O futuro das guerras passa por aqui…

Ou como a industria de videojogos já acha que pode fazer filmes. E a verdade é que até pode!

Para começar, não sou fã de COD, não joguei muito dos anteriores, e sou um completo desastre online. Pronto posto isto, porque raio está uma pessoa como eu a fazer esta review? E a resposta é este senhor:

kevin-spacey

Sou fã de cinema, sou fã de series, sou fã de House of Cards, e este Sr. não só empresta a voz, como a cara a uma personagem deste jogo. Não vamos falar muito da historia do jogo, mas sim da prestação dos actores, essa é ao nível de cinema, e são vários os momentos em que estamos perante um produção de Hollywood!

Mas estamos aqui para falar sobre o jogo, enquanto jogo, e ai, bem ai é COD, um jogo em que existe sempre um terrorista qualquer que quer mudar o mundo e nós como super soldado guerreiro do universo vamos tratar de fazer com que isso não aconteça. Aqui a palavra é mesmo super, pois neste futuro que pode até nem ser muito distante, os soldados com auxilio da tecnologia acabam por ter super poderes, capazes de levar mais danos, terem força sobre humana, até granadas que permitem ver através das paredes. E é esta a inovação de AW. É a imaginação de um futuro possível armas que podem daqui a uns tempos existir, exo-esqueletos que serão o futuro de alguns que já existem e são utilizados em testes, é a evolução de armas existentes, para armas que irão existir.

CoD AW_Advanced Soldier

O trabalho de investigação/invenção é de valor neste jogo, e ao longo dele percebemos o cuidado que foi colocado em cada arma e no funcionamento de cada peça de tecnologia que temos connosco. E é nestas pequenas coisas que aproximo este jogo a um filme, nem é nos atores mas sim na atenção ao detalhe demonstrado pela equipa de desenvolvimento. A historia como digo em cima é fraca, um senhor quer fazer uma guerra que irá acabar com todas as guerras, e um outro senhor precisa das guerras para negocio pois tem um exercito privado, que auxilia qualquer pais no mundo que precise de se defender. E é isto, nós fazemos parte da equipa contratada para parar este terrorista, e pouco mais há a acrescentar.

Peca na história ganha no grafismo, sendo sempre dos mais espectacular que encontramos, no entanto o jogo é tão “fast paced” que raramente iremos tomar atenção ao que se passa a nossa volta ou veremos o ambiente como devíamos, mas quando paramos dois minutos num cenário para reagrupar, percebemos a dimensão da qualidade gráfica.

A jogabilidade sofreu algumas alterações para melhor com a inclusão de novos elementos como o exo-esqueleto, trazendo alguma dinâmica nova ao combate, os estreantes, e após o aspecto mais simples dos controlos de Destiny, podem encontrar alguma dificuldade nos comandos, mais do que uma vez vão atirar a granada errada por terem de ser rápidos no gatilho a usar devido a ação frenética e constante. Mas acreditem que quando apanham o jeito não há nada que provoque mais satisfação que atirar contra inimigos atrás de uma parede julgam-se escondidos e os quais vocês vêm perfeitamente graças à ultima tecnologia de granadas, atiram e os inimigos ficam iluminados durante uns segundos tal qual árvore de Natal na noite de 24. De resto o salto assistido, o desvio rápido estão bem implementados, e acrescentam velocidade a um jogo já de si rápido.

Os cenários apesar de graficamente estonteantes são um pouco fechados, o que não significa uma má situação neste caso, o facto de não serem de dimensões gigantes permite que haja mais encontros com inimigos, um aspeto de amor/odio no componente online.

E no online continua tudo como sempre foi, os melhores continuam no topo, e eu continuo a morrer. Mas isso não faz com que não me divirta, as possibilidades de customização de personagens são as centenas, e os modos de jogo permitem que passe algum tempo em guerras e fugas. Continuam a existir os snipers, e eu que não tenho paciencia a correr de um lado para o outro “à la duck hunt”. O Modo cooperativo não me chamou em nada a atenção, aguentar waves de inimigos, como se fosse um “tower defense” não é bem pra mim. E o nível caótico que este modo depois atinge acaba por não me trazer grande diversão.

Mas continuo feliz, por uma vez em algum tempo, um single player até me conseguir cativar, com excelentes prestações de alguns atores, e uma historia fraquinha mas que enche as medidas do género de jogo. E para isso vai o meu “respect”.

COD-recomenda

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