O terror regressa a casa

Gosto de séries como Walking Dead e afins. Gosto da continuidade da história, do cliffhanger final, das cenas de um próximo episódio, do desenrolar da trama. Já tinha tido dito isso aquando da análise do excelente Walking Dead, e aqui volta a fazer sentido o paralelismo.
Resident Evil Revelations 2 é antes de mais um regresso aquilo que a série nos habituou, passando ao lado de capítulos como o 5 e 6, devolve aquela sensação de lutar pela sobrevivência, de ter de pensar como sair de uma sala transformada em puzzle.
Nesta incursão pelo mundo de zombies mais famoso dos videojogos podemos controlar 4 personagens enquanto jogamos, em grupos de dois pois a sobrevivência depende de trabalho em equipa, algo que neste título é fulcral.

A história começa quando de repente Claire e Moira são raptadas de uma festa e colocadas não sabendo por quem, numa ilha remota, e devem como tal fugir de lá, combatendo todos os seus medos.

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Ao início e como primeira equipa temos a oportunidade de controlar Claire, uma veterana desta série, com um bom lote de armas e habilidades, e Moira, filha do Burton, que actua como uma personagem secundária, e que segundo a história devido a um trauma não usa armas de fogo, o que em muito limita as capacidades de defesa da personagem. No entanto tem outras habilidades, como apontar uma lanterna atordoando os inimigos, abrindo caminho ao “kick ass” por parte da Claire.

A segunda equipa que controlamos é Burton, e a pequena Natália, uma criança com ar sinistro e poderes sensoriais, numa tentativa de resgate de Moira por parte do pai. Ora Burton é um verdadeiro tanque de guerra com um arsenal ao seu dispor, a Natália, bom uma criança não pode usar armas, então usa a segunda melhor coisa ao seu dispor: aponta às coisas. Ok, não é assim tão ridículo, a miúda consegue detectar inimigos atrás de paredes e objectos escondidos com esta “habilidade”.

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Isto permite uma experiência co-op em “split screen” excelente, pois verdadeiramente é necessário um para a sobrevivência do outro.

O co-op está bem conseguido, mas caso não tenham pessoas convosco a jogar não temam, mesmo em single player a inteligência artificial nada deixa a desejar, tendo acções que nos ajudam ao contrário de sentir que carregamos um peso connosco. Neste modo de single player a mudança entre personagens é simples e funcional, não perdendo nem tempo, nem acção na mudança. Em ambos os modos podemos evoluir os atributos das nossas personagens, e também as armas das mesmas, tendo assim a possibilidade de ficarmos mais fortes nesta luta pela sobrevivência.

No jogo encontramos vários inimigos, se bem que na história os mesmos não são muito variados, pecando um pouco por aí.

Com o passar do tempo percebemos quais os melhores ataques para os diferentes inimigos e isso acaba por tirar um pouco a dificuldade ao jogo, reduzindo assim a sua longevidade.

O facto de ser por capítulos permite jogar um de cada vez, com cerca de 1:30/ 2h episódio permite como uma série, jogar um episódio deixando o apetite no final para o próximo.

Ao acabar a história principal, ao fim de cerca de 8 horas de acção podemos passar aos modos de raid, um modo parecido com o mercenaries, onde lutamos contra ondas de inimigos, aí mais variados, e aí podemos também nós escolher outras personagens, e poderemos deambular por cenários conhecidos de outras iterações neste franchise. Aqui o objectivo é o level-up de ditas personagens, e upgrade de armas as mesmas.

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O ambiente ao longo do jogo é perfeito para os fãs dos originários Resident Evil, aliás de tal forma que aí encontro um dos meus problemas com o jogo. Graficamente o jogo deixa muito a desejar, se no primeiro Revelations admitia-se gráficos mais fracos por ser um upgrade a versão da 3DS, este capítulo feito de raiz para consolas domésticas, podia ser mais cuidado.

Um capítulo de regresso as origens, que trás de volta o melhor que a série já nos deu, prometendo assim um futuro afastado dos títulos de acção lançados no passado e que nos habituaram nos últimos tempos.

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