem – “Cruzado”, uma espécie de mistura entre o Paladino de Diablo II com o próprio Bárbaro, personagem que utilizei nesta mesma análise.

Temos ainda que destacar mais algumas novidades desta Ultimate Evil Edition, existe a função “Nemesis”, exclusiva desta edição, com monstros especiais que depois de nos matarem, voltam e depois em secções singleplayer para que nos possamos vingar. Se o mesmo monstro matar outro jogador, ele se torna ainda mais forte e vai atrás de outro que já o tenha encontrado antes até que seja morto.

A segunda grande novidade, é o “Apprentice Mode”, que quando ligado, automaticamente equipara os atributos de todos os jogadores com os do mais forte, equilibrando a “party” para que toda a equipa possa desfrutar do jogo da mesma maneira. Para evitar o aproveitamento indevido dessa função, a Blizzard esclarece imediatamente que a experiência será distribuída de forma especial, de acordo com o nível original de cada personagem.

Diablo III Ultimate Evil Edition, é efectivamente isso mesmo, a versão definifitiva, o melhor RPG da PS4, o melhor Diablo já feito, o melhor Diablo alguma vez feito para uma consola, com as melhores cinematics algumas vez já vistas na série e o Arco do Triunfo da Blizzard, que mais uma vez nos deixa boqueabertos e de barriguinha cheia para aguentar mais uns anos até que outro Diablo seja feito, esperemos que não demore assim tanto tempo, mas pelo menos sabemos que vamos demorar uma eternidade a esquecer este, porque realmente é muito muito bom.

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