Journey

Journey, como o nome indica é uma jornada. E a partir daqui tudo é válido. Podemos pensar que é uma jornada espiritual, religiosa ou uma mera aventura, porque no fundo é tudo isso e não é nada disso, mas a verdade é que é aquilo que nós quisermos.

E é assim porque não temos qualquer tipo de contextualização relativamente à mistura, as personagens são mudas, as indicações que nos são dadas são hieróglifos que apontam para um desastre natural ou uma catástrofe e para uma montanha que emana uma luz.

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Podemos ver isto com uma passagem para o outro lado, abraçando a luz, ou se formos mais racionais apenas o nosso objectivo.

Seja como for, vamos encontrar com uma beleza rara ainda para mais se jogarmos na PS4, alvo da nossa análise, visto que o jogo já tinha saído na PS3. As texturas do mundo que nos envolve são de um fino recorte, assim como todos os efeitos de luz e contraste. Estamos a falar de um mundo de areia, onde a nossa personagem apenas com um manto sobre o seu corpo e um cachecol com poderes se move em formato mundo aberto.

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Journey sabe que é lindo e por isso mesmo, os ângulos da camera respondem a esse apelo dando nos imagens de rara beleza e amplitude que nos deixam arrebatados.

Mas o jogo da ThatGameCompany não é só belo é também simples e empolgante ao mesmo tempo, como disse não indicação do que fazer, mas há sempre a sensação de que sabemos o que fazer, subtilmente percebemos que temos que saltar para aqui ou para acolá, ou libertar fragrementos para construir pontes ou algo do género.

Sendo um puzzle game e ao mesmo tempo um jogo de plataformas, Journey dá-nos uma variedade bastante ampla, pois para além de subir e descer plataformas ou libertar fragmentos, vamos ter verdadeiras descidas vertiginosas ou até mesmo algumas partes de “stealth”. Nunca senti ao longo do jogo algum tédio, muito pelo contrário quis sempre continuar e continuar, ao ponto de ter terminado o jogo todo de uma só vez. E não porque seja demasiado curto, facilmente em 3 horinhas se termina o jogo, mas porque queria saber o que me esperava no nível seguinte, e o que esconde aquela mítica montanha e a luz que emana.

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Journey alimenta-nos a cada instante, dá-nos propósito e arrebata-nos com a sua profunda beleza. Curioso é ainda o facto de a certo ponto estar acompanhado por outros jogadores, basicamente alguém que estava no mesmo ponto do que eu, jogando os níveis comigo, isto é, um modo multiplayer que no fundo se mistura com a nossa aventura, onde não podemos comunicar e onde a única coisa que sabemos é que no fim da nossa jornada nos irá ser dito quem nos fez companhia nessa jornada.
Jorney é obrigatório, nem que seja apenas para completar esta jornada uma vez.

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