O fim da trilogia

Chegou StarCraft II: Legacy of the Void e eu não perdi tempo a agarrar-me a este fantástico título. Como muitos de vocês já devem saber este será o último capítulo desta maravilhosa trilogia.

Naturalmente o modo campanha foi aquele ao qual dediquei mais tempo, especialmente por a história de StarCraft ser super cativante, podem lê-la aqui. Este ano não é diferente, o modo campanha continua fiel aos anteriores títulos, como missões sempre desafiantes e uma Inteligência Artificial (IA) muito boa, principalmente quando escolhemos o nível de dificuldade acima de Normal.

Um aspecto que não deixa ninguém indiferente são os fascinantes vídeos com os quais somos brindados antes e no fim da maioria das missões, como já é hábito nos jogos da Blizzard. Com um grafismo e qualidade que poucas companhias são capazes de rivalizar.

Como nos anteriores títulos da série, enquanto vamos completando missões vamos tendo acesso a novas unidades, todas as missões têm entre duas a três conquistas de 10 pontos, isso faz com que tentemos sempre concluir as missões secundárias para conseguir essas conquistas, e atingir o maior número de pontos possíveis. Outro dos factores interessantes é o encorajamento de uma boa mistura de unidades, de forma a termos sucesso. Isto deve-se a haver batalhas terrestres e aéreas e de muitas unidades não conseguirem atacar unidades aéreas e vice-versa. Logo obriga-nos a ter um bom leque de unidades sempre prontas quer para os ataques terrestres, quer para os aéreos. Claro que isto é algo que sempre teve presente em StarCraft, mas que deve ser frisado, principalmente para aqueles que nunca o jogaram.

Outro aspecto que também é preciso ter em conta reside nos recursos que existem no mapa, estes em algumas missões são bastante reduzidos, o que nos obriga a ter bastante critério quando escolhemos as unidades que vamos construir.

De realçar que esta campanha é toda virada para a raça Protoss tendo como principal protagonista Artanis, o líder da raça. O principal vilão será Amon, um vilão que tem como principal propósito dominar toda a galáxia.

Uma das principais novidades de Legacy of the Void em comparação com os seus antecessores está no modo cooperativo, este terá sido o modo que mais prazer me deu jogar, sem contar com o modo campanha. Este novo modo consiste em completar missões e objectivos com um amigo ou alguém do nosso nível que o servidor nos encontre. É bastante interessante como conseguimos criar por vezes exércitos mistos altamente poderosos, e conseguimos juntar o melhor do Zerg com os melhor dos Protoss por exemplo. Obviamente é algo que os jogadores vão descobrindo consoante vão conhecendo todas as unidades do jogo.

Neste modo começamos por escolher um dos heróis da história, para comandar as nossas tropas. À nossa escolha temos: Jim Raynor, Kerrigan, Artanis, Swan, Zagara e Vorazun. Conforme vamos fazendo as missões o nosso herói vai ganhando XP e subindo de nível, e com isso vai desbloqueando novas habilidades e novas unidades de combate.

É provável que muitos jogadores se foquem somente em alguns heróis, para conseguir obter todas as habilidades e unidades que este oferece, já que o XP é individual, isto é, quando acabamos uma missão apenas o herói que seleccionamos é que recebe XP. Assim sendo, poderemos ter um herói a nível 10 e todos os outros a nível 1. Como é óbvio o nível de a dificuldade irá influenciar a quantidade de XP que recebemos em cada uma das missões.

O modo Multiplayer continua com os mesmos modos, são eles o modo de treino, jogar contra a IA, jogar partidas sem contar para o ranking , jogar para o ranking e modo de jogos personalizados. A novidade está nos torneios, e esta nova opção permite-nos entrar em torneios que decorrem de 2 em 2 horas, o que significa que por dia ocorrem cerca de 12 torneios. Estes torneios foram criados de modo a que qualquer jogador possa entrar, independentemente do seu nível.

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Legacy of the Void é um stand alone e por isso não é necessário ter os jogos anteriores, algo que é óptimo para quem nunca teve o jogo, mas que não premeia os jogadores com os jogos anteriores. O que não deixa de ser estranho, porque olhando para o seu conteúdo, não passa de uma nova expansão, e é ai que se encontra o seu ponto negativo, pois estaremos a pagar uma expansão como se fosse um novo jogo.

Em jeito de conclusão, este é daqueles Real Time Strategy (RTS) que ninguém quer perder, provavelmente será o melhor da saga Starcraft e as novas opções online são um ponto muito positivo do jogo, tem tudo para ser um dos melhores RTS do ano.

SimENao

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