O mundo da LEGO em modo Minecraft

De facto muitos de nós já pensámos em certa altura da febre do Minecraft “quando é que LEGO pega nesta ideia?!”. Na verdade o conceito de encaixar peças e de construir e desconstruir e fabricar deriva muito do nosso imaginário que está super ligado À LEGO, mas agora surge um jogo que é capaz de unir os dois mundos. Ou será que não?

Será portanto impossível nesta análise não olharmos para os dois jogos em simultâneo, enquanto Minecraft é voltado para uma exploração livre e sem objectivos pontuais, LEGO Worlds incentiva o jogador a explorar os diversos mundos para completar tarefas que concedem Blocos de Ouro. Estes, por sua vez, são necessários para abrir novos mundos e ampliar a sua exploração.

Esta mecânica não será desconhecida para quem está habituada a jogar todo o tipo de jogos da LEGO, mas aqui em vez de desbloquearem personagem ou veículos, por exemplo, vamos desbloqueando novas peças para o nosso reportório de montagem, ou até mesmo sets que foram lançados no mercado “real” para utilizarmos no nosso mundo virtual.
Tal como nos outros títulos, isso vai-nos obrigar a alegremente procurar peças por todo o lado e a desbravar as regiões que ficarão a cada momento cada vez maiores e maiores, até desbloquearmos tudo. No entanto ainda podemos nos aventurar no mundo online, onde tal como Little Big Planet, por exemplo, teremos mundos criados por outros jogadores, ou até mesmo pedir ajuda a um amigo para ajudar a construir o nosso próprio mundo e dividirmos recursos com ele.

No começo temos um tutorial que nos explica como progredirmos no jogo, ao mesmo tempo que começamos a perceber a mecânica de construir e desconstruir, no entanto nem tudo são favas contadas. Há procedimentos mais complexos como alterar o relevo ou copiar modelos, e essa complexidade poderá levar a muitos jogadores a não terem a paciência para isso. E a palavra paciência poderá ser referida também na forma de realizar as nossas construções, isto porque na versão PC será muito mais fácil com rato e mouse do que com um comando, a frustração é muito fácil de atingir ao tentar posicionar blocos para que as construções fiquem tal como tínhamos planeado.

Também foi possível notar problemas em relação ao carregamento dos mundos. Em alguns momentos, demoraram muito tempo para surgirem na tela, impossibilitando o personagem de entrar nas áreas. Já em outras há uma queda brusca de frames que deixam o jogo lento ao ponto de travar por alguns instantes. Pode ser que algumas actualizações resolvam isso.

A nível gráfico LEGO Worlds pode não ser tão rico como LEGO Dimensions ou até o LEGO Jurassic World, o que pode ser explicado pela quantidade de detalhes e do tamanho dos mapas, mas no entanto o detalhe do contorno das minifiguras e até a sua plasticidade está muito mais perto do mundo real, um pouco como vemos nos filmes da LEGO.

LEGO Worlds a nível de oferta de variedade e do desafio de desbloquear a criar é super satisfatório, e isso fará que o jogador gaste horas e horas, como se tivéssemos a criar em casa, quando revirávamos baldes de LEGO e encaixávamos pelas de vários playsets diferentes. A única questão é que para os mais novos o processo é demasiado complexo, e isso pode gerar a tal frustração e desapego que falávamos mais acima. Se será um fenómeno como Minecraft, acho que o tempo dirá.

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