Em tempos deparei-me com esta questão, segundo a teoria avançada no Curso de Comunicação Social, os jornalistas informam, dão o chamado contraditório e asseguram que as suas fontes são fiáveis, que os factos relatados são reais e que a informação que dão ao público poderá dar-lhes o conhecimento factual para formar a sua própria opinião. Ora bem perante este conceito, os jornalistas não poderiam estar mais afastados daquilo que hoje é apelidado de Influenciadores, pessoas que através dos seus próprios meios, nomeadamente redes sociais, influenciam uma opinião sobre determinado produto. Neste caso em específico os youtubers passaram a ser um grupo poderoso de influenciadores, com marcas a quererem associar-se a estes “monstros” dos likes e das visualizações para “vender” o seu produto. Muitos ou até mesmo a maioria sucumbiu a essa fome do reconhecimento e passou de dar a sua visão e análise factual e quase jornalística para dizer aquilo que os outros gostariam de ouvir, formando assim uma opinião deturpada e influenciando outros sem qualquer tipo de escrutínio ou análise crítica. O mundo passou a ser muito mais cor de rosa, é um facto, mas também pouco real, parece mesmo uma fantasia, tudo passou a ser muito bom desde que o preço seja o certo. Toda a indústria e as várias indústrias até, entraram neste modo, apenas fornecendo produto se se falar bem dele, e não se for bem escrutinado, se o vídeo foi bem conseguido ou realizado, ou se a ideia ou apresentação são fora da caixa, o que interessa é o resultado. Andamos a brincar ao faz de conta, mas em vez de jogarmos para que tal aconteça, andamos a ver os vídeos de outros para viver numa fantasia que não é a nossa. A seriedade e a profissionalização são duas palavras que não podem apenas aparecer nos dicionários ou na teoria dada nas aulas, tem de ser uma prática comum.

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