Então, adeus, vida querida

Pois é, amigos. Esta deve ser a altura do ano em que equacionamos tudo o que é vida social. Para quê dedicar tempo aos amigos, namorada, trabalho ou, vá, à vida em geral quando posso (melhor dizendo, devo) dedicar as minhas pífias horas nesta caravana de circo que é a vida a jogar FM? É a mais legítima das perguntas.

Chegámos a uma fase na vida do melhor simulador de gestão desportiva do mercado, o Football Manager (FM) – um jogo que não é só para quem gosta de bola – em que pouco muda de edição para edição. Na verdade, o que fica diferente num jogo já de si bastante completo são apenas os ajustes necessários nas várias features existentes (mais perguntas numa conferência de imprensa, ou nas conversas com o nosso staff, por exemplo). Assim, quando aparece algo realmente novo, é motivo para, como diria Cristiano Ronaldo, soltar os fogos!

A grande novidade no jogo mais clássico prende-se com o aproximar da realidade. Uma das bandeiras da SI Games, declarada, e que ganhou todo um novo expoente com a chegada da ProZone ao jogo. Embora ainda precise de ajustes para a edição 2017, principalmente na parte das informações que nunca na vida nos vão interessar (a sério, amigos, ninguém quer saber há quantos jogos o The Strongest não marca de canto directo), mas no geral esta aplicação é muito boa. É incrível, diria. A quantidade de estatísticas interessantes e a facilidade com que chegamos a elas torna a experiência completa do FM algo mais à frente. Não é segredo que a SI Games quer que o jogo seja, um dia, uma ferramenta de treinadores. E este é o caminho.

O jogo apostou num modelo mobile, que embora ainda precise de ajustes que as actualizações irão resolver, permite continuarmos o nosso jogo fora da plataforma habitual, num ingresso decisivo do jogo na era das clouds. Eles não andam aqui a dormir.
Outra boa nova, pese embora seja uma constante, é o motor 3D do jogo. Se no FM 15 já tínhamos registado avanços, então agora, o salto foi maior. Muito maior do que o que o Bebé deu quando foi para o United. Creio mesmo que os puristas do 2D vão mesmo render-se desta vez. É que já vale bem a pena.

Existe mais um punhado de novidades menos cadentes, mas que ajudam o jogo a ficar mais entusiasmante. Em termos de interface, é basicamente o mesmo do anterior. E ainda bem, porque já era o melhor até então, por isso, para quê mexer?

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As licenças para ligas também não mudaram. Mas para isso há bom remédio. As dedicadas comunidades na internet asseguram que não haverá um logo, jersey, ou foto fora do jogo. É uma questão de se perder umas horas a descarregar tudo.

FM está numa forma incrível. Apesar de haver sempre algo para melhorar, podem informar a vossa vida de que ela vai deixar de existir. A sério!

2015-12-04 (3)

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Categories Análises
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