Nova Iorque estará bem entregue!

Depois de varias horas a jogar a versão Beta de The Division ficamos com a clara sensação que não deixa ninguém indiferente, isto é, ou adoramos ou odiamos. A verdade é que, quer queiramos quer não, será um dos jogos do ano, e uma coisa é certa, será um concorrente muito forte para Destiny, o título desenvolvido pela Bungie que terá assim um concorrente à altura. Além da versão para PlayStation 4 e Xbox One, The Division estará também disponível para PC, algo que não podemos deixar de enaltecer na Ubisoft por fornecer para todas as plataformas.

Algo que temos de realçar é a sua forte componente RPG, daí que head shots não matem o inimigo automaticamente, no entanto tiram mais energia do que um tiro normal no corpo. Lembrar também que os tiros não são 100% certeiros, e isso nota-se claramente quando apontamos para uma parede e disparamos. Se no início pode parecer estranho, não nos podemos esquecer que é um RPG, e com a experiência ganha pelo nosso personagem certamente vai melhorando.

Embora nesta versão ainda não fosse possível personalizar o nosso personagem, existiam alguns rostos já criados para podermos escolher, e olhando para as opções bloqueadas, acreditamos que teremos imensas formas de customização, o que é sempre bom, porque sendo um MMO, convém sempre haver bastante diversidade.

Quanto à qualidade gráfica do jogo temos de dizer que está fantástica, e por todos os locais onde passamos ficamos com aquela sensação de “realismo”, com os efeitos climatéricos e de luz a tornarem a experiência ainda mais surpreendente. Quando muito se fala do downgrade que o jogo levou graficamente (e se compararmos os vídeos e imagens que vimos na E3 com esta versão Beta confirma-se), também é algo a que nos temos de habituar cada vez mais, isto porque para os jogos poderem correr fluidamente nas consolas e chegarem a um número máximo de jogadores de PC, acaba por ser uma consequência normal. Seja como for, está sensacional visualmente.

O aspecto da destruição, confesso que fiquei um pouco desiludido. Se é verdade que quando disparamos o local da bala fica marcado, não deixa de ser desapontante que podemos disparar infinitamente contra um carro ou contra algumas luzes do cenário e estes nunca ficam destruídos, até mesmo arremessando granadas não é possível destruir os carros.

A jogabilidade no entanto está bastante boa, sentimos que o nosso personagem responde bem a todos os comandos, destacando particularmente o modo como nos podemos esconder e proteger, que está óptima, pensado ao pormenor, até na forma como passamos de um sítio para o outro. Contudo, atirar granadas não é propriamente prático, pelo menos nas consolas, sendo que temos de usar o D-Pad do nosso comando e é tudo menos fácil quando estamos em fogo cruzado. Outra crítica está na impossibilidade de não podermos saltar sempre que queremos, visto que o nosso personagem para saltar tem de estar obrigatoriamente encostado a algo, e só aí nos é dada a opção de passar por cima, significando que existem zonas do jogo onde simplesmente não é possível saltar.

Esta versão não tinha muitas missões, mas as 2 ou 3 que jogámos mostraram um encorajamento muito forte para se jogar em grupo, porque além de ser muito mais fácil derrotar os adversários, é possível montar estratégias de modo a conseguirmos alcançar os objectivos. Reconhecendo todavia, que nesta versão a IA dos oponentes não era de todo desafiante (os inimigos eram de nível baixo).

Algo que terá certamente de ser corrigido está na particularidade de os inimigos estarem fixos a um certo local e passo a explicar: em determinados cenários, os inimigos estão confinados ao local, e se mudarmos de sala eles simplesmente não nos seguem, no máximo ficam perto da porta a disparar, a atirar granadas e pouco mais. Percebendo isto, torna-se fácil matá-los ao longe, e quem jogou a versão Beta certamente reparou nisso na missão de resgatar a médica.

Quando à Dark Zone, será um espaço do jogo onde tudo vale. Existem objectivos, mas basicamente podem ser mortos tanto pela IA como por jogadores, se por um lado é algo bastante entusiasmante e dá-nos bastante liberdade, por outro ainda não resulta a 100%, porque na teoria todos os jogadores desejam liberdade, mas se jogarem sozinhos fica quase impossível sobreviverem na Dark Zone. Ou seja, será uma zona que só valerá a pena se estiverem na companhia de pessoas da vossa confiança, pois senão serão mortos sem piedade.

Para finalizar, The Division tem tudo para resultar, embora precise de ser melhorado em alguns pontos, no entanto é ainda uma versão Beta. Dito isto, sendo um MMO terá de ser acompanhado e de ter novos conteúdos com frequência para o jogo não “morrer”. Acredito que ainda existirá entretanto uma outra versão Beta, e desta vez aberta, tal como aconteceu com Rainbow Six Siege, para que a Ubisoft perceba como vão aguentar os servidores. Nessa altura acredito que seja possível ver exactamente como será o jogo na sua versão final.

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