O rei morreu, longa vida ao rei

Destiny entrou finalmente no segundo ano e não poderia ser mais oportuno. Depois de duas expansões, The Dark Below e House of Wolves, o tédio, o cansaço e a falta de uma verdadeira recompensa a nível de experiência e de sistema começavam a apoderar-se nós. The Taken King veio resolver praticamente todos esses problemas e voltou a colocar Destiny no local que merecia, o de jogar horas e horas a fio com os amigos.

Se recuarmos ao início dos inícios do jogo da Bungie, muitos de vocês se vão lembrar da Beta, onde o sistema de “levelar” por experiência, aumentando assim o vosso nível, assim como desbloqueando armadura e armamento superior era de facto as regras do jogo. Pois bem, o jogo volta agora a essa permissa, isto é, não vão conseguir subir o vosso nível apenas com items, terão mesmo que fazer essa escalada com experiência. Com isso o jogo tornou-se muito mais equilibrado, até mesmo no PVP (Player VS Player). Basicamente aquilo que aconteceu foi uma separação entre o nível de experiência e o nível de armadura e armamento, pois quando chegarem ao nível máximo (40), ainda vão estar muito longe para estarem preparados para fazer o Weekly (nível de luz 240), o Nightfall (nível 260), ou o Raid – The King’s Fall (290).

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Desde logo vão perceber que este sistema mudará toda a experiência de jogo, mas não será a única. Indo ainda apenas a tudo o que gira em torno da história, até porque deste vez temos muito que falar sobre isso, temos de referir que todos os intervenientes que vivem na “Tower” ganharam uma nova vida. Desde já o “Gunsmith” – Banshee-44, não vende apenas armas que não servem para nada e telemetria das várias armas e alguma munição extra. Agora Banshee-44 é uma das mais importantes personagens do jogo. Não só porque agora já tem um sistema de ranking, mas porque será necessário aumentá-lo para desbloquear armas exclusivas da nossa personagem. Por exemplo, chegando ao nível 2, Banshee-44 vai dar-vos uma “Quest” para ganharem uma arma lendária, no meu caso, com o meu Hunter, foi uma Sniper chamada Stillpiercer, bastante parecida com a exótica Patience and Time. Para a obter bastou eliminar alguns inimigos, cerca de 75 usando a telemetria para a Sniper e desmantelar algums snipers Raras ou Lendárias. A própria forma de subir o nível do nosso Gunsmith é inteligente e interessante, vamos ter que experimentar algumas das suas armas com objectivos próprios, como matar 25 “Cabal’s”, objectivos que facilmente conseguimos fazer, mas que nos leva também a experimentar o novo rol de armas que também podemos adquirir a um nível superior encomendado a Banshee-44 para receber na semana seguinte.

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Mas não foi apenas o Gunsmith que ganhou uma nova vida, praticamente todas elas têm novos objectivos e “Quests” inerentes, e aí é que está a grande mudança, as “Quests”. Se antes apenas falávamos com os NPC’s (non playable characteres) para adquirir novos items, agora os próprios vão nos dar pequenos desafios para completar, e são bastante variados, porque podem ser em relação ao modo “história”, a missões paralelas para a busca de novas armas ou da nova sub-classe que foi inserida. Será através do Lord Shax que vão obter a vossa espada lendária, que depois poderá se tornar exótica; será através de Cayde-6 que, caso forem Hunter, vão obter as missões para obter a nova sub-classe Nightstalker, a própria Eris, para além de mudar de sítio, também ela tem algumas missões para completarem, enfim, cada NPC tem um propósito próprio e uma motivação para se lançarem ao mundo vezes e vezes sem conta.

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Reparem que ainda não falei da história em si, e isso é de facto o que mudou em Destiny, a quantidade de coisas que podemos fazer paralelamente, e que no fundo motiva os jogadores a todos os dias voltar ao jogo. Mas há mais, porque tem acontecido alguns fenómenos, como por exemplo, o facto de poderem ganhar uma Sniper exótica, a Black Spindle, se jogarem uma missão específica quando estiver em modo Daily Heroic, e se, acederem a uma zona especial nessa missão e derrotarem os inimigos com que se vão deparar em 10 minutos. Até há um diálogo específico de Variks para esta situação, isto é, não é um glitch, não é uma missão pré-definida, é um segredo, um de vários devo já dizer. É isto que a Bungie tão bem conseguiu fazer, é implementar uma quantidade de enigmas, de pequenos segredos que têm gerados milhares de comentários em fórums sobre como conquistar determinada arma exótica, de tal forma que uma delas, a que curiosamente vem no tal mapa da Edição de Coleccionador que fizemos o Unboxing, a Sleeper Simulant, ainda não é conhecida a forma de a adquirir.

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Mas é claro que vocês também querem saber da história que este segundo ano de Destiny nos reserva, pois bem, depois de termos matado Crota, o seu querido papá, Oryx, decide lançar uma ofensiva contra todos aqueles que participaram nessa batalha. É nos anéis de Saturno, palco da primeira grande ofensiva de Oryx contra, neste caso, os leais Súbditos da Rainha do Reef que temos acesso à primeira grande acção através de uma cinemática com vários enigmas à mistura. O mote está lançado teremos de invadir a nave gigatesca onde reside Oryx e matá-lo. Tarefa que não se afigura fácil visto que Oryx pode absorver as várias raças existentes na galáxia e transformá-los em Taken, dando-lhes novos poderes e armamento.

Não adiantando muito mais da história para vosso proveito, podemos dizer que o nível de interacção do nosso Ghost, agora com a voz de Nolan North, e de todos os “Generais” da galáxia, que para além de estarem unidos como nunca os vimos, estão também muito mais interventivos nas nossa batalhas com informações sobre o próprio mundo em si e com algumas enigmas que claramente terão a ver com algumas armas exóticas, como já referimos anteriormente. A história poderá ser um pouco breve, mas respondeu a todos os pedidos dos jogadores no sentido de cada uma das suas missões ser acompanhado com uma cinemática, de oferecer uma grande variedade de objectivos e de estruturas, assim como de locais a percorrer. A sua brevidade é compensada por todo o conteúdo que nos é oferecido depois do endgame e que de alguma forma é complementar à história em si.

Talvez um dos pontos mais interessantes de Taken King são as novas sub-classes para as nossas personagens. O Titan viajará até Mercúrio para adquirir a subclasse Sunbreaker, como o nome indica, subclasse Solar, cujo seu Super é invocar martelos flamejantes que destroem tudo o que tocam. Para além de ficar com granadas Solar, o Titan já não precisa de estar junto dos inimigos para conseguir dar algum dano utilizando o Super.

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O Hunter, temido em PVP, ganhará a sua subclasse de um antigo guardião que não sobreviveu aos Taken, com o elemento de Void, a subclasse Nightstalker é considerada de suporte, visto que o seu Super é uma flecha lançada do seu arco que prende os adversários, dando bónus de dano a toda a nossa equipa. Um Super extremamente importante contra Bosses, especialmente no Raid. As granadas de fumo desta subclasse garantem invisibilidade sendo que as principais são de void.

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Por fim o Warlock, a classe mais adorada por todos, receberá a subclasse Stormcaller que, como o nome também indica, vai receber esse poder ao chamar uma trovoada. Como já devem ter percebido a subclasse é de Arc e o seu Super é lançar raios das mãos ao mesmo tempo que anda a planar. Para limpar áreas cheias de inimigas não há igual, mas em PVP o planar torna o Warlock um pouco mais limitado. As suas granadas são também elas de Arc muito semelhantes às Bladedancer do Hunter.

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Na linha do que acontecia com o Prison of Elders , que, já agora, está quase abandonado, também este Taken King tem uma espécie de Arena. Este local situa-se dentro da Dreadnaught e chama-se Court of Oryx, um sistema bastante simples, e um dos locais preferidos da malta nesta nova expansão. Basicamente terão que utilizar as três variantes de Rune que poderão encontrar a “farmar” a Dreadnaught, para activar cada Tier. São 3 níveis, a primeira com um Boss desse nível e por assim a adiante.

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A grande questão do Court of Oryx é que a Arena é muito pequena portanto não dá para grandes estratégias ou pontos de fuga, a estratégia está toda na forma de abordar os Bosses, pois todos eles têm uma forma específica de derrotar. Para não perder a piada não vou enumerar as situações que vão encontrar, mas em parte será como alguns Bosses que já encontraram no POE.

Chegamos assim à recta final desta extensa análise com destaque para o Raid – The King’s Fall. É provavelmente o mais desafiante deles todos e claramente a Bungie pensou minuciosamente em que não houvesse maneira de o executar sozinho. Houve uma razão para deixar o Court of Oryx para o fim, é que o início do Raid acontece na mesma zona, no local onde colocaram as Runes vão ter que colocar relíquias para activar o portal para passar para o outro lado. Aí vão encontrar a primeira de muitas zonas de plataformas do jogo, vão andar a saltar de nave para nave para seguir o vosso rumo para a grande primeira parte se quiserem. Plataformas reinam neste Raid de toda a maneira e feitio, activar ou andar aos saltos será o maior requisito. nessa primeira parte na Basílica vão ter de activar algumas plataformas para desbloquear a guerra contra o primeiro Boss – Warpriest.

Vão rapidamente perceber que The King’s Fall se baseia muito em coordenação com equipa, e que muitas vezes, vão ter de “ligar” plataformas para atingir os Bosses, ou até mesmo viajar noutra dimensão, mas já lá vamos. Depois do Warpriest vão percorrer aos saltinhos mais algumas salas até chegar a Golgoroth, o segundo Boss. Este talvez seja até o mais simples, percebendo a mecânica e o posicionamento certo, podem até borrifarem-se para a carrada de inimigos que vão aparecer e focarem-se sempre em Golgoroth, é claro que um Titan e a sua bolha dará um enorme jeito, mas aqui não há plataformas, até porque se vão fartar disso nos dois últimos Bosses. Mais uma vez para chegarem às irmãs de Crota, sim a família é grande, vão andar aos pulinhos a desviarem de coisas e a tentar aterrar em plataformas, podemos dizer que é mais um nível do super Mario Maker que terão de ultrapassar.

A partir daqui bem vindos a dois níveis de plataformas, cronometradas, com uma certa ordem para serem activadas e uma carrada de inimigos. Se na primeira ronda, que é precisamente a das irmãzinhas seremos obrigados a cronometrar tudo e ter atenção aos inimigos. Vão ter que saltar para as plataformas de forma ordenada, com um dos elementos a passar para um outra dimensão para apanhar uma relíquia e baixar o escudo de uma delas, e assim sucessivamente até conseguirem as derrotar, e sim várias hordes de inimigos vão aparecer, o costume. É claro que estou a simplificar um pouco as coisas, mas acho que ser mais exaustivo do que isto também não vale a pena.

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Por fim Oryx, o mais gigante dos gigantes Bosses. A ideia é a mesma da anterior na parte das plataformas, mas agora terão que disparar contar a barrigar de Oryx e detonar as bombas ao derrotar alguns Ogres. A confusão é brutal e a necessidade de coordenação, mais uma vez será fundamental. Haverá sempre um momento em que metade da equipa será mandada para uma outra dimensão para derrotar um dos Echo de Oryx antes de tentarem a última ronda para o derrotar de uma vez por todas. Portanto Boa Sorte!

Destiny – The Taken King, veio revolucionar o já gasto jogo da Bungie que através das suas duas expansões, que até foram interessantes na altura, facilmente se tornaram repetitivas e sem uma justa recompensa. Agora e como já perceberam, todos os dias existe um desafio novo e algo que ainda não tinha sido descoberto. E garanto que muito mais ainda haverá por descobrir e por desbloquear, as Quests como já tínhamos percebido, até mesmo na Beta, eram o caminho óbvio a tomar para dar uma nova vida ao jogo, e a recompensa justa, tanto no drop como na mecânica de recebermos aquilo que precisamos também ajuda a que voltemos sempre ao jogo. O novo sistema de evolução das nossas personagens também ele está agora muito mais interessante e desafiante e as espadas, para além de dar uma nova jogabilidade, fazem agora com que joguemos metade do nosso tempo em terceira pessoa, dando uma nova perspectiva a todo o jogo. The Taken King era tudo aquilo que pedíamos, ainda a necessitar alguns ajustes no PVP, devido a todas estas mudanças, mas temos a noção que a Bungie nos ouviu, mesmo que tarde, e isso é compensador.

 TKK_recomenda

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