Com primeiro lançamento (Malicious, para PS3, 2012) datado de há 5 anos atrás e a sua segunda instalação (Malicious Rebirth, para PS Vita, 2013), Malicious Fallen regressa à mais recente geração de consolas, cortesia da Alvion.

Como não podia deixar de ser, este jogo conta com tudo o que os anteriores nos deram e mais ainda!

Antes de falar do jogo propriamente dito, uma modesta referência à Alvion, produtora que fez este Malicious Fallen chegar à nossa PS4.

Não vos diz nada o nome desta produtora? Talvez se vos falar em Bayonetta ou em Metal Gear Rising: Revengeance fiquem mais elucidados, visto que a Alvion ajudou na produção de ambos os títulos, assim como participa no desenvolvimento de alguns outros títulos.

Mas vamos lá falar daquele que é o tema que mais interessa: o jogo!

São-nos apresentados os já conhecidos capítulos Sayer (PS3) e Rebirth (PS Vita), mas também somos presenteados com 2 capítulos novos, Pursuit e Demise.

Ainda assim, a história do jogo foi passada para segundo plano (ou terceiro, ou quarto, só importa deixar claro que não é, de todo, o foco do jogo). Não vos mostrando directamente tudo o que envolve a narrativa do jogo, os jogadores terão que ler textos para estarem a par do que acontece com o enredo. Sinceramente, pouco há a dizer acerca desta “característica” de Malicious Fallen, visto que, ao jogar, conseguimos facilmente sentir que a história foi preterida a outras funcionalidades ou modos de jogo.

Já em termos de jogabilidade, Malicious Fallen tem muito que se lhe diga!

A jogabilidade é bastante “directa” (digamos assim), com pouca “palha” pelo meio. Isto pode ser um factor que favorece os gostos de muitos jogadores que prefiram passar directos ao assunto, mas para aqueles que gostam de detalhe e de exploração, não ficarão muito agradados com esta “simplicidade

O sistema de “vida” do personagem neste jogo funciona em “parceria” com a Aura (que funciona como a chamada “mana” na maioria dos jogos). Mas como é que isto funciona? Passo a explicar…

Conforme vai sofrendo danos, o nosso personagem vai perdendo membros e, de maneira a podermos restaurá-los, precisamos de gastar Aura. Se não houver Aura, não podemos restaurar os membros, e se não pudermos restaurar os membros, morremos, por isso a gestão tem que ser bem feita.

Para ganhar Aura, temos que ir derrotando os inimigos menos fortes, para depois podermos enfrentar os Bosses. A Aura também serve para usar ataques mais fortes e poderosos que, na verdade, serão os únicos que darão dano significativo aos bosses. Têm sempre a opção de enfrentar logo o Boss à partida, mas não é aconselhável, porque o mais provável é… levarem uma tareia.

Com um sistema de combate pouco convencional (o que podia bem ser uma mais valia), esse mesmo sistema “perde-se” um pouco com a complexidade e estranheza dos botões que temos que pressionar. Outra coisa que não facilita a que nos habituemos a este sistema é o facto de algumas das acções não serem instantâneas. Dando um exemplo simples, para se fazer “lock on” num inimigo, pressionamos o botão, mas em vez de ser instantâneo (como na maioria dos jogos), tem um ligeiro espaço de tempo até o “lock on” realmente ser feito.

Talvez uma das características mais entusiasmantes e divertidas para os jogadores seja ganhar habilidades específicas consoante o boss que derrotamos, pois essas mesmas habilidades serão associadas ao mesmo. Sendo que há certos poderes que são mais fortes contra determinados bosses, o “caminho” que escolhemos também terá um papel no nosso progresso, visto que os bosses vão ficando cada vez mais fortes e resistentes consoante formos avançando.

Graficamente, juntando o estilo habitual de anime aos 60 frames por segundo, o jogo fornece visuais bonitos e fluidos. Uma remasterização bem conseguida no que toca a visuais, que nos permite fluir naturalmente de acordo com o jogo.

No que diz respeito à banda sonora, considero ser algo adequado à ambiência que o jogo nos tenta passar. Não é brilhante, mas é boa o suficiente para nos dar aquele sentimento necessário para aproveitarmos o jogo ao máximo.

É sempre complicado fazer uma análise complexa de uma remasterização, pois trata-se de falar de conteúdos que já não são bem uma “novidade” para ninguém, mas esta, em específico, trouxe algumas características “frescas” o suficiente para sentirmos que este título é, realmente, algo novo.

Não esquecendo que se trata de uma remasterização, Malicious Fallen é uma experiência gratificante. Não deixem de jogar por acharem que se trata apenas de algo “aperfeiçoado”, pois não é esse o caso. Uma experiência visualmente deslumbrante e um jogo divertido (e, por vezes, frustrante).

About The Author

Redactor

De Sega Genesis (Mega Drive) a Playstation... De Streets of Rage a Assassin's Creed... De Sonic the Hedgehog a Metal Gear Solid... Aficionado nascido a 9 de Agosto de 1995, pouco mais de um mês antes do lançamento da primeira Playstation, praticamente nasceu com um controlador nas mãos.

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