Do Japão para o mundo, é como quem diz, dos estúdios da Platinum Games para todos nós.

Para quem não sabe, Platinum Games foi o estúdio criador da série Bayonetta, e agora com ajuda da Square Enix traz-nos NieR: Automata, posso adiantar desde já que este RPG vai ficar marcado como um dos melhores jogos do género. Não se preocupem, vou justificar o porquê desta afirmação ao longo desta análise.

Podem contar com uma história fantástica, este título passa-se numa era bastante futurista e pós-apocalíptica, envolve muita tecnologia do principio ao fim do jogo. Vestimos a pele de um android, de seu nome 2B, e com ajuda de outros espécimes da mesma “raça” e robôs de suporte (os Pod), temos como objectivo salvar o que resta da humanidade de inimigos que nos vão dar grandes dores de cabeça e resolver vários mistérios que nos vão aparecendo durante esta nossa grande e imersiva aventura.

Mal começamos a jogar somos notificados com uma mensagem que temos de a interiorizar. Esta diz que NieR: Automata não tem a funcionalidade de auto save e que no jogo iremos aprender como gravar. Admito que fiquei um pouco surpreendido por não ter esta funcionalidade, pois podia dar muito jeito e pouparia muito tempo. Digo poupar tempo porque, tal como outros títulos, quando ficamos sem vida ou a missão não foi concluída com sucesso recomeçamos do último sítio onde gravámos e se esquecemos temos de voltar a fazer tudo de novo.

Temos que ver pelo lado positivo, ao repetir podemos fazer as coisas de outra maneira e se calhar de forma melhor. Falo nisto porque neste jogo temos que ter em conta tudo o que fazemos, porque todas as tuas escolhas têm consequências no desenrolar da história.

Neste RPG podemos explorar um mundo aberto, que por sua vez espantou-me de veras pela sua grandiosidade, quer em tamanho quer na riqueza de elementos visuais. E é neste mundo que vamos travar batalhas que vão ajudar a nossa heroína a subir de nível, mas já vou estender-me sobre este assunto. Não é só a 2B que melhora, as armas que ela utiliza também podem ser melhoradas e para isso temos que apanhar objectos/materiais que podemos adquirir por diversos meios, o método mais comum é apanhá-los no chão, são deixados pelas criaturas que destruímos ou simplesmente estão no solo caídos. Outro método de recebermos materiais e armas é nas missões secundárias, missões essas que ajudam-nos a evoluir. O grau de dificuldade destas variam, tanto podem ser facílimas como podem ser um osso duro de roer.

Falando em armamento, a nossa guerreira pode estar equipada com duas armas em simultâneo. Existem quatro tipos de armas que são eles:

  • Espadas curtas;
  • Espadas longas;
  • Lanças;
  • Bracers (armas que se colocam nos punhos, semelhante a luvas).

As armas podem ser obtidas de maneiras diferentes, tanto podes comprar, como podes encontrar no próprio mapa do jogo. Outro tipo de “arma” que podes utilizar é um pequeno robô esvoaçante, o Pod 042. Na realidade esta máquina não é concretamente uma arma, eu chamo-lhe de canivete-suiço porque dá-nos um “jeitaço” que não imaginam. Como eu disse no inicio desta análise o Pod é um robô de suporte, uma máquina que a sua finalidade é ajudar-nos.

Porque digo que esta caixa voadora é uma arma? Simples, este aparelho altamente tecnológico está equipado com armas de longo alcance, que nos permite eliminar inimigos que estejam a grandes distâncias, algo que as outras armas referidas não conseguem.

Outra curiosidade, o Pod e a 2B podem ser programados com chips, por exemplo, se colocares um chip de ataque no Pod ele começa a disparar de forma automática contra os inimigos que encontras no mapa. Na realidade dá-nos uma grande ajuda porque enquanto a nossa unidade de suporte está a disparar contra os adversários podemos concentrarmo-nos em evitar ataques ou até mesmo atacar.

Pod 042 (à esquerda) e Pod 153

Com tanto paleio sobre as armas vamos às batalhas. Este é outro ponto favorável no NieR: Automata, as batalhas deste jogo são palcos de grande acção e vivemos como se lá estivéssemos a lutar. São bastante dinâmicas, muito rápidas com movimentos muito fluidos que respondem impecavelmente aos nossos comandos, fazendo com que estas não sejam monótonas, dando vontade de ir logo para outra batalha quando vencemos uma.

Mas as batalhas têm um grande suporte e quando digo as batalhas, posso abranger o jogo todo. Suporte este que são os gráficos, NieR: Automata está equipado com uma qualidade gráfica de excelência. Parece que foi tudo pensado ao mais ínfimo pormenor e com os efeitos visuais indescritíveis faz com que o jogo mais recente da Platinum Games tratasse do ex-libris no mundo dos RPGs.

Mas após tantos pontos incríveis, desabafo com vocês dois pontos que me deixaram um pouco intrigado, são “picuinhices” minhas, é um facto, mas exponho-as na mesma nesta análise. O primeiro ponto é a banda sonora, não é má, mas podia ter um pouco melhor, falta-lhe ritmo, para ficar perfeita. O segundo foi o que me deixou um pouco mais triste, estou a falar da camera. quando estamos em lugares mais fechados a sua manipulação torna-se um pouco mais difícil. Outra situação é que durante o jogo, a camera fica numa perspetiva como se de um jogo em duas dimensões se tratasse. A meu ver esta situação tira profundidade aos cenários, mas se no inicio estranha-se com o desenrolar do jogo entranha-se. Agora, após muitas horas de jogo já não me faz tanta confusão.

Sumariamente podemos concluir que NieR: Automata foi muito bem planeado e podemos tirar o chapéu à equipa da Platinum Games pois não há palavras para caracterizar este RPG tecnológico a cem por cento. Mesmo tentando exprimir com adjectivos que o descrevam-no positivamente, vai sempre faltar algo para o que se sente quando estamos a jogar. Desde os gráficos brutais em jogo e nas cutscenes ainda mais épicas, combates cheios de acção e uma história incrível vai levar o nome de NieR: Automata no top dos melhores jogos de 2017. Este ano temos visto grandes títulos de RPG a serem lançados, mas sem sombra de dúvidas que este está no topo da lista dos melhores.

Glory to mankind!!!

About The Author

Nascido no coração de Lisboa, este rapaz, nunca foi o mesmo a partir do momento em que o pai lhe ofereceu o primeiro Gran Turismo.Apaixonado por jogos de corridas, mas principalmente do Gran Turismo, comprou todos os jogos da saga até hoje. Dezanove anos depois, tem um novo amor, Forza Horizon...mas não esqueceu Gran Turismo.

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