A Game Studio 78 e o seu primeiro jogo – HUSH

O mercado português de videojogos continua a crescer e mais uma vez trazemos ao Salão de Jogos uma editora portuguesa e o seu projecto.

A Game Studio 78 é um estúdio de desenvolvimento fundado em 2013 por 5 pessoas bem diferentes, basta olhar para o seu perfil. Temos o Rogério Ribeiro, fundador, CEO e viciado em Diablo, o Rui Sereno, fundador, UI/UX Designer e viciado em Pokémon; César Marques , também ele fundador, Unity Dev e viciado em Shadow of Colossus; o David Rodrigues, fundador e Concept Artist e viciado em Zelda; Fred Jesus, fundador e 3D Artist e viciado em Crash Bandicoot e por fim Miguel Béco, Sound Designer e viciado em The Heroes of Might and Magic. Apesar destas diferenças todas, há uma ligação muito forte na paixão que nutrem pela criação de uma empresa comprometida com a diversão.

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A Game Studio 78 está nesta altura a desenvolver HUSH e à espera de financinamento no Indiegogo. Para já sabemos que HUSH gira em torno da Ashlyn, uma rapariga, que de forma inesperada se vê num orfanato.

Neste orfanato acontecem coisas fora do comum, os medos, que nos relembram os medos que todos nós tivemos na nossa infância, ganham vida e a Ashlyn vai ter que os ultrapassar para conseguir escapar.

Para atingir o seu objetivo, a Ashlyn conta com o seu peluche GOGO e com outras armas baseadas em elementos que faziam parte da nossa infância, à medida que vai ultrapassando os medos e progredindo no orfanato, vai cada vez mais embrenhando-se e descobrindo os mistérios que nele se escondem.

O jogo funciona como uma aventura com elementos de RPG a mistura, com espaço para cenas aventura/acção, mas também para puzzles e momentos estratégicos.

Os inimigos foram desenvolvidos com base em medos específicos, inimigos estes que vão desde os típicos mobs que nos atacam constantemente em quantidade, até aos que requerem estratégias particulares, assentes no ambiente de jogo.

Cada nível corresponde a um medo temático que se espelha nos inimigos que o envolve.

No HUSH, a vida foi substituída por coragem, que é ganha à medida que se derrotam inimigos. Ashlyn depende dela, se tem coragem, pode atacar e defender-se de forma mais entusiástica, se não tem, entra em pânico e perde o jogo. A coragem ganha, funciona como pontos de experiência, poderá ser aplicada para melhorar as suas habilidades ou para melhorar as suas armas, consoante o estilo de jogo de cada jogador.

A vista do jogo é isométrica e foi desenhado todo o interface e interação para que o jogo seja transversal a todas as plataformas para que estão a desenvolver (PC/Mac,iOS,WP8,Android, Xbox One, PS4, Wii U). A ideia segundo a GS78 é que o jogador possa jogar do mesmo modo em todas as plataformas, podendo estar a jogar no computador, salvar o jogo, e continuar exatamente no mesmo sítio onde acabou, em qualquer outra plataforma.

Como o projecto é bastante ambicioso toda a ajuda é pouca e como tal a GS78 lançou-se numa campanha de crowdfunding no indiegogo, a partir de 1 de Março.

Como é usual neste tipo de campanhas, quem os ajudar, será recompensado com brindes correspondentes ao valor da ajuda, que vão desde t-shirt, banda sonora e livros de arte conceptual até ao próprio jogo.

Brevemente publicaremos aqui no Salão de Jogos a reportagem sobre a Game Studio 78 e o HUSH,

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