Estamos no final da época, estamos praticamente a celebrar no Marquês, se formos do clube certo, e os campeonatos europeus já escolheram os seus favoritos para vencer este ano. É com um Bayern de Munique campeão, um Atlético de Madrid e um Liverpool a poderem erguer a taça de campeões depois de um longo hiato e um PSG com o campeonato do bolso, que fazemos esta review do Nintento Pocket Football Club.

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Como devem ter percebido é com muito gosto que recebi um jogo de futebol para as mãos, afinal de contas ainda sou o lendário homem das botas, e como tal fiquei surpreendido desde logo pela opção da Nintendo tentar fazer um “manager” para a Nintendo 3DS, o desporto não é a opção imediata da companhia, a não ser quando envolve os seus ícones, como por exemplo, o Mario Golf World Tour que analisaremos brevemente também.

Para quem tiver vivido a era mágica do Sensible Soccer ou até mesmo do Football Glory, vai desde logo encontrar enormes parecenças no estilo e nos gráficos dos jogadores, aquele ar poligonal, retro e com bonecos uniformes. Todo o jogo vive esse ambiente, utilizando para nossa personagem, o nosso Mii, mas dando-lhe esse ar mais retro.

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O jogo baseia-se em conceitos simples, quem estiver à espera do um “manager” com nomes reais, equipas reais, todas estatísticas e pormenores como na vida real, esqueça! Por isso a ideia permanece em construirmos a nossa equipa de velhos desconhecidos, tentar estruturar uma equipa coesa e é claro, ganhar tudo. Mas a começar de baixo, estamos numa divisão inferior e teremos que “subir na vida” para chegarmos a competições efectivamente “grandes”. Para isso temos apenas alguns pormenores que podemos trabalhar, as zonas de pressão, a marcação dos elementos mais perigosos da equipa adversária, quem marca as bolas paradas na nossa equipa e é claro a táctica e os seus jogadores.

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Temos que dizer que este jogo funciona muito bem nos tempos mortos e para quem não tem a ambição de um jogo fiel à realidade mas que também não perde tempo para colocar a sua equipa em jogo. A verdade é que a nível de opções, apenas perderemos efectivamente algum tempo a fazer as combinações das cartas de power-up que vamos recebendo por completar jogos, para treinarmos os nossos jogadores e com isso torná-los melhores. E perderemos um pouco mais de tempo porque há combinações de cartas que dão direito a um treino específico que pode aumentar e muito as potencialidades dos nossos jogadores. Podemos dar 3 cartões de treino a cada jogador, o que dá um leque bastante grande de opções.

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Fora isso vamos perder tempo é a ver os jogos, isto porque não podemos acelerar o jogo e portanto os jogos inteiros demoram cerca de 10 minutos no máximo, sem direito a efectuar alterações tácticas pelo meio, a não ser substituições, e sim isso é que é chato…

O motor de jogo é divertido os jogadores reagem muito bem, a Inteligência Artificial pareceu-me muito apurada com os jogadores a responderem muito bem às dinâmicas de jogo e a empolgar efectivamente o jogador em cada lance que decorre. Para isso também ajuda a fluidez com que tudo acontece num campo mais pequeno, é certo, mas também criado para que acontecem mais coisas em menos tempo. Outro pormenor interessante é que podemos gravar os nossos golos e até os jogos na nossa Nintendo 3DS para depois analisarmos ou partilhar com os nossos amigos.

Já quanto ao modo Multiplayer referir que vamos poder trocar jogadores com outros amigos, isto se tivermos “dinheiro” para pagar os seus ordenados, jogar contra os nossos amigos em formato online e partilhar a nossa equipa através do Street Pass. Iremos assim competir num sistema de ranking e poderemos aceder ao site do jogo para ver as nossas estatísticas, assim como comparar com os nossos amigos e rivais. Sem pretensiosismos Nintendo Pocket Football Club dá-nos diversão, um sistema simples mas divertido de jogar um “manager” em formato Sensible Soccer. E sabem do que é que eu me queixei no jogo? De não poder comandar os meus bonecos e jogar, portanto é para verem como deu pica.

About The Author

Fundador do Site - Salão de Jogos, o Commodore Amiga 500 foi o seu melhor amigo durante décadas e ainda hoje sabe de cor a equipa principal do Benfica do Sensible Soccer 94/95. Nos tempos vagos ainda edita as botas dos jogadores do FIFA e do PES.

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