Gran Turismo 6 – PS3 – Review

O Gran Turismo assinala 15 anos de existência não com um jogo para a PS4 como toda a gente pensaria, mas com o último para a PS3. Terá sido uma boa ideia? A Polyphony Digital não quis correr o risco, ou preferiu fazer o melhor jogo da série para a PS3? É também isso que vamos descobrir na review a GT6.

Toda a gente se lembra de quando o Gran Turismo entrou em cena há cerca de 15 anos com o grande objectivo de simular a condução real, não a condução do dia a dia, mas aquela com que todos sonhamos, a das pistas, das corridas, das competições. É claro que aquilo que facilmente notamos é a evolução gráfica que a série teve, graças também à evolução das máquinas, já não jogamos com um Mazda MX5 que mais parecia um paralelepípedo, mas um carro que até os reflexos do sol no painel de bordo são reflectidos. Talvez a mais fácil das evoluções por incrível que possa parecer foi a recriação mecânica dos carros, nunca nos sentimos defraudados em nenhum dos Gran Turismo’s nesse aspecto, sentimos sempre as diferenças de carros para carros, o ter que escolher sabiamente cada um deles para cada ambiente e corrida e específico, assim como os pneus ou outros pormenores de mecânica.

No entanto nem tudo foram rosas, se bem se recordam GT5 dividia os carros em Standard e Premium e isso fazia com que determinados carros fossem melhor representados do que outros, desiludindo os fãs e criando uma divisão entre “ricos” e “pobres” difícil de compreender. Também a selecção musical e as bandas convidadas para os diversos jogos foram perdendo destaque no jogo, se pelo menos nos 4 primeiros títulos existiam bandas que apenas eram conhecidas por fazerem parte da OST do jogo, agora a música é quase inexistente ou apenas de ambiente nos mais recentes jogos GT.

Será que GT6 veio equilibrar tudo isto e dizer adeus à PS3 condecorando-a como a rainha do melhor jogo de simulação automóvel? Arrisco-me a dizer que SIM!

São 1207 veículos incluindo os actuais automóveis de corrida da FIA GT3, supercarros como o Pagani Huayra ’11, automóveis clássicos como o BMW 507 ’57 e carros de série como o Ford Focus ST ’13. O projeto colaborativo “conduz o futuro” Vision Gran Turismo trouxe também um número exclusivo de automóveis que serão lançados periodicamente ao longo do próximo ano. Fabricantes de automóveis líderes como a Audi, BMW e Mercedes-Benz, a par de marcas líderes como a Nike juntaram-se à Polyphony Digital Inc para criar modelos automóveis conceptuais que apenas vão surgir em GT6.

 

Podem testar os carros antes de os comprarem o que dá muito jeito quando pensam gastar 20 milhões de créditos num Gran Turismo Red Bull X2010 e depois não gostam de o conduzir, para isso há agora The Goodwood Festival of Speed, onde podem pode testar alguns dos possantes mais famosos antes de gastar uma pequena fortuna.

Mas se há mais de 1200 carros, também há carros com várias versões, por exemplo os Nissan Skyline’s são mais de 50, e não vamos encontrar assim tantas diferenças entre um GT-R (R33) de 95, o GT-R(R32) de 91, etc… É um exagero desnecessário a meu ver, mas a verdade é que mais vale sobrar do que faltar como acontece com outros jogos. No entanto continua a falta o Porsche…

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Apesar disso posso vos garantir que vão sentir todas as diferenças de carro para carro, para além de toda a adaptação que já tínhamos que ter nos GT’s anteriores, agora a Polyphony Digital criou um novo sistema de física que tem impacto directo na nossa condução, como os pneus desgastarem-se de forma real, por pneu e não por conjunto de pneus.

Quanto às pistas ou circuitos, GT6 apresenta 37 localizações e 100 esquemas de circuitos diferentes disponíveis. Com a introdução de novos circuitos como Ascari, Silverstone, Brands Hatch, Mt. Panorama e Willow Springs, com cada trajecto a ser recriado com uma precisão de aproximadamente 1 cm ou menos em relação ao trajecto real. A Poliphony Digital criou inclusivamente um novo Gran Turismo Arena, onde os jogadores podem criar as suas próprias séries de desafios ou perícia.

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Posso assegurar que vão sentir e muito as diferenças de pistas para pistas, mas ainda mais as diferenças climatéricas ou até a altura do dia em que a corrida decorre, por exemplo podemos estar a jogar às 6h20 da manhã, com o nascer do Sol e levamos com o Sol nos olhos perdendo efectivamente muitas vezes a noção da pista ou ficar encadeados, ou até com a chuva perder a visibilidade devido ao reflexo da água no chão ou da intensidade da chuva. O facto das diferenças no clima e no ambiente nos proporcionar sensações é realmente levar a simulação da condução ao ponto máximo, o da realidade.

Quanto aos modos, no Modo Carreira, anteriormente conhecido por Modo GT, o jogador começa num nível inicial e tem de trabalhar para passar a licenças de corridas mais avançadas, tal como um piloto faria na vida real. Este processo é gerido pelo novo sistema de estrelas de GT6, com créditos ganhos através da obtenção de vitórias nas corridas e, à medida que forem progredindo no jogo, vão desbloquear eventos especiais e convites para o Goodwood Festival of Speed virtual.

Uma das novidades é os eventos “Coffee Break”, divertidos minijogos, como um evento de derrube de cones dentro de um estádio e um desafio ecológico para ver que distância consegues conduzir com apenas um litro de combustível.

No Modo Party, indicado para um bom picanço contra um amigo, vamos sentir a falta de mais carros desbloqueados logo à partida, colocando às vezes algumas dificuldades em tornar uma corrida justa por não existirem carros suficientes com características semelhantes e a obrigar-nos a jogar contra o nosso amigo com o mesmo carro que ele escolheu.

No Online Racing, as comunidades de jogadores podem criar os seus próprios clubes, chats em fóruns e organizar corridas para os seus membros. Grupos podem escolher um clube privado fechado, ou um clube aberta onde todos podem participar. O “Open Lobby” convida mais de 16 jogadores a correr uns contra os outros online, sendo que podem sempre ir logo para um “Quick Match” e jogar com que estiver online e o “Seasonal Events”, corridas que ficam activas durante nos quais os créditos serão atribuídos aos primeiros classificados.

Gran Turismo 6, é sem dúvida o melhor jogo de simulação automóvel alguma vez criado, não há dúvida disso, é claro que tem pode melhorar, especialmente se pensarmos que com a chegada da PS4, existe um motor novo para trabalhar e melhorar um conceito e um ideal que perdura há 15 anos e que tem reunido a maior parte das marcas automóveis não só para participar no jogo, mas também para demonstrar e criar com a Polyphony Digital.

Os Menús estão mais acessíveis, rápidos e dinâmicos, as melhorias na física dos carros notam-se, as mudanças climatéricas estão incríveis, os 1207 carros estão “todos” (e não apenas alguns), recriados com grande pormenor, especialmente se utilizarem a câmera do interior do carro, os circuitos, graças ao GPS Visualizer são facilmente confundidos com os reais e na jogabilidade não há nada como a prova mais do que provada do que o GT Academy, onde o nosso Miguel Faísca foi o vencedor deste ano, e que já entrevistámos aqui para o nosso site, onde um jogador pode tornar-se um piloto de corridas profissional. Apenas lamento a banda sonora que me parece pouco inspirada e um dos factores que pouco cuidado teve e o público e alguns pormenores das bancadas continuarem a parecer feitos de papelão. O futuro será com certeza na PS4, visto que aos 15 anos de idade este GT6 é o melhor jogo de “carros” do reinado PS3.

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