Liberta a Persona que tens dentro de ti

Desenvolvido pela nipónica Atlus Games, chega-nos o recém chegado Persona 5, um JRPG que vai dar grandes dores de cabeça aos seus rivais do género, como por exemplo Final Fantasy. Este jogo pertencente a série Shin Megami Tensei: Persona, que já está disponível desde o mês de Setembro do ano passado, no Japão.

Após praticamente sete meses, os jogadores ocidentais já podem esfregar as mãos de contentes, agarrar nos comandos e passar muitas horas seguidas à frente da televisão porque Persona 5 é um jogo de excelência. Não digo perfeito porque há pequenos pontos que podiam estar mais polidos. Persona 5 é um jogo que nem todos os aficionados em RPGs vão gostar porque este, é um RPG japonês “puro e duro” do princípio ao fim, desde a história às animações.

Este último Persona, passa-se no Japão, quando o protagonista, chega a uma “família” de acolhimento por ter tido supostamente, um mau comportamento no passado. Vai viver num café e é lá que reflecte sobre tudo o que se vai passar durante esta jornada.

Tudo começa quando instala uma aplicação enigmática no telemóvel que seria um GPS para poder ajudá-lo a andar pela nova e desconhecida cidade. Mas esta, quando é activada leva para um mundo paralelo e sombrio. É aqui que vais aprender a utilizar o poder de uma Persona, um espírito que podes invocar para combater os inimigos.

Não estás sozinho nesta aventura de uma vida dupla, durante a tua vida “mais normal” vais fazer amizades com estudantes do mesmo colégio em que tu estudas e tal como tu desbloqueiam a sua Persona para desmitificar este mundo sinistro.

A história deste JRPG está envolvida num ambiente visual fantástico, com cutscenes como se dum anime estivéssemos a assistir. Se não bastasse este ambiente bem nipónico, a qualidade gráfica é simplesmente maravilhosa. No que toca ao aspecto visual, Persona 5 tem nota máxima tornando-o ainda mais apelativo, principalmente quando estamos a combater.

Os combates são feitos por turnos tal como os outros jogos da franquia mas….algo de novo surgiu, é algo ligeiro mas de facto achei imensa piada, foi a disposição de acções durante as batalhas. Esta não é tão rectilínea, está num formato que faz lembrar que estamos num ambiente de acção.

Para além da disposição estar modificada, a escolha de acções também se alterou, agora já não vais usar as setas para percorrer este “menu”, cada tecla é uma acção. No inicio, esta alteração faz com que percas um pouco mais de tempo, mas quando te habituares vai tornar os combates mais dinâmicos. Se pensam que nos combates basta usar força, estão enganados vais encontrar inimigos em que vais utilizar muita táctica para saíres vitorioso.

Falando em dinamismo, outro ponto que vais comprovar que este é um verdadeiro JRPG é a jogabilidade, pois grande parte das acções que podes vir a fazer durante o jogo tem de ser em momentos específicos, tal como saltar, só podes saltar quando aparecer a ordem para saltares. Com isso vais perceber que o jogo vai ficar mais lento com estas pausas.

Não podia deixar de falar no que dá o nome ao jogo, as Personas, existe uma panóplia destes espíritos de vários tipos com fraquezas que podem e devem ser analisadas durante os combates, para que seja mais fácil vencer. Tal como os nossos personagens, as Personas também sobem de nível e com isso vão aprendendo novas técnicas.

Podes trocar de Personas durante o jogo, para tal podes comprar nas catacumbas do narigudo Igor. Outra maneira é fazer fusões entre espíritos. Mas a maneira mais fácil de termos novas Personas é conquistá-las. Para “apanharmos” estas criaturas temos as conquistar durante o combate.

Funciona da seguinte maneira, quando estás num combate contra espíritos, convém saber qual é a sua fraqueza para que eles fiquem debilitados. Quando estes ficam neste estado entras no novo modo deste jogo que é o Hold Up, neste modo podes fazer varias coisas engraçadas como roubar dinheiro, roubar items e conquistar as almas.

Para convencer os espíritos a darem-te o seu poder tens de falares com eles e para isso tens de ter bons argumentos. Quando digo bons argumentos é, vão aparecer três frases e tens que escolher a que achares que é a mais plausível para os conquistares.

Outro aspecto que achei formidável foi a banda sonora do jogo. Somos acompanhados do principio ao fim com uma banda sonora de altíssima qualidade. Mas este ponto tem um senão, apesar de ser magnifica, é um pouco repetitiva.

Em jeito de conclusão, Persona 5 é um jogo obrigatório para os amantes de JRPG. Gráficos espectaculares com cutscenes ao estilo de anime, efeitos muito bons, prendem os jogadores à televisão. A história é também um ponto bastante positivo, cheia de acção, com momentos cómicos e sérios, ficando bastante equilibrada e nada enfadonha. Posso dizer que Persona 5 não é um JRPG, é o JRPG.

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