O espírito do A-TEAM nas selvas da Bolívia

Curiosamente quando o Esquadrão Classe A, aqui do nosso Salão de Jogos andava a jogar novamente GTA V, eis que surge Ghost Recon Wildlands para nos dominar a vontade por completo e para não vermos mais nada à frente. Já tínhamos sentido isso nas duas betas que jogámos, a aberta e a fechada, mas agora que temos a versão final nas mãos, não podemos deixar de dizer que estamos surpreendidos.

No nosso caso, jogámos sempre em equipa, fosse de 2, de 3 ou de 4, o máximos com que podemos jogar em co-op online, o jogo facilmente nos retirava da boca algumas frases como “o mapa é enorme!” ou “isto dá para fazer?!”. Pois bem não conseguimos disfarçar que este jogo nos encheu as medidas.

Então vamos por parte, são fãs da série Narcos?! Costumam ver os documentários do National Geographic sobre estrangeiros que ficam presos em outros países?! Então vão se sentir nas sete quintas com este jogo. O enredo não é assim tão original e denso, mas cumpre o seu objectivo. Um agente é capturado e morto numa Bolívia fictícia, e é enviada uma equipa de Ghosts para resolver o caso e mandar abaixo a organização que orquestrou a sua morte.

Rapidamente entramos no jogo e começamos a perceber que teremos muito que palmilhar. Para além do mapa ser enorme, há várias missões com enredos próprios e que de uma maneira ou de outra se interligam com as missões principais. Desde destruir casinos, a roubar informações, a interrogar tenentes e a ajudar os rebeldes, tudo é razão para perder horas e horas a fio a desbravar o mapa. Podemos dizer que tínhamos feito 2 ou 3 missões principais e já tínhamos feito mais de 10 paralelas num espaço de 3 horas que perdemos sem dar conta.

Como já perceberam existe uma divisão entre as missões, as principais que desenvolvem a história dos líderes das zonas do mapa para chegarmos ao chefe desta mega organização e as paralelas que nos ajudam a ganhar habilidades, a recolher informações ou a ganhar a ajuda dos rebeldes e a controlar as zonas. O jogo funciona muito à base do esquema actual do GTA V neste sentido, em que quase de forma aleatória nos aparecem comboios de suprimentos para interceptar, helicópteros para roubar, zonas para libertar e entregar aos rebeldes, ou então patrulhas que nos apanham pelo meio do caminho e nos vão dar trabalho até os eliminarmos.

Estas missões paralelas e aleatórias vão nos dar elementos para aumentar as nossas habilidades. Por exemplo, poderemos desbloquear o nosso pára-quedas, a utilização de C4, de minas, mas também a capacidade do nosso drone, tanto na sua durabilidade ou reconhecimento, mas também as nossas capacidades físicas e da utilização mais precisa das nossas armas.
É também desta forma que poderemos recolher a ajuda das várias facções disponíveis para nos ajudar em determinados momentos. O desbloqueio destas habilidades não é algo demasiado complicado, não leva uma eternidade, apenas nos obriga a desbravar terreno para conseguir todos os meios necessários para as conquistar.

As missões ao fim de algum tempo podem tornar-se algo repetitivas. A fórmula de recolher informações, para depois deitar abaixo o chefe de uma zona faz com que tenhamos essa ideia, mas quando temos uma liberdade enorme para fazer as missões de tantas maneiras diferentes esse sentimento acaba por desaparecer. Para além disso, não há nada como ver a coordenação entre 4 jogadores a disparar de forma sincronizada para abater os inimigos e limpar uma zona. O mesmo divertimento acontece quando nos armamos em Rambo e entramos a matar com um helicóptero e varremos as áreas de jogo.

A jogabilidade é simples e eficaz, jogamos em terceira pessoa, passando para primeira quando miramos as nossas armas, numa mistura de acção furtiva, com sincronização da equipa através de uma roda de acções que podemos determinar. No entanto não há anda como estarmos ao microfone no nosso headset a partilhar estratégias com os nossos amigos. O nosso jogador encosta-se automaticamente às paredes sem ser preciso um comando especial para o fazer, e temos várias opções de armamento para nos ajudar a escolher a abordagem, seja com silenciador, escolhendo a rajada da nossa semi-automática, ou ligar a visão nocturna ou térmica para varrer todos os inimigos, Ghost Recon Wildlands, permite-nos fazer praticamente de tudo.

Ghost Recon Wildlands é impressionante, não há como negar, por vezes é tão ambicioso que isso o prejudica um pouco. O jogo ainda tem alguns bugs e glitches, algumas vezes ficamos presos numa montanha, os faróis quando destruídos continuam a dar luz e por aí adiante, no entanto o seu grafismo é impressionante em todos os outros aspectos, especialmente quando estão a andar de barco ou de helicóptero conseguem ver o quão bonito o jogo está. A sua jogabilidade de fácil aprendizagem, mas desafiante ao mesmo tempo é outro dos bons aspectos do jogo. Jogo esse que se transforma para melhor quando jogamos com amigos e utilizamos várias estratégias em conjunto. Uma palavra ainda para o PVP online de 4VS4 onde terão que utilizar essas mesmas técnicas e tácticas, modo de jogo que vem em formato free update com o lançamento do jogo. Para além disso quem tiver o Season Pass terá direito a conteúdos adicionais que vão continuar a história principal, neste caso infiltrando-se em gangues ou sobrevivendo a uma queda do vosso helicóptero com um comando de elite a caçar-vos.

Os jogos começam a ganhar proporções gigantescas, e parece que começamos a ver o verdadeiro potencial das consolas e dos developers a aproveitar essas mesmas capacidades. Ghost Recon Wildlands impressionou-nos e isso só pode ser muito bom.

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