Esta semana tive a oportunidade de experimentar largas horas o novo Killzone Mercenary para a PSVita. Aviso já que não sou um viciado em First Person Shooter, mas a saga Killzone foi dos poucos que levou a voltar esporadicamente a este tipo de jogo, basicamente apenas o Killzone e o Half Life o conseguiram fazer.

É claro que uma experiência na PS3 é diferente da PSVita, pensei eu, pois bem acho que estava certo, mas acho que também estava errado. Estando vidrado num ecrã mais pequeno e com as basicamente sobre ele a experiência anatomicamente é diferente, mas os gráficos, a capacidade do motor do jogo na PSVita e a interacção, consegue fazer com que rapidamente esqueçamos esse detalhe. 

A história para mim ajuda à festa, eu não gosto muito de ser o bonzinho, para isso há escuteiros, e Killzone Mercenary deu me essa hipótese, como o nome indica basicamente quem pagar mais recebe o tratamento de alguém sem escrúpulos e sem valor e por isso mesmo cumpre apenas o que tem a fazer. 

O jogo decorre logo após o fim do primeiro Killzone da PS2, a ISA está sob mais uma ameaça por parte dos Hellgast, e estando em tantas frentes de batalha contrata mercenários. 

Assumimos assim o papel de Arran Danner para resgatar a família de um embaixador e vai debater-se entre os seus princípios e quem paga mais e geralmente quem paga mais, tem mais razão…

Tecnicamente o jogo é talvez o único que conseguiu explorar até agora o potencial da PSVita, o detalhe dos mapas aliado à intensidade e capacidade gráfica demonstrada neste jogo mostra efectivamente que a PSVita vai conseguir transportar os jogos da PS4 em Remote Play sem descurar a qualidade esperada.

Os comandos, não sendo um Dual Shock surpreendem pela positiva e pela negativa. Se é incrível matar silenciosamente um adversário com uma faca deslizando o dedo no ecrã da Vita, por outra lado devido à falta de botões temos que utilizar a mesma tecla para nos baixarmos e para correr, o que é atrofiante e vale várias mortes no mínimo estúpidas.

Quanto a modos, para além das várias missões no modo campanha, temos ainda o modo multyplayer com 3 estilos diferentes. Mercenary Warfare onde quem for capaz de matar o maior número de adversários em 10 minutos vence, Guerrilla Warfare onde integramos uma equipa e jogamos contra outra equipa e quem atingir as 40 mortes ganha o jogo para a sua equipa e Warzone onde existem vários objectivos rotativos, quer seja conquistar bases, proteger determinados pontos no mapa ou matar um jogador especifico. Este último é sem dúvida o mais elaborado e também o mais desafiante, especialmente para jogadores como eu que gostam de operar num modo mais stealth e low profile.  

Como devem ter percebido, Killzone Mercenary é altamente recomendável e é sem dúvida o melhor jogo para a PSVita até agora, quer naquilo que oferece, quer na exibição e aproveitamento das capacidades da Vita.

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Fundador do Site - Salão de Jogos, o Commodore Amiga 500 foi o seu melhor amigo durante décadas e ainda hoje sabe de cor a equipa principal do Benfica do Sensible Soccer 94/95. Nos tempos vagos ainda edita as botas dos jogadores do FIFA e do PES.

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