Don’t Starve – PS4/PC – Review

Don’t Starve é um jogo que já tem alguns meses na plataforma PC, mas que chegou agora à PS4 e para fãs de jogos do estilo “sandbox” promete horas e horas de diversão. O estilo de jogo “sandbox” permite ao jogador um número quase infindável de opções através da interacção com o mundo do jogo, este estilo tornou-se particularmente popular com o grande sucesso do minecraft que possibilita a criação de universos completos começando do quase nada.

O Don’t Starve tem algumas semelhanças na sua premissa ao Minecraft mas tem também a sua originalidade. Tal como o Minecraft não há uma grande história por detrás do jogo, mas também não é esse o objectivo. Começando apenas com as mãos o jogador rapidamente apanha paus, pedras, sementes, flores, bagas etc. que permitem que não morra à fome e que crie instrumentos básicos para tornar o jogo mais complexo. Umas pedras e paus dão acesso a machados e picaretas e também à capacidade de fazer fogo (essencial para sobreviver à noite onde monstros saem das suas tocas para atacar o jogador). Estas ferramentas dão a capacidade de tombar árvores ou desfazer rochedos de forma a apanhar minério que por sua vez dão acesso a outras ferramentas e por aí em diante até à complexidade do jogo escalar para níveis mais interessantes.

Claro que tudo isto é relativo ao esforço que o jogador põe no jogo, fazer um machado é fácil, fazer um bom machado é mais difícil, por exemplo. Fazer roupa de erva é simples mas couro exige mais passos. Tudo isto lembra o Minecraft, onde o jogo se distingue é nos seus gráficos mais perto da ilustração do que do universo dos pixels e no seu som também mais cartoonesco. É de certa forma um Minecraft mais visualmente acessível, mas isto não é necessariamente mau ou uma simplificação do jogo. A morte é constante se se decidir explorar para além das fronteiras seguras, mas se não se o fizer também não se avança. É um jogo altamente recomendável então para quem gostou do minecraft mas já se fartou, ou para quem experimentou esse jogo e não aguentou o facto de ser tão pouco user-friendly. É, no entanto, também um jogo bastante fácil de compreender para quem é novo nestas andanças do “sandbox”, ideal para jogadores menos obsessivos do que o pessoal que passa meses a fio no Minecraft.

Publicado
Categorias Análises
Visualizações 3
Ir para a barra de ferramentas