O derradeiro rescaldo da E3

Mais um ano de E3 e mais uma vez os nossos corações bateram a 200 bpm.. É verdade que desta vez não tivemos revelações de consolas, a PlayStation 4 já está há um ano e meio no nosso mercado, a Xbox One a mais de meio ano, mas havia aquela ansiedade de ver a nova consola da Nintendo, com nome de código NX, algo que viria a não acontecer. Apesar disso o destaque foi para outro hardware, estamos a falar do Oculus Rift, talvez o dispositivo que esteja mais perto de ser comercializável, do Project Morpheus a aposta da Sony na realidade virtual, e o HoloLens da Microsoft, que na sua conferência talvez tenha sido o expoente máximo quando foi demonstrado com o auxílio do jogo Minecraft, foi realmente impressionante. A questão da realidade virtual e da sua comercialização continua a ser dubia, não só pelo investimento que um jogador terá que fazer, mas pelas condicionantes que ainda apresenta. Parece que estamos no bom caminho, mais sólido e consistente do que foi no passado, mas não sei se ainda será este ano que veremos isso tornar-se realidade.

A realidade viria através de nomes como The Last Guardian, Final Fantasy VII ou Shenmue 3. Digo realidade porque eram projectos que julgávamos perdidos no tempo, na vontade e no querer. Curiosamente foi na conferência da Sony que os 3 foram apresentados, The Last Guardian confirmado para 2016, relembro que o jogo começou a ser produzido em 2009, FF VII com um trailer do seu remake estrondoso e por fim Shenmue 3 que no dia da conferência foi lançado o seu kickstarter, portanto o pedido de fundos para a concretização do jogo, com um objectivo primário de 2 milhões de dólares e um dia depois já estava garantido que iria mesmo acontecer.

Mas na verdade o concretizar dos nossos sonhos começou mais cedo com o anúncio de Fallout 4 e com a apresentação do jogo na conferência da Bethesda. Produzido para a nova geração de consolas e PC, vamos viver os momentos críticos antes do ataque nuclear que levou a população aos abrigos e a encontrar um novo local para viverem, muito mais hostil e perigoso.

De facto muitos dos nossos sonhos foram sendo concretizados, isto é apresentados, estamos a falar de Halo 5: Guardians, um dos jogos que graficamente mais nos impressionou e que promete trazer de novo o caos no modo multiplayer, Rise of the Tomb Raider criado de raiz para a nova geração e um exclusivo da Xbox One, o regresso da saga Gears of War com o seu quarto capítulo, ou então Forza Motorsport 6 que contará com “full damage”. Para além do HoLolens uma palavra para o novo comando da Xbox One de seu nome Elite Wireless Xbox One Controller que será totalmente adaptável, poderemos retirar e trocar os analógicos, o D-Pad, incluir patilhas no reverso do comando para jogos de corridas, ou triggers para os shooters.

Estes foram os sonhos mais em tom de verde, mais terrenos se quiserem e para sermos mais poéticos, agora viajemos pelos ceús mais azuis e nesse campo o destaque foi todo para Uncharted 4, a Naughty Dog não brinca em serviço e mostrou-nos como se faz um Indiana Jones em videojogo e com o poder da consola da Sony. Temos ainda que destacar um novo Ip, Horizon Zero Down da Guerrila Games, um jogo de acção em mundo aberto, invocando motivos tribais e a guerra com as máquinas, um single player dos criadores de Killzone.

Mergulhamos agora de cabeça no mundo de cor que é a Nintendo e neste campo a nossa atenção foi para Star Fox Wii U, somos fãs de Star Fox, estamos à espera há anos por um novo depois do último capítulo na Nintendo 64, e não nos desiludiu, um jogo de naves com a velocidade e destreza que sempre encontrámos neste título.

Mas muitos mais jogos foram revelados, até talvez tenha sido a companhia que mais o fez, a celebração dos 30 anos de Super Mario será o foco principal, com Super Mario Maker, Mario & Luigi Paper Bros. ou Mario Tennis Ultra Smash, mas claro também os amiibo’s, isto é, vão chegar carradas de amiibo’s, tanto com Animal Crossing Amiibo Festival, mas também em versão Skylanders onde poderão utilizar o vosso Donkey Kong ou o Bowser tanto quanto amiibo como na plataforma do Skylanders.

Mas houve mais, muito mais nesta E3, tanto que nos custa estar a sintetizar tudo, mas temos mais 4 conferências para referir.
A da Electronic Arts, com destaque para os seus títulos de desporto, como seria de esperar foi apresentado NHl 16, NBA Live 16 com destaque para o reconhecimento facil em HD e 3D, onde poderemos colocar a nossa cara no jogo e personalizar de toda a maneira e feitio, e FIFA 16, apresentação com a presença de Pélé, o melhor jogador de todos os tempos, como foi anunciado (para nós será sempre Eusébio e Cristiano Ronaldo)

De facto FIFA 16 foi estranhamente apresentado com mais conversa do que bola a rolar no relvado, mas deu para perceber que a EA Sports continua focada no detalhe e nas mecânicas de jogo. O Ultimate Team será mais uma vez um dos focos do jogo e o a tentativa de trazer novos modos, como acontece com a inserção das selecções femininas este ano. Need for Speed também não foi esquecido, com a sua abordagem realista, com personagens reais a interagirem connosco e a criar uma verdadeira história, assim como a propensão para ser mais um drifter, mais perto de um Need for Speed Underground.

Apesar de apenas termos visto um pequeno trailer, Mirror’s Edge Catalyst foi outro dos pontos altos da conferência, com a confirmação da utilização das capacidades das consolas da nova geração em termos gráficos e visão na primeira pessoa que o jogo vai manter e explorar.

Mas o ex-libris da conferência foi sem dúvida Star Wars Battlefront, a EA e a DICE ouviram os jogadores e deram-lhes gameplay do jogo e sentimos de facto a aura da saga, os momentos chave a a Força que temos que aguentar até Novembro. Uma palavra ainda para um novo ip que EA apresentou, Unravel a história de um boneco feito de um fio de lã, muito ao estilo que já vimos em Ori ou dos jogos da Ubisoft nomeadamente de Child of Light.

Já que falámos da Ubisoft, a aposta para este ano é mais um capítulo da saga Assassin’s Creed, Syndicate coloca-nos na revolução industrial inglesa, com a promessa de autênticas batalhas campais e corridas de coches, também o tão esperado Tom Clancy´s The Division com direito a apresentação do modo multiplayer, e Ghost Recon Wildlands, um tactical shooter com o carimbo de qualidade assegurado por Tom Clancy, num ambiente hostil e quase de mundo aberto.

Já na recta final tivemos ainda a Square Enix a apresentar o seu catálogo, e se há uns anos a produtora era vista apenas pelos seus JRPG e pelas sagas Final Fantasy, agora para além de títulos como o novo Star Ocean ou o novo Final Fantasy XV, do qual já tivemos a oportunidade este ano de jogar uma demo, o grande destaque foi efectivamente Hitman, o agente 41 está de volta, agora para a nova geração com um detalhe incrível e com uma ilimitada possibilidade de execução. Ambientes que vão mudando com o tempo e objectivos que vão apenas aparecer em determinados períodos de tempo são a chave deste novo jogo que promete uma mistura de single-player e multiplayer quase ao estilo de Watch Dogs.

É claro que não podemos esquecer de uma das revelações do ano, Deus Ex: Mankind Divided foi claramente uma das estrelas da E3 neste ano. A já longa série está de volta e com ela regressa Adam Jensen, protagonista da iteração anterior. Graficamente impressionante, devido a toda a tecnologia demonstrada no evento PC Gaming Show, Deus Ex: Mankind Divided promete levar os nossos PC’s e consolas ao máximo. A equipa afirmou que o jogo será menos linear que o anterior, implicando um retorno ao Deus Ex original. Outra das promessas da Eidos Montreal será a melhoria do sistema de combate, tornando a opção de entrar de armas em punho tão viável como nos escondermos nas sombras à espera de derrubar um inimigo desatento. Ainda temos que esperar até ao ano que vem para comprovarmos estas promessas, mas tendo em conta o que já foi mostrado, podem ter a certeza que estamos empolgados.

Para finalizarmos a ronda das conferências e a fugir à já habitual conferência da E3, o PC Gaming Show teve um ambiente mais casual, uma espécie de talkshow, onde vários developers falaram sobre os seus títulos enquanto demonstravam gameplay e a tecnologia por detrás deles. Mesmo assim houve algumas revelações em primeira mão, tal como Rising Storm 2: Vietnam e Gears of War Ultimate Edition confirmado para PC. Mostrando que a plataforma vive uma era dourada onde quase todos os títulos, mesmo que exclusivos a uma consola, são lançados para PC.

É claro que existiram jogos que não foram alvo em conferências propriamente ditas, casos de Metal Gear Solid V: Phantom Pain, a coqueluche da Konami, recebeu um novo trailer a dar conta da trama que envolve o jogo e a deixar-nos a salivar por mais. PES 2016 que conta com Neymar Jr. como a estrela do jogo deste ano e com a renovação das competições europeias de clubes, mostrou o motor Fox Engine, o mesmo de Metal Gear, a funcionar de raiz para a nova geração, com o sistema climatérico dinâmico a ser uma das grandes novidades, assim como o limar de arestas na Inteligência Artificial.

A Activision apresentou ainda o novo jogo em parceria com a Platinum Games, Transformers Devastion, veio alegrar os corações da série original de 1984, com o foco a ser a Generation 1, os originais por assim dizer, num brawler em cell shade que promete jus à serie dos anos 8o.

A Bungie deu ainda conta da nova expansão de Destiny com o nome de The Taken King, com três novas sub-classes a surgirem para as 3 classes de Guardiões, aquilo que poderá ser um novo Raid com o objectivo de derrotar Oryx o “paizinho” de Crota que derrotámos no primeiro DLC – The Dark Below, novos strikes, um novo level cap, novas armas, novas armaduras, novos modos e mapas multiplayer e talvez um pouco mais de história.

A história desta E3 foi feita de todos estes momentos e outros que tentámos vos levar ao longos dos últimos dias e de várias noites sem dormir. Não se esqueçam que podem ver todos os vídeos e as principais novidades na nossa página dedicada à E3 deste ano aqui.

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