The Elder Scrolls Online – Preview

O World of Warcraft saiu há 9 anos e 3 meses, desde essa data que se procura aquilo a que se chama o “WoW killer”, o MMORPG que possa destronar o WoW do seu lugar cimeiro dentro do género. Será que este será o destino de The Elder Scrolls Online (ESO)? Recentemente tivemos a oportunidade de jogar a versão beta deste jogo num fim-de-semana de “stress test” onde de sexta a segunda-feira tentámos descortinar o potencial deste tão aguardado jogo.

O ESO é uma adaptação para o formato MMORPG de um universo com uma longa história no mundo dos videojogos, que começa em 1994 com The Elder Scrolls : Arena e passa por jogos míticos como Morrowind, Oblivion ou mais recentemente Skyrim. O que estes 20 anos de jogos nos trazem para o ESO são um mundo robusto, com uma história complexa por trás, completamente tridimensional. De certa forma os jogos desta série já eram MMORPGs antes de este género ter a popularidade dos dias de hoje: mesmo não sendo online eram já jogos que se passavam num mundo aberto onde o jogador tinha uma grande liberdade de acção e uma facilidade em criar a sua própria história de uma forma não linear. Isto também se traduzia em mecânicas de jogo originais: tipicamente nos jogos de Elder Scrolls não existem as classes tradicionais dos RPGs, o jogador desenvolve as suas capacidades jogando. Ou seja, se um jogador pegar num arco e o usar frequentemente vai ser proficiente nesse arco, se decidir usar muita magia vai-se tornar um mago, e por aí adiante. Os jogos adaptam-se ao jogador e não o contrário.

Será possível manter esta forma de jogar no ESO? Bem, a resposta é sim, mas também não. ESO tem quatro classes mas estas são bastante livres, permitindo um grande nível de personalização dentro das próprias. É possível ser-se um guerreiro muito bom em magia, por exemplo.

Para além destes factores de gameplay essenciais à franchise Elder Scrolls temos também outros factores, como o factor história e gráficos. Pelo que jogámos estes são como esperaríamos, a história parece sólida e interessante desenvolvendo os jogos anteriores da série, se bem que na beta a questline principal fica limitada a partir de nível 10 de forma a não desvendar os segredos do jogo, e os gráficos são excelentes para um MMORPG, não tão espectaculares como em Skyrim, mas sem dúvida dos melhores neste género de jogo.

É preciso notar que jogámos ESO em fase de beta, e isso nota-se fortemente, ainda há bastantes bugs por resolver, não é raro andar a passear pelo campo alegremente e descobrir uma caixa vermelha a dizer “missing” no caminho, onde deveria estar um calhau ou assim. Há quests impossíveis de acabar devido a bugs, há alturas em que se fica preso a falar com um NPC, (todos os quais são dotados de voz com actores de boa a excelente qualidade), sendo obrigados a fazer logout, etc. Está cheio de bugs, mas felizmente não são bugs que estraguem a experiência total do jogo, e esperemos que sejam todos coisas a arranjar até o jogo sair em Abril.

 

Se o ESO cumprir o seu potencial, e parece ter tudo para o fazer com uns milhares de horas de trabalho de limpeza de bugs pela parte da Bethesda Studios, pode ser não só um excelente MMORPG mas também uma excelente adição ao universo Elder Scrolls. Sem dúvida, altamente recomendável, e possivelmente o jogo que pode destronar o WoW.

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