Hush: Into the Darkness

Muitos dos nossos leitores não devem ter ouvido falar no nome Hush, mas, desenvolvido pelos portugueses da Game Studio 78 do Porto, é um dos poucos jogos que foi produzido em Portugal, o que nos deixou desde logo entusiasmados e curiosos. Tendo em conta o potencial do desenvolvimento feito, esperamos muito do Estúdio e que esperançosamente não fique por aqui.

Hush é um jogo Indie, muito querido aqui pelo nosso site, visto que temos acompanhado todo o desenvolvimento, praticamente durante os seus 23 meses de produção, aliás fomos nós que estreamos a primeira faixa da banda sonora do jogo o ano passado. Apesar desse apego não vamos deixar de ser factuais.

O enredo da história de Hush transforma-o numa espécie de RPG com umas pequenas pitadas de Survival, de muita acção e aventura à mistura. Para já foi apenas lançado para PC, mas terá no futuro versões para PS4 e Xbox One.

O jogo terá no futuro versões para PS4 e Xbox One

As incríveis animações no início do jogo captam facilmente a nossa atenção, e apresentam-nos à nossa menina que como heroína da história, tem de vencer os seus e os nosso medos.

O começo do jogo assenta muito na tensão do suspense. O ambiente misterioso e sombrio levam a que reparemos em todos os pormenores, de modo a nos prepararmos para os perigos escondidos nas sombras. A música macabra e por vezes frenética combinam bem com o design cartoony e escuro do jogo, o que graficamente está realmente muito bom. Nota-se que o conceito artístico e a qualidade gráfica do jogo foi um dos principais focos do Estúdio.

O jogo é quase sempre jogado num plano isométrico, sendo que numa ou outra situação passamos para um plano 3D visto de frente.

O jogo inicia-se com a nossa Ashlyn a entrar numa mansão, e depois de tirarmos uma primeira impressão do jogo, deparamos com uma escada imponente, quando de súbito a nossa atenção vira-se para uma criança que passa a correr em direcção uma sala mais à frente, e nesse preciso momento ficamos com o controlo da nossa personagem.

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É no momento em que entramos nessa sala e onde encontramos outras crianças a brincar que começa o nosso pesadelo. Somos atraídos por uma figura escondida num canto que nos surpreende quando chegamos perto, é um monstro, e vemo-nos literalmente obrigados a fugir pela nossa vida. Ao escaparmos caímos na cave, o que podemos imaginar não ser o sítio mais cómodo para se estar.

A escuridão e a luz têm uma influência directa no jogo

Os comandos do jogo são bastante simples, além dos botões direccionais temos o ataque direito e o ataque esquerdo. Inicialmente apenas temos o ataque direito, que consiste na nossa menina a atacar os monstros com o seu urso de peluche, depois temos a habilidade de dar uma cambalhota para nos desviarmos dos ataques, e como não podia deixar de ser, temos também a possibilidade de interagir com algumas coisas.

A escuridão e a luz têm uma influência directa no jogo. Nos locais onde conseguimos ter alguma luz, a nossa personagem tem bastante velocidade e move-se agilmente, no entanto, quando nos encontramos em locais mais escuros, sentimo-nos mais limitados e altamente lentos, sem que possamos dar a preciosa cambalhota para nos escaparmos dos monstros. Isso obriga-nos a estudar bem o terreno antes de avançar, uma vez que por vezes temos três ou quatro monstros à nossa volta, e o espaço com luz é muito pequeno o que faz com que seja quase impossível sobreviver, porque ao perdermos a capacidade de nos movermos com rapidez, somos apanhados facilmente e é um passinho até à morte. Por vezes pode ser mesmo frustrante a maneira como morremos, porque praticamente não existe espaço para conseguir ter uma luta justa.

Quando morremos voltamos ao início do nível, ou no caso de encontrarmos um local de descanso (checkpoint) é nesse ponto que iremos recomeçar. Todos inimigos voltam a aparecer, o que soa quase a castigo.

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O jogo tem uma dificuldade acima da média, com os inimigos colocados em locais estratégicos para nos deixarem sempre em sobressalto, e dificultarem a nossa vida ao máximo. Falta ainda afinar algumas coisas, especialmente no movimento e no combate, que por culpa de alguns bugs, alguns deles bastante condicionantes, não deixam a experiência ser tão boa quanto poderia ser.

E já que estamos a falar de bugs e problemas, estes foram alguns dos que descobrimos:

Um deles reside no Status, porque pelo menos connosco nunca mudou. Por vezes o Game Progress avança, porque notámos o progresso da barra, mas posso revelar que na altura desta imagem ainda não tínhamos chegado ao final do jogo, e como podem ver está a 100%. Em relação ao tempo de jogo, este nunca se alterou, fixado sempre nos 15 segundos de playtime; os inimigos vencidos também são sempre 12, e 1 é o número respectivo às vezes que morremos, não importa quantas vezes aconteceu. Nota que aqui no Salão de Jogos usámos um PC e um comando da Xbox 360 para testar o jogo.

Contudo, o jogo saiu há poucos dias e como dissemos anteriormente, tem potencial e é genuinamente interessante. Alguns aspectos necessitam ser corrigidos, mas acreditamos que tudo possa estar a funcionar sem falhas brevemente, a base de jogadores assim o exige.

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SPOILER ALERT
Aqui no Salão de Jogos já chegámos ao fim, ou melhor, terminámos este capítulo, sendo que no final somos brindados com uma continuação com data para 6 de Agosto. Batemos o jogo em menos de 1h30m, com algumas mortes e escuridão pelo caminho.

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