Se uma das coisas que mais me surpreendeu na Nintendo 2DS foi o melhoramento dos gráficos, a outra foi sem dúvida a jogabilidade. Mario & Luigi: Dream Team foi o terceiro jogo que joguei na nova consola da Nintendo e confesso que não fiquei desiludida.

Já aqui tínhamos feito menção à jogabilidade da Nintendo 2DS quando fizemos a review do Animal Crossing: New Leaf e de facto ao jogarmos Mario & Luigi: Dream Team só podemos confirmar que estes “novos” botões só vêm ajudar no que toca não só a jogabilidade dos jogos como também quanto à criatividade que os developers podem ter quanto à criação de novos jogos.

O início do jogo a estória em si não é nada de especial. Basicamente a Princesa Peaches é convidada para ir fazer umas férias à ilha Pi’illo e claro está: é raptada mal chega à dita ilha. A única diferença aqui é que ela não é raptada por Bowser mas sim pelo Antasma (um pequenito mas maléfico rei morcego), ou seja, temos um novo “bad guy” na área. E pronto aqui vamos nós tentar perceber como funciona o jogo que é efetivamente ainda mais complexo do que parece à partida (e acreditem ele é complexo logo desde início).

Confesso que não entrei no jogo muito convencida: A ilha é em 3D, e é uma espécie de “open world” que vamos explorando e interagindo com os diferentes “bicharocos” espalhados pela ilha que nos vão dando pistas para continuarmos a aventura.

Os tutorials são longos e as constantes paragens para contar a estória conseguem ser muito entediantes, os comando nem sempre são intuitivos e demorei um pouco a conseguir controlar duas personagens ao mesmo tempo (Mario e Luigi correm e saltam ao mesmo tempo). Mas fui persistente  e não desisti. E lá vamos nós, finalmente e não sem antes termos de conversar com um sem número de personagens para avançar a estória, para o mundo dos sonhos para tentar encontrar a tola da Peaches que mais uma vez se deixou raptar por um mauzão (tenho em mim que ela gosta de bad boys e faz isto de propósito).

Se pensávamos que Bowser iria estar fora desta estória e que o objectivo seria mais uma vez salvar a Peaches enganamo-nos. Pois a Princesa é salva rapidamente dos braços de Antasma que prefere muito mais raptar o Bowser (que veio cheio de ultraje assim que soube que a princesa tinha sido raptada por mais alguém que não ele) pois tem muito mais poder. E assim continuamos a estória, agora Bowser sofre de síndroma de Estocolmo e emparelha-se com o seu raptor que lhe dá poderes extra.  Vamos então não salvar a princesa mas sim a ilha inteira e os pequenos Pi’illo Folks destes super vilões.

E aqui tudo começa a mudar de figura:

Ao entrarmos no mundo dos sonhos de Luigi – sim ele adormece numa almofada de pedra “especial” e faz com que Mario seja capaz de entrar no mundo dos sonhos dele – passamos para o mundo 2D que tornou esta dupla de irmãos tão conhecida. Toda a mecânica de movimentação é idêntica aos bons velhos Mários e isso só por si deixou-nos bastante felizes, mas tem um “ligeiro” twist: é que agora temos um formato RPG no meio deste mundo. E de repente o jogo começa a surpreender: o Luigi dos sonhos tem poderes de “sonho”! A rentabilização da máquina em si foi o que mais surpreendeu no jogo: temos de virar o ecrã para lutar com o Luigi gigante, temos de usar a stylus pen para fazer com que o Luigi espirre e aproxime alguns items para junto do Mario, puxar os bigodes com a stylus pen que servem de “fisga” para o Mario dos sonhos, enfim, um sem número de novas interações com a consola que não estávamos à espera. Depois temos a parte RPG: cada vez que nos aproximamos de uma criaturinha para a matar entramos em modo batalha (ao contrário dos velhos “Marios” que bastava saltar para cima ou mandar uns tiritos). Aqui defrontamos hordas de bicharocos e à medida que vamos lutando vamos subindo de nível. Enquanto alternamos os mundos (o dos sonhos e o real) podemos também visitar diferentes lojas no mundo real para fazermos upgrades aos nossos amigos (botas, martelos, roupa, etc). À medida que o jogo avança vamos também ganhando acesso a diferentes Special Bros. Attacks que podemos usar consoante a dificuldade dos inimigos que defrontamos. Desenganem-se se acham que vai ser tarefa fácil eliminar os inimigos à primeira, é bastante fácil “morrer” e ter de fazer a luta toda de novo, mas felizmente há a possibilidade de baixar o nível de dificuldade e continuar a saga.

As personagens são interessantes e a jogabilidade fascinante, a estória em si é um pouco confusa, e o “open world” tem algumas limitações. É fácil perdermos a noção de onde ir a seguir o que torna o jogo um pouco frustrante. De qualquer das formas vale a pena espreitar o jogo e perder umas boas horas no que, para mim, é até agora o jogo com melhor utilização da consola em si.

 

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Redactora

Nasceu em Benfica. Desde pequena que gosta de muito de musica de cortar os pulsos, influência dos desenhos animados polacos do programa do Vasco Granja. Aos 15 andou a ocupar casas, mas deixou-se disso e foi fazer teatro experimental para a Comuna Teatro de Pesquisa. Voltou a Benfica (onde nasceu) para tirar comunicação empresarial na ESCS onde passou o primeiro ano a jogar às cartas e a jogar Game Boy. Dizem que foi aí que os videojogos tomaram conta do seu corpo e da sua vida. Agora para não ficar presa dentro das consolas, relata as suas vivências aqui no Salão de Jogos e é a nossa menina.

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