Não há nada como a casa dos outros

Já aqui tínhamos falado de como Animal Crossing: Happy Home Designer é, em termos de jogos, um dos pontos altos do ano para mim. Agora que já chegou às prateleiras nacionais, e que eu já joguei um quase-embaraçoso número de horas (sem perspectivas de abrandar nos próximos tempos), aqui fica o balanço completo da experiência.

Como qualquer outro título Animal Crossing, também este spin-off é um jogo de simulação. Em vez de tomarmos conta da cidade inteira, desta vez trabalhamos na empresa de Tom Nook, a Nook’s Homes, onde assumimos o duplo papel de agente imobiliário e decorador de interiores. É a partir desta premissa que toda a acção se desenrola. A nossa missão é construir casas e decorá-las de acordo com os desejos dos nossos amiguinhos animais.

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Por esta altura, já construí e decorei salas de chá, escritórios de start-ups, infantários, estúdios de música, estúdios de TV e uma quantidade infindável de casas com temas um pouco mais domésticos, por assim dizer. A quantidade de coisas que podemos personalizar é impressionante. E o céu nem sequer é o limite: sim, podemos, até, decidir a estação do ano para cada casa. Para quem já se tinhe deliciado a decorar própria casa em Animal Crossing: New Leaf, este Happy Home Designer é muito mais do que um passo em frente. Além de variados (e novos!) conjuntos de mobília, podemos também adicionar às nossas criações peixes, insectos e fósseis – cortesia do nosso muito amado Blathers -, tal como já acontecia nos jogos originais da série. Mas isto está longe de ser tudo. Além da quantidade de items de decoração ter aumentado exponencialmente, há igualmente um aumento daquilo que podemos alterar. Por exemplo, é possível decorar o tecto com candeeiros, grinaldas e outras coisas que tais, ou tapetes . Também podemos alterar pormenores em certos items, como cores ou padrões, um pouco à semelhança do que fazíamos com a ajuda de Cyrus na Re-Tail, mas agora com muito mais flexibilidade. Um cheesecake pode ser, afinal, uma tarte de chocolate, limão ou frutos vermelhos, conforme o que queiramos. Também há atalhos para duplicarmos peças e rodar mobília está à distância de um toque no ecrã.

Além das casas para os nossos amigos animaizinhos, temos ainda como tarefa extra ajudar a Isabelle a desenvolver a cidade, construindo e decorando uma série de infra-estruturas de servio público. Um hospital, uma escola ou um restaurante são apenas alguns exemplos do que vos espera nesta parte do jogo.

Desenganem-se os que pensam que a mecânica do jogo é restritiva de algum modo. Podemos sempre escolher entre vários pedidos e, caso nenhum desses nos agrade, podemos tratar de construir a cidade ou visitar animaizinhos com quem já tenhamos trabalhado e oferecer-nos para uma redecoração. Além disso, desbloquear novas funcionalidades não tem muito que ver com a habilidade de cada jogador, mas com tempo e a sua respectiva gestão. Podemos utilizar Moedas de Jogo para ler um novo capítulo do manual do decorador (o handbook) a cada dia no jogo, o que desbloqueará uma determinada funcionalidade. Tendo o jogador total liberdade para escolher que capítulo ler, cada um pode definir o seu próprio ritmo de jogo e quais as funcionalidades que quer desbravar primeiro.

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Se nos cansarmos disto, podemos visitar (e classificar) as casas que outros decoraram através do serviço Happy Home Network. Sem grandes artifícios e com um design de menu bastante minimalista, a jogabilidade online de Animal Crossing: Happy Home Designer é das melhores e mais fluídas que já vi para a Nintendo 3DS. Mesmo com a minha “fraquita” Nintendo 2DS, o tempo de login e resposta foi sempre rápido, sem lags nem falhas de ligação. Ah, sim, como se tudo isto não bastasse também há pedidos especiais e as cartas amiibo.

Há coisas más? A minha resposta é não. Mas há um ou outro pormenor que podia ser melhorado. Um é a navegabilidade dos menus de decoração. Se, por um lado, é notável (mas, por vezes, confusa) a distribuição dos items por categorias, por outro lado, é uma pena que a mudança entre os vários ecrãs tenha de ser feita via ecrã táctil. Isto significa que, à medida que vamos desbloqueando mais e mais items, se torna mais complicado chegar aos últimos items de cada categoria. É verdade que podemos utilizar a funcionalidade de pesquisa, mas há algumas categorias que ficam de fora, como o caso das portas – se eu quiser uma porta que calha a estar no último dos meus 12 ecrãs de escolha, não há nenhuma maneira rápida de lá chegar. A partir do momento em que desbloqueamos as funcionalidades online, de cada vez que terminamos um projecto, há um pop-up que nos pergunta se queremos partilhar a nossa criação na internet. Apesar de apelar ao sentido comunitário do jogador, torna-se um bocado intrusivo para quem não quer de todo partilhar conteúdo.

Resumindo, esqueçam o ditado “Não há nada como a nossa casa”. Na verdade, não há nada como a casa dos outros e Animal Crossing: Happy Home Designer é a prova disso mesmo. O exclusivo para a família de consolas Nintendo 3DS é um título obrigatório para fãs de jogos de simulação e para quem passou horas a decorar a sua prórpria casa em Animal Crossing: New Leaf. Bom para novatos e jogadores experientes, é o presente ideal para quem prefere um pouco mais de doçura nos seus jogos.

O-Salao-recomenda-Animal-Crossing-Happy-Home-Designer

Author Rute Correia
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Categories Análises
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