Impressões do Beta de Overwatch: Parte 2

No seguimento da preview que tivemos a oportunidade de vos apresentar aqui, na qual abordámos a essência de Overwatch, trazemos agora a merecida actualização, uma vez que foram algumas as novidades importantes nos Betas seguintes e o lançamento está mesmo à porta.

Overwatch continua a experiência divertida que prometia e agora de forma ainda mais polida, mais perto da perfeição e veio reforçar um dos grandes méritos da Blizzard, transformar o que à partida parece complexo em algo simples de interpretar e executar. Não ficam muitas dúvidas de que Overwatch tem potencial para ser um sucesso, e porque não, um nome a atingir o patamar de culto. A jogabilidade foi ligeiramente melhorada, mantendo a fluidez e acção que marcaram os primeiros Betas e consta que tiveram até uma ajudinha da experiente equipa da Treyarch no Aim Assist. Consegue mesmo aquilo que é talvez o mais difícil no género, tornando cada batalha numa história com o seu próprio drama, estabelecendo sempre uma ligação entre decisões e emoções.

Relativamente às novidades, além dos ajustes normais entre classes que estão agora mais equilibradas, uma nota para a possibilidade de agora se poder jogar apenas contra a IA de modo a praticarmos tanto quanto quisermos e também de navegarmos pelos menus enquanto esperamos que nos seja encontrada uma partida. Outra nota para o novo Weekly Brawl, um passatempo que motivará os jogadores a experimentarem diferentes personagens semanalmente, bastante similar ao Tavern Brawl de Hearthstone. O novo Modo de Jogo (Assault/Escort) é no fundo uma mistura dos outros já existentes, onde uma equipa tem de impedir a investida da equipa adversária, controlando pontos estratégicos no processo, e que vai de encontro à intenção da Blizzard, oferecendo pouca diversidade nos Modos de Jogo de maneira a concentrar a base de jogadores em algo que já é familiar. A somar a novos mapas que seguem no desenho e tamanho dos anteriores, foram também adicionadas inúmeras Legendary Skins que irão proporcionar a todos uma oportunidade de personalizarem os seus heróis preferidos, sendo uma clara operação de charme da Blizzard olhando para tanta variedade e sabendo que mais skins serão adicionadas no futuro. Contudo o principal destaque vai para o Progression System, que como o nome indica, é a mecânica de progressão à medida que vamos jogando e subindo de nível. Se inicialmente houve algumas dificuldades na implementação, uma vez que acabou por condicionar o jogador a insistir habitualmente no mesmo personagem, houve melhoras, e aparentemente funciona mais ao gosto de todos, havendo compensações para qualquer tipo de jogador, incluindo também aqueles que gostam de alternar entre heróis, sendo precisamente esse o desejo da Blizzard. O esquema actual de recompensas é como que um “Obrigado por jogar Overwatch”, atraindo o jogador a voltar com frequência, tal como deveria ser, e não há qualquer dúvida de que estão totalmente comprometidos em tornar o sistema de progressão de jogadores cada vez mais eficiente, visto que se há coisa a que já nos habituou, é que quase sempre encontra o caminho certo, e a própria reacção dos jogadores às últimas alterações foi nesse sentido.

Resumindo, Overwatch está pronto. A Blizzard pegou num conjunto de ideias muito bem pensadas, limou ao pormenor e criou algo bastante completo e com a sua própria identidade. Para quem gostar do género, este será certamente um título que não resistirá a ter, até porque tem todos os condimentos necessários para se tornar um sucesso a curto prazo.

Author Nuno Mendes
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