The Order: 1886 – Preview

Não será novidade para aqueles que nos acompanham regularmente, que somos fãs daquilo que The Order: 1886 poderá ser, por isso, estávamos extremamente expectantes com a demonstração que nos foi cedida pela PlayStation Portugal, para fazermos esta preview do jogo.

Depois da leve e curta experimentação na demo apresentada no Lisboa Games Week, que podem recordar aqui, haviam alguns aspectos que nos preocupavam, nomeadamente o controlo pesado da nossa personagem, ou o facto de sermos sempre “conduzidos” sem muita opção de escolha. Ora pois bem, com esta demo continuamos a não ficar 100% esclarecidos sobre o assunto, mas contextualizemos esta demo.

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A demonstração leva-nos para o capítulo V, “Agamemnon Rising”, onde estamos invadir um zepelim, que segundo informações que recolhemos, está cheio de rebeldes com o intuito de assassinar um dos nossos comandantes. Começamos então a fazer rappel pelo zepelim abaixo de forma a entrarmos. O jogo dá-nos conta de alguns comandos para o fazermos e entramos com o intuito de chegar ao cockpit. Para essa tarefa temos connosco Lafayette, que nos dará apenas a indicação do caminho que temos que percorrer, sendo que isso não é muito difícil de perceber, visto que há caminhos bloqueados e apenas podemos escolher o correcto. O tal poder de escolha que não existe no jogo, e que me faz recordar o “Beyond” no sentido limitativo imposto pelo jogo. No entanto pouco depois teremos que dar cabo de um circuito para apagar as luzes a bordo com uma espécie de mini-jogo em que claramente estamos a utilizar uma das máquinas de Tesla para concretizar o objectivo. Tanto este como o seguinte mini-jogo, para abrir uma porta com outra engenhoca, pareceu-nos interessante, não só pela relativa originalidade, mas também pela utilização da pressão do DualShock 4.

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Já em modo “stealth” vamos ter que matar alguns rebeldes que vamos encontrar pelo caminho antes de chegar ao cockpit, aqui a parte que mais me chateou na demo. Para matarmos os rebeldes neste modo temos que chegar perto deles e carregar no triângulo na altura certa, se não o fizermos surge uma cutscene, morremos e voltamos ao último checkpoint. Não sei como dizer isto, mas não me faz muito sentido. Não sei se estaria à espera de algo mais “Metal Gear Solid” ou mais “Assassin’s”, onde podemos fugir, esconder ou algo parecido, mas a ideia de “ou fazes assim ou morres” não faz muito o meu género.

Chegando ao cockpit, mais uma cutscene e um Quick Time Event, algo que me parece que vai acontecer várias vezes ao longo do jogo, onde vamos “despachar” os nossos inimigos ao carregar nos botões no tempo certo e procurando objectos com o manípulo esquerdo para utilizarmos ao longo do processo. Os QTE podem ser uma mais valia para o jogo, dependendo da forma como são utilizados, neste caso, fazem muito mais sentido do que na questão do stealth mode.

Deixamos Lafayette a tomar conta do zepelim e vamos à procura dos rebeldes no “ball room”, aqui finalmente alguma acção. Vamos montar a nossa sniper, procurar pelos rebeldes que estão disfarçados e eliminá-los com o intuito de proteger o nosso comandante . É claro que matamos dois e mais vão aparecer, e aí surge a dança das armas. Vamos apanhar armas, vamos trocando entre elas, não podemos ficar com várias, o que pode ser uma chatice, mas mais chato parece ser o facto da nossa personagem se colar às paredes de forma pouca “jeitosa” e complicar a acção. Isso e o facto de continuar a parecer pesado, não sei se pelo próprio movimento da personagem, se pela câmara, mas parece pesado. Não deixa de ser divertido, mas poderia ser mais. Esperemos que na versão final seja mais “smooth”.

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Ficamos a saber que uma das líderes dos Rebeldes está a bordo e vamos atrás dela, mas não sem antes assegurar a segurança de todos a bordo e nomeadamente do nosso comandante. Vamos então à procura da líder e passamos pela zona da cozinha que parece uma conferência de inimigos que estavam cheios de fome e todos recolhidos a abarbatarem-se à comida. Aqui foi efectivamente a parte mais divertida e desafiante, o cover mode a funcionar lindamente, coisas a partirem-se por todos os lados, os nossos inimigos a tentarem flanquear-nos, caos à boa maneira “inglesa” neste caso. A demonstração acaba pouco depois e na melhor parte, infelizmente.

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No compto geral, é impossível negar a qualidade gráfica que a Ready at Dawn conseguiu dar a The Order: 1886, está efectivamente lindo, com um ar “steampunk”, por mais que se negue, com um aspecto cinematográfico extremamente bem conseguido. A verdade é que sentimos que estamos dentro de um filme a jogar, mas por vezes, e por isso mesmo, perdemos o divertimento e a profundidade do jogo nas mecânicas. O que mais quero ver e saber é a história deste jogo, para mim, é talvez das narrativas que mais bem aproveitadas pode ser no mundo dos videojogos dos últimos tempos e temo profundamente que possa ser mal explorada. Pelo pouco que sabemos, apenas por pequenos pormenores que vamos apanhando, a história pode ser uma obra de arte “à antiga” e pode fazer-nos esquecer de todos os percalços das mecânicas, resta saber como vai ser desenvolvida. Acho que graficamente The Order: 1886 já está num ponto quase óptimo, mesmo não sendo a 60fps, agora a Ready At Dwan tem que afinar as mecânicas para que seja um dos jogos do ano que vem.

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