O hype é real!!! É assim que vou começar a minha análise a Dragonball FighterZ.

Todos nós já jogámos variados jogos de Dragonball, mas todos nós pensámos sempre, porque é que não há um jogo verdadeiramente ao estilo de Street Fighter deste fenómeno mundial e que teve uma enorme adesão em Portugal?!

Pois bem, depois de algumas tentativas até bastante bem conseguidas por developers independentes, a Bandai Namco e a Arc Systems Work aceitou o desafio de tornar esta nossa vontade em algo real e é assim que surge Dragonball FighterZ.

O fundamento deste jogo é encadear a velocidade e ferocidade dos combates a que assistimos no Anime em algo jogável, fácil, e desafiante ao mesmo tempo. E acho que nesse campo o jogo está extremamente bem conseguido. As combinações são muito fáceis, às vezes tão fáceis que até estranhamos, mas depois temos as combinações especiais realizadas geralmente com os tradicionais “meia lua” nos direccionais mais um botão de “disparo”.

A acompanhar esta facilidade de jogar vem os efeitos visuais em que muitas vezes não sabemos se estamos a jogar ou assistir um episódio do Dragonball e isso é o mais recompensador que qualquer fã pode ter. Os movimentos especiais têm uma espécie de cutscene que nos faz vibrar e querer fazer mais e mais e mais.

Em cada combate escolhemos 3 personagens que podemos ir trocando e usar os seus ataques especiais, tal como acontece como em outros jogos do género como por exemplo Marvel Vs Capcom, sempre com uma espécie de cooldown, mas sempre com a possibilidade de nos adaptarmos a cada adversário.

O grande core do jogo passa pelos combates serem fora de série, divertidos, ferozes, velozes, dão uma pica descomunal, no entanto o jogo tem algo mais do que isso. No início temos acesso a uma área social onde podemos conversar com outros jogadores, mas também com NPC’s, que tanto nos guiam para a componente de História que o jogo tem, por vários capítulos, mas também a oportunidade de jogar contra um amigo em formato local ou com outros jogadores em multiplayer online. Existe ainda uma área para treinarmos as nossas habilidades e o Modo Arcade em que está dividido pelo número de combates, 3/5 ou 7, numa espécie de escada, tal como acontece com tantos outros jogos do género.

O Modo História é em parte algo decepcionante, não pela estória em si, mas pela forma como se desenvolve. Temos uma espécie de tabuleiro onde a nossa personagem se vai movimentando entre pontos de combate, mas nada disso é substancialmente corroborado por sequências de animação ou uma grande explicação, basicamente acordamos no corpo de Son Goku, mas não somos o Son Goku, somos nós “jogador” preso dentro do corpo do Son Goku que ao mesmo tempo tem de salvar o mundo e percebermos o porquê de estarmos presos no corpo dele.

É uma pena que este modo não seja concebido com a nossa personagem a ter que se deslocar entre cidades ou áreas e a falar com NPC’s ou algo do género, mais em formato RPG como acontece por exemplo nos jogos de Naruto, nomeadamente os Ultimate Ninja Storm, teria muito mais piada e interesse.

De resto o modo online pareceu-nos ser bastante equilibrado e provavelmente vamos ver grandes campeonatos a surgirem com este jogo tão esperado e criou um enorme hype, mas sem deixar ninguém insatisfeito. Vamos ter que desbloquear a maioria das personagens e dos seus fatos através da moeda do jogo que dá um desafio maior para conseguirmos ter todas as versões das nossas personagens favoritas. Dragonball FighterZ é um autêntico vicio e nós por cá ainda não o largámos e vocês também não!

4.5

Sim

  • Era tudo aquilo que desejávamos
  • Velocidade, diversão e jogabilidade acessível
  • Gráficos e cutscenes como se fosse o Anime

Não

  • O Modo História devia ter uma fórmula diferente
  • A estória em si é algo fraca
  • É pena que não tenha uma versão dobrada em português
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