Quando vimos nascer o Project Scorpio não poderíamos imaginar o que estaria por detrás desta máquina, um verdadeiro monstro da tecnologia no ramo das consolas, apresentada como a consola com mais potência criada até à data. Na altura estranhámos a opção de esperar mais um ano depois do lançamento da PS4 PRO para introduzir uma consola de “meia geração”, mas agora faz todo o sentido. A consola não é de meia geração, temos de a considerar como de nova geração, especialmente no novo paradigma do tempo que as consolas vão aguentar por geração e ainda mais com a rapidez com que a tecnologia se tem desenvolvido nos últimos anos. Agora com a chegada da Xbox One X, podemos até especular que a introdução no mercado da PS4 Pro pode ser uma boa estratégia da altura, para ser a primeira a chegar aos 4k, mas agora poderá ser fraca perante os 4K nativos e a potência gráfica e de processamento da consola da Microsoft.

A grande bandeira da Microsoft em relação à Xbox One X foi a verdadeira experiência 4K, com a reprodução em 4K nativo, o streaming em 4K, HDR, o aúdio em Dolby Atmos, a visualização de Blu-Ray 4K e o verdadeiro gaming 4K, tudo isto combinado numa relação de potência e velocidade, mas também a não deixar para trás os restantes jogos, acelerando os jogos antigos dando uma visualização melhorada, para além da performance, em 1080p, mas também trabalhada para a nova tecnologia de 4K UHD e as TV’s que a suportam.

A nível de melhorias gráficas estamos a falar estamos a falar de 3840 por 2160 pixels, o 4K UHD é 4 vezes a resolução dos já tradicionais 1080p, tudo o que vamos ver é muito mais realístico, vibrante e detalhado. O Wide Color Gamut traduz-se numa palete de cores muito mais vibrante, cores que não eram antes fisicamente possíveis recriar, agora são, para além de uma maior precisão dando o maior realismo que já alguma vez existiu nos videojogos. O High Dynamic Range é basicamente um rácio maior de contraste entre luz e escuridão conseguindo ainda dar uma maior sensação de profundidade. Já o Supersampling é uma técnica que permite que a qualidade 4K possa ser reduzida para a escala 1080p. O que quer dizer que os jogos Xbox One Ehanced, por exemplo, fiquem uma maior riqueza de detalhe devido a esta técnica. A técnica é aplicada também da forma inversa, isto é, jogos que foram trabalhados para 1080p são melhorados, muitos através de uma actualização, para que sejam optimizados para o formato 4K. Por fim a nível de framerate, este monstro aguenta-se firmemente nos 60fps, fazendo com que os jogos mais antigos superem os seus números iniciais e os tornem muito mais estáveis.

Falámos de potência, a Xbox One X é suportada por 6 teraflops de processamento gráfico, 12GB de memória GGDR5, um processador AMD com 8 cores a 2.3GHz, é este monstro que suporta que tudo isto seja possível, e que foi dado aos developers para aproveitarem e explorarem os seus jogos, os seus produtos.

No entanto poderíamos pensar que com tudo isto lá dentro a consola teria, por exemplo o tamanho da primeira Xbox One, mas a verdade é que é ainda mais pequena que a Xbox One S, parecendo que a “S” foi um teste também à capacidade de conseguir reduzir o tamanho da consola, deixando até para trás o famoso tijolo da fonte de alimentação. Como é que isso é possível?! Segundo a Microsoft, através de um estudo intensivo quase arquitectural com cada milímetro e cada componente a ser pensado meticulosamente, na tentativa de tirar o maior proveito mas também que fossem criadas as condições de arrefecimento, com um sistema de refrigeração e câmaras de ar. Aquilo a que tradicionalmente é chamado de Vapor Chamber Technology foi aplicado na consola, onde basicamente existe uma espécie de tubo, por exemplo, onde o líquido passa a gás com o aquecimento da consola, mas chegando ao estado gasoso volta a arrefecer e passar a líquido e assim sucessivamente, criando este sistema de refrigeração que tem sido utilizado nos PC’s.

A partir deste momento temos 3 novos ícones que demonstram se os jogos são verdadeiros Xbox One X Enhanced, são cerca de 130 para já, entre os que já existem e chegam agora com o lançamento da consola. E  esses 3 ícones são o 4K Ultra HD, HDR e Xbox One Enhanced, o primeiro quer dizer que o frame buffer chega aos 2160p de output, o segundo High Dynamic Range, o chamado HDR10, e o último que o developer trabalhou em específico para a nova consola tirando partido, por exemplo dos 6teraflops de GPU.

A Xbox One X pode não trazer nada de novo para os utilizadores de PC’s que já conseguiam chegar a esta potência com uma boa máquina, a questão aqui é que uma consola com este hardware e esta capacidade pelo preço a que está no mercado a partir de hoje, 499 euros, é realmente impressionante. É a primeira máquina que efectivamente nos permite um 4K nativo com leitura de Blu-Ray a 4K, para além do streaming e é claro os jogos Xbox One X Enhanced que têm um brilho e um desempenho nunca vistos. A Microsoft apostou em apresentar uma máquina que efectivamente superasse todas as outras e que a partir deste momento marca o “standard” e eleva a fasquia. Pequena, compacta, no entanto pesada e aquece bastante, a Xbox One X ganha ainda pontos por todos os periféricos serem compatíveis, para além de pensar em todo o catálogo já lançado com vários jogos a receberem um facelift e tantos outros a terem um desempenho bastante melhor e estável. No mundo das consolas nasceu um monstro!

5.0

Sim

  • É a consola mais poderosa do mercado
  • O seu tamanho reduzido e o sentido estético "clean"
  • O facto de ser uma consola virada para o futuro mas compatível com todos os periféricos das suas predecessores, para além de melhorar todos os jogos já existentes

Não

  • É consideravelmente pesada
  • A consola aquece bastante a correr os jogos mais poderosos
  • A questão de apenas ter 1TB pode ser um problema, especialmente com os jogos Xbox One X Enhanced a chegarem a mais de 100GB de instalação
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Categories Análises Xbox
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