Dragon Quest Heroes II – Um deja vu?

Com o selo de 30 anos, chega-nos o novo jogo da série, Dragon Quest Heroes II (DQHII), embora já tenha sido lançado no oriente no ano passado. Desenvolvido pela nipónica, Omega Force, uma filial da Koei Tecmo, que desenvolveu jogos bastante sonantes como o Dragon Quest Heroes: The World Tree’s Woe and the Blight Below, a saga Destiny Warriors, entre tantos outros nomes. Este foi editado pela Square Enix

Mencionei estes dois nomes propositadamente, o primeiro é lógico estar mencionado, pois é o primeiro jogo da franquia Heroes mas o segundo que é um titulo “alheio” a Dragon Quest mas conseguimos ver muitas semelhanças entre eles, principalmente no que diz respeito a combates. Fica já a saber que este novo título é praticamente igual ao primeiro. Por isso não contes com muitas novidades. Mas mesmo assim vale a pena jogá-lo, principalmente se não jogaste o Heroes anterior.

DQHII é um RPG repleto de acção com combates dinâmicos rápidos e com muitos e bons efeitos. Mas antes de passar para a acção, propriamente dita, vais ter de escolher a tua personagem principal. Vais poder escolher entre dois guerreiros, um do sexo masculino e outro do feminino, Lazarel ou Teresa. Estes nomes são relativos, porque podes trocar e pôr o teu, por exemplo.

Para além destes dois lutadores, vais poder escolher, a partir de uma vasta lista, três elementos para se juntarem ao teu personagem e ajudar-te nesta longa e emocionante aventura. Quando digo uma vasta lista estou a falar de algo como sensivelmente duas dezenas de personagens jogáveis com características diferentes. Para os conhecedores de Dragon Quest, vão reencontrar caras bastante conhecidas deste video-jogo como Torneko, Carver, Meena, Ruff, Maribel e outros personagens que fizeram parte do elenco de jogos mais antigos.

Como um bom RPG que é, em DQHII tens várias vocações à escolha, tens os Guerreiros, os Magos, os Ladrões, os Lutadores de artes marciais e os Padres, que podem ser escolhidas logo de inicio e tens mais duas que tens de as desbloquear que são os Gladiadores e Sábios. Podes alterar durante o jogo mas isso tem um custo, a tua evolução, sim vais começar praticamente do zero. As vocações alteram o tipo de armas utilizadas e as habilidades da personagem, mas podes ficar descansado porque há habilidades comuns a todas. Também podes ver este “atraso” na tua evolução como uma opção táctica e tornar a tua equipa mais equilibrada.

Com a táctica já pensada, vais pô-la à prova nos combates contra os inimigos que são bem conhecidos pelos fãs. Vais passar grande parte do tempo a combater contra monstros que estão a “passear” nos vários cenários. Algumas dessas criaturas têm um aspecto diferente daquilo que se vê noutros jogos e uma prova disso é uma frase que ouvi em casa, “Porque estás a atacar esses monstrinhos tão queridos???”. Pois é, vais ter de derrotar alguns “bichos” com uma aparência carinhosa.

É claro que não vais ter só combates com monstros engraçados, vais encontrar-te com criatura ferozes e que vais ter de ter bons reflexos nos combates rápidos, cheios de energia e com efeitos bastante aprimorados. Em relação aos movimentos das personagens, tens cerca de três combinações de ataques e tens também golpes mágicos, estes consomes MP (Magic Power). O que não podia faltar neste jogo era os momentos de alta tensão, este momento é algo como a libertação de todo o poder da personagem em causa. É composto por dois instantes, o primeiro é a dita libertação do poder e o segundo é um ataque com essa força. Aqui entra uma das melhores partes dos combates as animações estão simplesmente soberbas. Apesar de tudo o que se passa em torno dos combates parecer maravilhoso existe um ponto fraco que se resume a camera ser um pouco deficiente dificultando bastante as batalhas travadas.

Os aspecto visual é mais um ponto que não sofreu alterações com o passar do tempo. Os gráficos continuam a ser fieis à serie animada de Dragon Quest, ficando assim com uma imagem mais desenhada do que realista, o que o torna assim mais “leve” e mais engraçado. A parte visual deste jogo foi muito bem elaborada, desde os cenários, os detalhes das personagens até as cutscenes.

Em suma, apesar deste jogo não ter muitas novidades, que é um facto, pode-se dizer que é um mau jogo? Não, de todo! Apesar de ser bastante parecido com o jogo anterior, Dragon Quest Heroes II é um jogo que agarra o jogador ao comando.

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