“In your face!” – Afundanço de NBA 2K15

O basketball nunca fui o desporto rei em Portugal, e diga-se nem na Europa. Mas esse paradigma está lentamente a mudar, grandes equipas europeias, como o Barcelona ou o Galatasaray começam a entregar alguns jogadores à NBA, como foi o caso de Pau Gasol, o ala/pivô do Barcelona que passou pelos Memphis Grizzlies, pelos Lakers e este ano está nos Chicago Bulls.

No entanto, em termo de videojogos apenas existe NBA 2K, isto é, há outros, mas nenhum é comparável ao trabalho feito pela 2K nesse sentido. E podiam sentar-se à sombra da bananeira por isso mesmo, mas não, têm sempre a tendência a melhorar e melhorar e geralmente têm o conseguido.

NBA 2K15 é incrível, graficamente é o melhor jogo de desporto que existe para as consolas, já várias vezes comentei isto, e é verdade, se a 2K tentasse fazer um jogo de futebol se calhar a EA Sports e a Konami estariam metidos numa alhada da qual não saíram tão cedo.

Mas voltando à bola laranja, graficamente o jogo apresenta detalhes minuciosos de cada campo, uma recriação ao mais ínfimo pormenor, com a representação de cada elemento do público a ser única e a apresentar a audiência mais próxima da realidade em qualquer jogo de simulação de desporto. Se todos os elementos exteriores ao rectângulo estão perfeitos, imaginem os jogadores, o centro do jogo, pois bem, a recriação 3D de cada cara está simplesmente real. Até mete medo como é possível recriar de tal forma uma pessoa, neste caso, um jogador, numa consola. O suor, os efeitos de luz, as expressões, os movimentos do corpo, as tatuagens, os penteados, tudo está perfeito, e nunca é demais repeti-lo.

De facto encontrar defeitos neste jogo foi um desafio por si mesmo, mas também os há, mas não sei se serão importantes para tudo o que jogo entrega. Continuam a existir alguns problemas nas conexões, com alguns loadings bem chatos, o tempo de instalação do jogo é gigante, alguns loadings entre jogos e a arrancar também, mas tudo isso fica para trás das costas quando se começa a jogar.

A jogabilidade mantém aquilo que sempre dissemos sobre a série, é um jogo que para o jogador mais casual poderá ser algo díficil nas primeiras horas, mas extremamente recompensador no futuro. Há bastantes combinações de teclas para aprender, para fazer jogadas estudadas, para escolher o jogador a quem passar, aquele que vai fazer o bloqueio para o nosso lançamento ou então para coordenar a nossa defesa, mas certo é que depois de interiorizarmos todos esses comandos, é a pura da diversão e do espectáculo. A IA dos jogadores está melhor, tornando o jogo mais fluído, sendo também mais fácil jogar na zona interior e conseguir um bom afundanço.

A nível de modos de jogo, alguns regressos e algumas surpresas, o modo MyCarrer coloca-nos na pele de um jogador que não foi draftado e por isso teremos que procurar por uma equipa munidos do nosso manager, que nos vai arranjar uma equipa para fazermos alguns testes. Estamos então 10 dias a provar o que valemos em campo e tentar um lugar numa equipa e no fundo tentar subir na vida. As cinemáticas in-game que nos deixam acompanhar, até observar o que se vai passando na vida do nosso jogador e de como o nosso manager vai tratando da nossa carreira, são pequenos pormenores que enriquecem a experiência do jogo a níveis que por vezes quase que tocam a realidade. Este é o modo mais completo, mas também o que mais horas exige e mais desafiante é, até porque a história continua sempre a ganhar novidades. Encontros com treinadores, reuniões com patrocinadores, conversas com a imprensa e com o staff, além de encontros com grandes nomes da NBA. Um modo para perder muitas horas.

Agora já não temos o Association Mode, agora temos o MyLeague, modo que permite controlar elaborar uma liga da NBA a nosso gosto, seja a sua duração, os jogadores que constituem cada equipa, etc.

Temos ainda o MyTeam, que vai recolher muito daquilo que é o My Club no PES ou o Ultimate Team no FIFA. Vamos tendo acesso a cartas de jogadores e vamos coleccionando e construindo a nossa equipa à nossa imagem. Mais uma colecção de cromos portanto.

Se tiverem um perfil mais empreendedor, têm ainda o modo MyGM, modo no qual após uma breve entrevista tomam conta de uma das 30 equipas da NBA. Vão tomar conta dos contratos, do staff, de todos os pormenores dos bastidores de uma equipa da NBA.

Existem ainda outros modos, entre os quais o MyPark, onde por exemplo podem desafiar outros jogadores ou amigos online, para umas partidas ou para alguns desafios específicos, um modo sempre mais “street” para descontrair e “dar uma joga”.

NBA 2K15 faz um afundanço “in your face!” nos concorrentes e volta mais uma vez e mais um ano a dar cartas, não há rival, mas também não é um jogo que estagne por causa disso, aliás o facto de contar mais 11 da Turkish Airlines Euroleague, incluíndo FC Bayern Munich da Alemanha, JSF Nanterre de França, Galatasaray Liv Hospital Istanbul da Turquia e Partizan NIS Belgrado da Sérbia,aumentando assim o número de equipas jogáveis da Euroleague para 25, demonstra precisamente isso, que existe uma aposta cada vez maior no jogo e cada vez mais a puxar o mercado europeu para o mundo da NBA.

Deixar ainda uma nota para a banda sonora que acompanha o jogo, mas não os tempos infindáveis de loading, curado por Pharrell Williams, o Midas da produção da actualidade tem, indubitavelmente, um excelente gosto musical e é responsável esolhas que passam por clássicos de Afrika Bambaataa e de Lauryn Hill, até aos hits modernos de Black Keys e Strokes, valorizando muito a experiência de jogo em NBA 2K15.

salao recomenda nba2k15

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