O bem que uma mota faz

Bem, devo começar por dizer que sou dos jogadores que mais dificuldade teve em digerir o DriveClub. A culpa infelizmente não é minha, não é o meu mau feitio, é ter sido enganado umas quantas vezes com o jogo. Não saiu com a consola, a versão PS Plus demorou um ano a ver a luz do dia e ainda por cima veio aos bocados.

Posto isto, devem estar a pensar que vou enterrar este DriveClub Bikes, mas felizmente isso não vai acontecer. Não vai porque já passou bastante tempo e eu não sou de guardar rancores, mas mais do que isso, Bikes é um melhor jogo do que Driveclub.

Para já não precisa do jogo original para correr, o que a meu ver até é bom, para não ficarmos colados à experiência anterior, e depois, agora já é um jogo completo, mesmo sendo stand-alone.

É claro que sendo um Driveclub, o jogo manteve muitas das características do título original como músicas, pistas, elementos de jogabilidade, efeitos climáticos, etc. Ao todo, a expansão conta com 42 eventos entre corridas, desafios de habilidade, corrida contra o tempo e campeonatos, além opções de corrida em multiplayer online.

As principais marcas que vão encontrar no jogo são: Honda, Yamaha, Ducati, Kawasaki, Honda, BMW, etc, podendo estas ser personalizadas. Infelizmente a personalização ainda continua limitada como no título original, mas nas motas isso notase menos, porque há menos “carcaça” para personalizar.

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Também mantendo a fórmula do seu progenitor, DriveClub Bikes utiliza-se das mesmas mecânicas do modelo. O ponto negativo disso é a incorporação dos mesmos problemas do DriveClub original.

A jogabilidade de DriveClub Bikes é uma espécie de modelo híbrido com fortes raízes no arcade. Conduzir  as motos é de fácil assimilação, simples e sem rodeios. Não leva muito tempo para o jogador perceber que, ao contrário dos carros, com motos é necessário atacar com veemência as curvas, mesmo a razá-las. Curiosamente é mais fácil conduzir as motos do que eram os carros.

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Mas se é mais agradável conduzir, é também frustrante, como já era, o sistema de “punição”. Muitas vezes não saímos fora da estrada porque queremos, apenas saímos porque não atácamos bem a curva, e mesmo que tentemos corrigir, lá está o sistema a tirar-nos a velocidade como castigo. Não consigo perceber esta metedologia do castigo, sinto-me sempre que tenho 6 anos ou que sou um deliquente. Mas há mais, continua a existir os castigos absurdos de os nossos adversários irem contra nós e de sermos nós os castigados. Incompreensível.

Apesar disso, a jogabilidade, tirando este sistema, é realmente interessante, divertido e com uma boa sensação de velocidade, mas também de mecânica das motos, e é de longe a melhor experiência que o Driveclub me deu. Não me fez esquecer o que passámos, mas fez-me pelo menos dizer que há um Driveclub que vale a pena, depois se quiserem a variante de carros, aí já é convosco.

2015-12-03 (1)

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Categories Análises
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