Don’t Starve é um jogo que já tem alguns meses na plataforma PC, mas que chegou agora à PS4 e para fãs de jogos do estilo “sandbox” promete horas e horas de diversão. O estilo de jogo “sandbox” permite ao jogador um número quase infindável de opções através da interacção com o mundo do jogo, este estilo tornou-se particularmente popular com o grande sucesso do minecraft que possibilita a criação de universos completos começando do quase nada.

O Don’t Starve tem algumas semelhanças na sua premissa ao Minecraft mas tem também a sua originalidade. Tal como o Minecraft não há uma grande história por detrás do jogo, mas também não é esse o objectivo. Começando apenas com as mãos o jogador rapidamente apanha paus, pedras, sementes, flores, bagas etc. que permitem que não morra à fome e que crie instrumentos básicos para tornar o jogo mais complexo. Umas pedras e paus dão acesso a machados e picaretas e também à capacidade de fazer fogo (essencial para sobreviver à noite onde monstros saem das suas tocas para atacar o jogador). Estas ferramentas dão a capacidade de tombar árvores ou desfazer rochedos de forma a apanhar minério que por sua vez dão acesso a outras ferramentas e por aí em diante até à complexidade do jogo escalar para níveis mais interessantes.

Claro que tudo isto é relativo ao esforço que o jogador põe no jogo, fazer um machado é fácil, fazer um bom machado é mais difícil, por exemplo. Fazer roupa de erva é simples mas couro exige mais passos. Tudo isto lembra o Minecraft, onde o jogo se distingue é nos seus gráficos mais perto da ilustração do que do universo dos pixels e no seu som também mais cartoonesco. É de certa forma um Minecraft mais visualmente acessível, mas isto não é necessariamente mau ou uma simplificação do jogo. A morte é constante se se decidir explorar para além das fronteiras seguras, mas se não se o fizer também não se avança. É um jogo altamente recomendável então para quem gostou do minecraft mas já se fartou, ou para quem experimentou esse jogo e não aguentou o facto de ser tão pouco user-friendly. É, no entanto, também um jogo bastante fácil de compreender para quem é novo nestas andanças do “sandbox”, ideal para jogadores menos obsessivos do que o pessoal que passa meses a fio no Minecraft.

About The Author

É de Lisboa, com um desvio por Évora. A primeira cassette que teve foi o Man-Machine dos Kraftwerk porque gostava do espaço e de robots. Ainda gosta do espaço e de robots, e de comics, e de jogos de computador e de cenas fantásticas e tal... o vulgo "nerd". É Licenciado, Mestrado e Doutorado em Religiões Comparadas pela University of Manchester (onde esteve 9 anos). É Professor de Filosofia das Religiões na Universidade Nova. Ganha sempre ao Trivial Pursuit. Passa demasiado tempo no World of Warcraft. Nunca jogou Fifa nem Pro Evo nem Madden NFL ou lá o que é, e tem orgulho nisso. Uma vez jogou o Itália 90 que tinha numa disquete que lhe emprestaram e que funcionava no Intel 80-88 que tinha na altura.

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