Invizimals: O Reino Perdido – PS3 – Review

Já tínhamos feito aqui a Review ao jogo da PS Vita, Invizimals: A Aliança, agora é a vez da PS3.

E se em momentos as duas histórias se vão cruzar ou ligar, a nível de apresentação, objectivos, formas de jogar e os gráficos têm abordagens muito diferentes. Mas já lá vamos…

Tal como em A Aliança, a história de Reino Perdido gira em torno do jovem explorador Hiro que logo no início do jogo encontra uma pedra mágica que lhe dá acesso a abrir o Portal para o Reino Perdido que está sob ataque de um Clã misterioso de Robots.

Para isso vão contar com a ajuda de algumas criaturas Invizimals que nos vão ajudar a ultrapassar todos os obstáculos.

Quando passamos o Portal denotamos logo a diferença  de abordagem deste jogo, passamos para um ambiente de desenho animado, ao estilo de Ratchet and Clank ou até Crash Bandicoot, depois e pela referência já devem ter sido, é um jogo fundamentalmente de plataformas e de “slash and dash”.

Para além do Modo História há também o Modo Battle onde podemos combater com os nossos Invizimals com outros amigos em modo multijogador através da PlayStation Network.

Voltando ao modo principal, controlamos Hiro na terceira pessoa e conforme ele vai encontrando e capturando Invizimals, Hiro vai ganhando a possibilidade de se transformar nessas mesmas criaturas utilizando as suas habilidades especiais para ultrapassar os obstáculos. Por exemplo o Ocelotl permite escalar paredes e tem um gancho, o Tigershark pode ficar mais tempo debaixo de água permitindo chegar a zonas inundadas ou o Chupacabra que pode voar e planar para atacar os inimigos. Apesar disso podemos fazer Upgrades, tanto às suas armas como habilidades até ao máximo de 8 upgrades.

E esse será a motivação principal do jogo, a história não é muito complexa, mas com um target jovem, também não poderia ser, o “apanhar todos os Invizimals” e saber quais as criaturas que vamos poder controlar até ao fim do jogo, dá-nos o gás para chegar ao fim sem o tédio nos abalar de forma a desistirmos.

Para isso também contribui o ambiente dos vários níveis, sempre ricos em cor, com uma boa dinâmica, com uma construção sempre diferente, apesar de com objectivos e funções semelhantes.  As florestas os lagos, as ilhas, os abismos vão nos dando essa diversidade e ambiente dinâmico.

Estes cenários indicam-nos o caminho de uma forma mais ou menos clara, de forma a não tornar tudo demasiado óbvio, com várias salas escondidas e com tesouros para “sacar” mais umas moedas para os nosso upgrades. Por vezes o posicionamento da camera complica e muito a percepção de algumas plataformas e levará alguns miúdos a perder a paciência, ou pelos menos a mim levou… (o que quererá isso dizer…?)

Mais uma vez tal como para o jogo da PS Vita, a PlayStation continua a apostar na localização em português e como tal, Invizimals: O Reino Perdido também está dobrado para português. Mas apesar dos cerca de 100 Invizimals conhecidos, neste da PS3 só vamos conhecer cerca 16 deles.

Já tinha saudades de um jogo de plataformas e para mim e para a minha idade só tenho pena que não seja mais complexo, mais longo, mais difícil e mais variado, porque tem potencial para ser um “All Gamer”, mas para os miúdos mais novos, de certeza que é uma boa opção.

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