FEZ – Review – PS Vita

É caso para dizer finalmente! FEZ chegou às consolas da Sony quase dois anos depois do sucesso que foi para a Xbox 360, aliás foi um exclusivo da Microsoft.

O jogo desenvolvido pela pequena Polytron Corporation fez um furor imenso e não é para menos.  E eu passo a explicar porquê. FEZ conta a história de Gomez, podia ser o música ou um espanhol que vive em Elvas, mas não, é um ser branquinho como se fosse uma nuvem ou um fantasma que vive numa aldeia pacata e colorida, onde um gigantesco hexaedro dourado mantem toda a coerência do universo. Mas um dia o hexaedro dividi-se em 32 cubos que se espalham pelo mundo e temos que os recuperar. É nesse momento que Gomez recebe um pequeno chapéu, um “tarbush” ou FEZ, um chapéu tradicional turco, que lhe dá o poder de viajar pela terceira dimensão de um cenário que era antes apenas bidimensional.

E a partir daqui aquele que poderia ser apenas um jogo  com um toque retro, 8-bits, um puzzle game para entreter, se transforma em algo genial, viciante e até doentio.

O sistema é bastante simples, temos que saltar, escalar, mover num plano bidimensional e alternar a sua dimensãoo, isto é, a sua terceira dimensão com o L ou R da nossa PS Vita (versão analisada), não sendo muito simples de explicar por palavras, a verdade é que mudando a dimensãoo do objecto, rodando o cubo em 90 graus, temos acesso a outras perspectivas e com isso a outras funções ou pormenores, sendo esse o main puzzle para chegar aos nossos objectivos.

O jogo é quase um free roam no sentido em que basicamente o que nos é dito é que existe esta porta ou aquela para abrir, a quantidade de cubos que precisamos para o fazer, algumas dicas do que certos objectos fazem e a partir daí é perderem-se neste mundo do FEZ, sentindo os dias passar, não só pelo vício que é, mas também porque o cenário vai mudando. É um mundo dinâmico que vamos encontrar, e tudo isto é espectatcular por ser um jogo num ambiente 8-bit muito bem concretizado e com uma ideia incrível.

Para além disso podemos ainda contar com as composições sonoras de Rich Vreeland que criam um ambiente nostálgico e anos 80, onde ficamos hipnotizados, de facto é apenas mais pormenor entre muitos de um jogo desenvolvido por 3 pessoas geniais, que com num jogo retro de 8-bits, utilizaram a sua creatividade para espantar o mundo dos videojogos.

Não tenho mais palavras para este jogo, joguei na PS Vita e não consigo largar, para todo o lado que vou continuo a jogar e apenas posso apontar o mapa algo confuso como ponto contra, de resto seja na Vita ou na PS3 ou PS4, vão perder horas da vossa vida com o FEZ, ainda para mais com a opção Cross Save, na qual os jogadores vão poder compartilhar os seus progressos em qualquer uma das três plataformas.

Published
Categories Análises
Views 48
Ir para a barra de ferramentas