Hype

Hype, uma palavra que tem vindo a assustar tudo e todos, por um lado as editoras para controlar uma máquina que tanto os pode tornar deuses como aldabrões, por outro os jogadores que passaram a desconfiar quando um jogo pode ser aquilo que sempre imaginaram.
Já vimos demasiados exemplos desta palavra a desmembrar jogos, basta recordar o episódio do primeiro Watch Dogs, com as apresentações nas feiras internacionais a prometer uma coisa e a dar outra no lançamento do jogo, ao ponto da própria personagem principal levar um revamp e os grafismos a ficarem muito aquém do esperado. Podemos também recordar o que aconteceu ao No Man’s Sky, um jogo indie que tomado pela Sony tornou-se maior do que eles e acabaram por serem ambiciosos demais e o espaço tornou-se pequeno para fugirem da fúria dos jogadores, levando a editora quase que a desaparecer do mapa e a ter de fazer update e patches uns atrás dos outros para se safarem, mas o mal já estava feito. Aliás esta questão dos jogos serem lançados e depois andarem meses a levar patches já se tornou prática comum, mas podemos falar disso em outro artigo.
O que fazer então ao Hype?! Se olharmos para Destiny 2, podemos ver que é preciso ter uma máquina infernal de comunicação e marketing e até gestão de redes para conseguir de alguma forma satisfazer os jogadores cada vez mais exigentes. Desde de constantemente fazer stream de gameplay, ou até responder às exigências feitas pelos jogadores nas redes, ou até mesmo adiar todo um calendário para conseguir produzir um jogo que não sucumba ao hype, a Bungie preferiu nunca falar da razão pela qual Destiny 2 chegar muito mais tarde do que se previa, deixando os jogadores a seco quase meio ano, mas eu diria que valeu a pena.
Na verdade temos visto cada vez mais os jogadores a fazerem quase parte das equipas de desenvolvimento, a EA e nomeadamente o Star Wars Battlefront faz por exemplo bandeira disso mesmo, com vários hardcore gamers mundiais a serem chamados para testar o jogo para corresponder às expectativas, e eu acho bem, afinal se nós não gostarmos do jogo como é que as editoras vão sobreviver? A oferta é muita e o segredo é estarmos perto numa verdadeira comunidade activa para o desenvolvimento sustentável dos jogos e não sucumbirmos à palavra Hype, que apenas deve ser vista como a verdadeira excitação de um gamer para que o seu jogo chegue às mãos e não por aquilo que deveria ser e não é.
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