O mundo épico de Dragon Age: Inquisition

DLC´s, microtransacções, são tudo conceitos aos quais nós, jogadores, já nos habituámos. Se por vezes acrescentam um conteúdo inédito a um jogo, muitas vezes são apenas uma maneira de os Developers fazerem dinheiro extra. Façam a pre-order de jogo X e recebam uma personagem diferente. Ou então se quiserem conteúdo que deveria estar presente na versão normal do jogo, podem comprar os  DLC´s que já se encontram à venda no próprio dia de lançamento. Ficando a impressão que sem estes extras o jogo fica incompleto. Mas Dragon Age: Inquisition não sofre deste problema, antes pelo contrário, é um jogo mais que completo. Desde do início que se sente que o mundo de Dragon Age: Inquisition é gigante. Épico.

Mas antes de começarmos temos que criar a nossa personagem primeiro. Dragon Age: Inquisition traz-nos um editor renovado, muito mais complexo que as iterações anteriores. Além de escolher a raça e a classe da nossa personagem, o editor permite alterar vários parâmetros físicos. Desde da altura das sobrancelhas até ao diâmetro do maxilar, o pormenor possível de alcançar é impressionante.

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A nossa história inicia-se com a personagem a escapar por um triz a um fenómeno que matou a todos os presentes excepto nós. Somos logo de seguida acusados de ser o causador desse mesmo evento, mas, desde logo, nos revelamos inocentes e mais do que isso, fulcrais na resolução deste mistério e da segurança de Thedas através do poder de fechar brechas através das quais monstros invadem a terra.

Não querendo revelar muito da história, até porque Dragon Age: Inquisition vive dela, este é o ponto de partida. E mal começamos a explorar Hinterlands, somos confrontados com a imensidão do jogo. Sidequests, explorar masmorras, montar campos, fechar brechas, a lista de coisas para fazer é infindável. E isto é apenas o que podemos fazer logo nesta área, porque à medida que avançamos no jogo, apercebemo-nos que Thedas é realmente gigante. Desertos, florestas, cidades, a quantidade e principalmente a qualidade de cada recanto deste mundo é impressionante. Não se tratam de zonas repetidas, copiadas e coladas de modo a criar mais sítios para onde ir. Cada sitio é único e impele o jogador a explorar cada recanto, recriados com com uma fidelidade gráfica impressionante, principalmente na versão PC onde testámos com os detalhes gráficos no máximo.

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Mas de pouco serviria a Dragon Age: Inquisition um mundo repleto de coisas para fazer sem um grupo de pessoas com quem o explorar. Existem personagens já conhecidas das iterações anteriores que voltam a aparecer aqui e outras tantas com quem nunca nos tínhamos cruzado. E todas elas conseguem ser interessantes e muito bem detalhadas. Desde Dorian com o melhor bigode de Tevinter até Iron Bull o Qunari que quer fazer da matança de dragões um desporto, todos eles tem diálogos convincentes e quase sempre nos fazem querer passar horas apenas a conhece-los melhor. No entanto, as guerras não se ganham à conversa, e todas as personagens que podemos levar connosco por Thedas acrescem valor à força da Inquisition.

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O sistema de combate é um híbrido entre o primeiro jogo da série e o segundo. Se por um lado é claramente uma adaptação do combate Dragon Age II com alguns refinamentos, por outro, a visão táctica está de volta. Podemos pausar o jogo e distribuir ordens à nossa equipa, tomando assim uma posição mais estratégica ao combate. Podemos tomar partido das diferentes habilidades de cada classe, seja ela Warrior, Mage ou Rogue e coordenar qual o melhor feitiço ou poder para cada situação.  Sendo muito útil em situações mais complicadas como Bosses ou em dificuldades mais altas, é perfeitamente possível não usar esta opção, controlando e trocando personagens em tempo real, efectivamente jogando como um RPG de acção ou MMORPG.

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Algumas das Side-Quests espalhadas pelo mapa conseguem ser repetitivas, principalmente as que implicam procurar a ovelha perdida de um camponês ou procurar 80 ervas para fazer um medicamento, mas apesar de nos parecer um trabalho insignificante enquanto temos nas nossas mãos o destino de Thedas, a verdade é que estas pequenas Quests normalmente desvendam pequenas histórias do universo de Dragon Age que dificilmente conseguimos ignorar. No entanto há Quests principais mais do que suficientes para manter o jogador ocupado durante dezenas de horas, caso este não queira perder tempo com este tipo de actividades. E estas sim, alimentam-nos com a história rica de Dragon Age: Inquisition. O conflicto entre os Mages e os Templars, os jogos políticos de Orlai ou as investidas do nosso inimigo, fazem-nos colar ao ecrã à procura de mais um pedaço de informação ou um desenvolvimento na história.

A Bioware podia ter feito outro Dragon Age II. Um jogo que foi feito à pressa e mal recebido devido à falta de atenção à história e um sistema de combate mal balanceado. Mas ao invés disso conseguiu combinar o melhor das duas iterações anteriores, incorporar novos elementos e uma história robusta que no fim do dia fazem um título muito mais completo. Não é bem Dragon Age: Origins, mas também não precisa de o ser. É uma reinvenção da série que deixa os velhos fãs em paz com o futuro de Dragon Age.

RECOMENDADO DAI

Author Vando Enes
Published
Categories Análises
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