Hell YEAH!

Helldivers veio para a minha mão porque a nossa equipa sabe que eu sou um fã do género, e do velhinho Alien Breed, na altura no meu Commodore Amiga 500. Agora resta saber se me convenceu…

A história é bastante simples, temos que proteger a nossa Super Earth, conquistando a galáxia para manter a nossa preciosa liberdade. Na verdade somos carne para canhão, o nosso nome nem sequer interessa, és mais um super-patriota sem muito cérebro que vai defender o seu pedaço de terra custe o custar. O jogo ganhou com esse humor, com o exagero nos gritos de comando, nas cutscenes altamente panfletárias e na ligeira sátira ao regime militar.

A nossa missão é bastante simples, temos viajar até outras galáxias, salvar todos aqueles que são ameaçados pelas três raças alienígenas que vamos encontrar, e regressar a casa. Conforme nos vamos afastando da nossa terra natal, mas difícil vai ficando o jogo e assim sucessivamente.

Conforme o nível de dificuldade aumenta, mais objectivos e obstáculos são colocados em cada planeta, mas não novos objectivos e obstáculos. Ou seja, Helldivers apresenta novidades conforme jogamos mais, mas sim coloca uma quantidade maior de coisas para se fazer. Aqui a equipa da Arrowhead Studios poderia ter diversificado um pouco mais os objectivos.

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Mas Helldivers compensa na jogabilidade e nos gráficos apresentados. A nível de jogabilidade, sempre numa perspectiva isométrica, o jogo começa com um simples tutorial onde rapidamente aprendemos as teclas do jogo e onde rapidametne também percebemos que são quase todas iguais ao Destiny. Ok, já sei, lá vai ele falar de Destiny outra vez, mas a verdade é que há muito de Destiny neste jogo.

Há Destiny na ideia de irmos aumentando o nosso arsenal, de melhorá-lo, de equipar o nosso soldado com uma capa toda gira ou o sistema de progressão. Há também as paisagens que facilmente nos vão levar a pensar no jogo da Bungie. Bem isso não é propriamente mau, se a jogabilidade for boa, e é. Helldivers é fluído, os comandos básicos são simples, e a utilização dos estratagemas dificies, mas isso é bom. Ao contrário de outros, achei que a dificuldade de executar os comandos dos estratagemas, que por vezes nos fazem recordar as sequências de Mortal Kombat, faz com que o próprio jogo seja mais aliciante, mais desafiante, se não fizermos em tempo útil, algum dos nossos companheiros vai morrer, nós vamos morrer e os objectivos vão ficar por cumprir. E essa dificuldade agradou-me.

Para terem a noção, podem pedir munição, podem pedir torres com metralhadoras para vos proteger, podem chamar reforços, ou pedir que bombardeiem alvos. Por fim terão também que pedir a vossa extracção, comigo correu que foi uma maravilha, assim que pedi, fiquei no mesmo sítio e a nave caiu-me na cabeça, esmagou-me e matou-me. Mas lá está, Helldivers não me faz ficar chateado por isso acontecer, faz-me rir.

Graficamente o jogo é extremamente polido, com os efeitos da areia, por exemplo, com as pegadas a ficarem marcadas e a desaparecerem com o tempo, simples, mas que não causam distracção e perda de fluidez. A nível sonoro que não se pode dissociar dos gráficos, na tentativa de passar uma boa experiência, de destacar a utilização da coluna do comando (é verdade essa coluna que tão pouca gente usa..), com as ordens a serem enunciadas através dessa coluna, o recarregar da arma, etc, pormenores que dão sempre um toque especial e cuidado ao jogo.

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Pelo valor que é pedido ao jogador, podem ter a certeza que vão perder horas a jogar, muito mais no modo cooperativo e competitivo online, onde vão degladiar-se pela conquista da galáxia, uns contra os outros. Simples e eficaz, Helldivers, não sendo um portento de originalidade ou de fora do comum, é aquilo a que eu hamo de um jogo “redondinho”, bem feito, bos estrutura, podia ter um pouco mais de história, mas a jogabilidade é “clean”. Hell Yeah!

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