The Order: 1886 – A fusão da Mitologia e da História

Foi esta semana que nos chegaram mais algumas informações sobre um dos mais esperados jogos para a PS4. The Order: 1886 reescreve a história ao introduzir uma visão única da Londres da era vitoriana, onde os mitos e a tecnologia coexistem. Como membro de uma ordem de cavaleiros de elite, junta-te a uma guerra centenária que irá determinar o curso da História para sempre. Criado pelo aclamado estúdio Ready At Dawn, The Order: 1886 será lançado em exclusivo para a PlayStation 4 no início de 2015 e não este ano como se previa.

Pegando num excerto da chamada “Judges Day Demo”, podemos perceber que a realidade e a dificuldade da guerra é evidente. Aí seguimos Galahad, Percival e Lafayette enquanto vão em auxílio de Isabeau e dos polícias presos num tiroteio com as forças rebeldes num beco sem saída. O pó e a sujidade da cidade fazem parte do cenário do beco, onde o século XIX de Londres está também em primeiro plano.

O jogador deve primeiro usar um sistema de cobertura para escapar do fogo inimigo, ao usar a Thermite Rifle para distribuir fogo sobre os rebeldes situados acima. Quando um dos polícias é baleado e permanece vulnerável no meio do beco, Galahad e Lafayette arrastam o polícia para uma loja vizinha abandonada, enquanto Malory e Isabeau lançam fogo de cobertura.

Pouco antes da fuga do grupo, uma bala fere Malory e abre um corte no seu pescoço. Este é o lugar onde vemos o uso da Blackwater e o seu respectivo poder de cura, à medida que Malory coloca um pouco do líquido no seu pescoço. Os cavaleiros devem agora encontrar uma saída, e Galahad olha para um aquecedor a óleo a bloquear uma abertura. Ele cunha a munição da arma Thermite na pilha de escombros e inflama-o, usando a arma como uma ferramenta para o progresso. No entanto, este sucesso é refreado pela morte do polícia, que sucumbe com ferimentos no chão do posto rebelde.

O grupo emerge de volta nas ruas de Whitechapel e segue para o hospital. Prestes a rebentar uma casa em ruínas, encontram um outro grupo de rebeldes, mais organizado do que o último – usando um apito para comunicar entre si e estrategicamente flanquear os Cavaleiros. É aqui que Galahad usa o Blacksight, um estado mental que lhe permite atingir seus inimigos e executar ataques de pistola com precisão. Depois de derrotar as reservas rebeldes, o jogador tem a opção de explorar por escalada uma parede à direita da tela. Ao subir a parede, uma sala secreta acima das ruas é revelada, na qual o jogador encontra documentos que ampliam ainda mais a profundidade do mundo e a sua história. Entretanto, o quarto é um beco sem saída e o grupo avança ainda mais pela rua fora, onde serão presos pelas forças rebeldes. Eles devem encontrar um atalho para o hospital a partir da posição de cobertura que lhes é habitual. Neste ponto, o monóculo é utilizado para explorar a estrutura enfraquecida à frente, que pode ser destruída.

Antes que Galahad possa explorar a barreira enfraquecida, um rebelde fortemente armado surge do alto, empunhando uma arma familiar que se pensa ser usada somente pela Ordem. “Thermite”, grita Isabeau, com os Cavaleiros a tentarem arranjar cobertura. A demo faz “fade out” para um ecrã negro.

 

Mas mais do que a descrição e gameplay desta demo, foi também abordado pela equipa de produção do jogo, nomeadamente o CEO e Director Criativo da Ready at Dawn, Ru Weerasuriya, abordou como o jogo funde a História e Mitologia.

Vamo-nos deparar com mais uma realidade alternativa, como de resto tem sido apanágio em vários jogos e até filmes, numa realidade alternativa extrapolada a partir de relatos verídicos. A fidelidade com que os seus ambientes devastados pela guerra e os seus personagens foram criados foi um dos pontos mais exigentes para a equipa, a demo demonstra ainda a complexidade com que a arquitectura e elementos do ambiente da era vitoriana de Londres são apresentados. A calçada, a alvenaria, as construções e interiores específicos da época foram todos construídos a partir de registos históricos, introduzindo uma textura realista a cada momento de exploração.

O conflito desponta na versão de Londres do século XIX de The Order. Os rebeldes convenceram os Cavaleiros da Ordem a representar um jogo de poder por aristocratas britânicos, declarando guerra total contra Galahad e seus homens. No entanto, a ameaça de Londres é muito maior. Nas sombras espreita um tipo muito diferente de ameaça, uma ameaça que a Ordem jurou pela própria existência combater.

Com esta ligação particular aos Cavaleiros da Távola Redonda e à lenda do Rei Artur e da sua Excalibur, a Humanidade evolui de forma diferente, com um subconjunto de pessoas geneticamente diferentes a surgir e até a tentar tomar partido para emergir nesta guerra e revolução do século XIX. A população chama-os de “Half” e serão apenas mais um problema para ser resolvido pelos nossos cavaleiros que já tem a rebelião a dar água pela barba…

The Order: 1886 promete muito, de facto, resta saber até que ponto não sofrerá alterações gráficas, downgrades para ser mais preciso, como tem acontecido em outros jogos e como tem sido um dos problemas dos jogos da nova geração. Se for com INFAMOUS: Second Son, para mim ainda o melhor jogo da PS4, graficamente falando, The Order poderá ser efectivamente um dos jogos do ano, mesmo apesar da limitação a 30FPS como já confirmou Dan Jan, director do jogo. A componente cinematográfica, a história envolvente, a recuperação da lenda do Rei Artur, adaptada é claro e ainda uma jogabilidade dinâmica e em terceira pessoa, recordando clássicos da PlayStation como Uncharted; são todas elas boas razões para ficar à espera ansiosamente por The Order: 1886.

 

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