Impressões do Beta de Overwatch

Overwatch é o mais recente projecto da Blizzard e ainda em desenvolvimento, não tem para já uma data designada para lançamento. Contudo, aqui no Salão de Jogos tivemos acesso ao Closed Beta que decorreu entre 21 e 23 de Novembro, e estas são as nossas primeiras impressões. Tem sido evidente o investimento da Blizzard na entrada em géneros mais ou menos populares, tal como Hearthstone e Heroes of the Storm. Overwatch segue a mesma linha, mas apresentando alguma inovação e oferecendo algo novo.

Overwatch é um Multiplayer FPS em Arena, opondo 6 jogadores contra outros 6, e motivando principalmente o jogo de equipa. É notório que se apostou forte na diversidade dos 21 Heróis com os quais podemos jogar, sendo que estão divididos em 4 classes (Offense, Defense, Tank e Support), e todos conseguem proporcionar jogabilidades distintas, resultado das habilidades, armas e especialmente da função que cada classe tem no seu grupo. As habilidades são variadas, algo a que a Blizzard se dedicou de forma clara, e vai desde Teleports, passando por habilidades que nos permitem restaurar a energia dos companheiros de equipa, ataques teleguiados, escudos gigantes, enfim, para todos os estilos de jogo.

 

Ficámos a conhecer dois Modos de Jogo. Num deles, somos responsáveis por defender ou atacar dois pontos estratégicos, e o outro Modo consiste na escolta de um veículo. Podemos dizer para já, que Overwatch diverte e que facilmente criará uma base de fãs que joguem com regularidade. A jogabilidade é óptima, com batalhas recheadas de acção e quase sempre caóticas. Os mapas são pequenos, e a própria dinâmica obriga à concentração das duas equipas nas mesmas zonas, trazendo assim alguma organização, mesmo que muitas vezes seja cada um por si. Não é raro sentir a importância que determinada decisão teve no desfecho do jogo, provocando frequentemente essa sensação de papel e dever em algo que vai para além do jogo. Para ajudar ao equilíbrio na construção das equipas, no menu de escolha dos Heróis são dadas sugestões e avisos das classes em falta na equipa. E este é um ponto importante, visto que ter uma equipa equilibrada aproxima-nos verdadeiramente da vitória no final. Temos também acesso às informações do Herói, desde habilidades a pontos negativos e positivos, de forma a percebermos rapidamente o estilo e a valia que trará à equipa. E se por algum motivo o Herói escolhido não nos agradar temos sempre a possibilidade de mudar durante o jogo. Outro pormenor curioso acontece quando termina a partida e ficamos não só com a repetição da Jogada do Jogo, como algumas estatísticas que nos deixam sempre em comparações com os outros elementos da equipa.

Finalizando, a ideia da Blizzard, é no seu essencial criar algo simples, mas com complexidade, e olhando para a atenção dedicada ao detalhe, muito se espera de Overwatch. Não sabemos se a intenção é a entrada no mundo dos eSports, no entanto, tem tudo para trazer uma competição capaz e bastante viciante. Esperamos entusiasmados por uma próxima oportunidade.

Author Nuno Mendes
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Categories Antevisões
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