LEGO® Marvel Super-Heroes – Review (Update PS4)

O franchise da LEGO® com os videojogos já leva bastantes anos, mas atingiu o seu ponto mais alto nas consolas desta geração. Já tínhamos tido o universo da DC Comics com o LEGO Batman 2 DC Super Heroes agora foi a vez da Marvel que não podia ficar atrás e faz logo a sua estreia com todo o “plantel” dos super-heróis criados por Stan Lee.

Mas em vez de fazermos grandes comparações entre esses jogos, contemos a estória deste. O jogo começa com o Silver Surfer o mensageiro de Galactus a ser perseguido pelo Iron Man e pela S.H.I.E.L.D. quando é atacado pelo Doctor Doom e a prancha do “Surfista Prateado” transforma-se em “Cosmic Bricks” espalhando-se pelo planeta Terra. Na procura pelo enorme poder que esses “tijolos cósmicos” têm inicia-se uma caça liderada por um lado pelo Doctor Doom que reúne todos os vilãos do mundo Marvel contra os super-heróis que vão ter a dura tarefa de impedir que tal aconteça.

E logo aqui chegamos a algo bem diferente de todos os outros jogos, o número de personagens, 150 personagens que vamos poder controlar neste jogo. É claro que muitas delas são personagens secundárias, mas a verdade é este jogo da LEGO tem o maior número de personagens principais e todos eles com características especiais. De certeza que a TT Games adorou a possibilidade de poder trabalhar neste mundo Marvel que vive mais de super-heróis do que “super humanos”, como a DC, porque lhes permitiu explorar as potencialidades destas personagens.

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É claro que aqui é mais fácil do que seguindo uma lógica de um filme, com a limitação da storyline, a limitação das personagens e as obrigações muitas vezes até comerciais perante o “timing” de chegada desses mesmos jogos.

Essa liberdade sente-se na história criada para o efeito, nas personagens adaptadas ao espaço em que as vamos encontrar para poderem brilhar, e na liberdade com sentido e propósito nas sides quests que tantas horas nos roubam depois de terminada a história principal. Já que falei do “open world” destacar que é bastante mais simpático e confortável do que o de Batman 2, onde muitas vezes nos perdíamos, também devido às cores, e ao aspecto confuso e sem muito nexo. Nesse caso apenas quando utilizávamos o Superman é que as coisas tornavam-se mais fáceis, neste Marvel Super-Heroes com todas as personagens conseguimos ter propósito.

A estrutura continua a ser a mesma, uma estrutura vencedora baseada num formato cooperativo com outro amigo ou com o auxílio do computador com o ecrã a dividir-se caso joguem com outro amigo que é a forma mais divertida de jogar os jogos da LEGO, mas por vezes complica um pouco pois perdemos o sentido posicional dos nossos bonecos. Já pensei muito sobre este assunto e qual a forma de “superar” isso mesmo e para já a única ideia que me ocorreu seria na PlayStation 4 com o second-screen, um jogador jogar através da PS Vita. O objectivo é o mesmo de sempre, recolher o maior número de moedas LEGO, colecionar items e desbloquear personagens, para voltar a jogar o modo história.

Quanto a cenários e a sua utilização, vamos reconhecer o Daily Bugle onde Peter Parker trabalha, a Oscorp, a Stark Tower, ou Baxter Building ou Hellcarrier dos Avengers.

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O controlo das personagens faz-se da mesma forma de jogos anteriores, sendo que por exemplo as mecânicas alteram-se um pouco com o Iron Man que pode voar ou com o Spiderman que balança de teia em teia. Mais uma vez os cenários foram criados tendo em conta essa liberdade e por isso mesmo a funcionarem muitíssimo bem.

Não poderia deixar de referir o humor que é incorporado a mais um jogo da LEGO, se até há muito pouco tempo as personagens não falavam e as piadas eram muito mais “físicas”, desde que foi incorporado os diálogos e a “voz” a interacção das personagens e os diálogos cheios de humor ganharam uma nova dimensão, mas verdade seja dita, um humor inteligente no sentido em que não se torna depreciativo.

Um jogo para perder horas e horas a fio, ainda por cima se forem um fã de LEGO e do Mundo da Marvel, como eu, que não vou parar de jogar até desbloquear todos os items e personagens até à exaustão.

Fica-nos apenas a faltar experimentarmos a versão da PlayStation 4, mas quando isso acontecer actualizamos esta mesma review com essa perspectiva da nova geração das consolas.

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Tínhamos prometido e agora cumprimos. Depois desta nossa review ao LEGO Marvel Super Heroes para a PS3, heis que o testamos na PS4.

A frame rate do jogo não foi alterada para a nova consola da Sony, muito provavelmente com o receio de que essa conversão não corresse bem como já aconteceu nas anteriores gerações. Aqui fica-se pelos 30fps e aposta nos 1080p o que se nota na nitidez apresentada. Isso acontece ao anti-aliasing e pós-processamento aplicados, sendo que nos momentos mais distantes das câmeras o detalhe não se perde e mais uma vez o efeito das partículas e nos arrastos é um dos pontos onde se nota a diferença nas versões e a capacidade gráfica da PS4.

Nesse quadrante entra também o trabalho que TT depositou nos efeitos de iluminação, com um toque mais realista. Também o uso de blur de objectos e o efeito de campo, dá um maior sentido de profundidade aos mesmo tempo que realça as personagens.

A nível de performance a escolha da TT pelos 30 fps garante uma estabilidade ao longo de cada cena, cada movimento, cada nível, sem sequer oscilar nesse frame rate. Por isso mesmo quando pegamos no comando da PS4 temos a perfeita noção que temos mais um jogo da LEGO nas mãos, para o bom e para o mau. Como já foi referido na review do jogo para a PS3, os problemas de jogar em modo cooperativo continuam, as câmeras por vezes entrelaçam-se e fica confuso e por vezes até perdemos o objectivo da acção por momentos, (se andarem à procura dos objectos escondidos, pode resultar em horas…), mas ganha em suavidade. Um exemplo claro é a forma como as personagens que voam contornam os edifícios ou curvam. Na PS3 fazem um ângulo recto, na PS4 curvam efectivamente. O mesmo acontece com a condução dos veículos terrestres. Depois os reflexos, a iluminação, o trabalho feito nas partículas dá o toque mais realista que já se exigia nesse campo e harmoniza toda a acção.

No geral é uma muito melhor transição de gerações feita por um jogo LEGO, onde não elevar a fasquia permitiu não tirar toda a diversão que um jogo deste franchise nos dá. Para quem tem a versão PS3, por exemplo, não me parece obrigatório o comprar para a PS4, no entanto, quem tem uma PS4 e não tem o jogo não sabe aquilo que perde. Basta dizer que foi o meu primeiro jogo a ser jogado intensivamente na PS4. Para os fãs da série e, mais uma vez, para os viciados dos comics é um “must have”.

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