Para onde caminhamos!

Foi no passado dia 7 de Novembro que a consola mais poderosa do mercado foi colocada à venda. Trata-se como sabem da nova Xbox One X, a nova menina querida da Microsoft. Tive o prazer de experimentar a consola e alguns dos seus jogos, e a verdade é que são um espanto. Qualquer jogador que seja minimamente coerente e informado consegue ver que em termos de hardware aquela consola está acima de qualquer outra, mas será isto bom para os jogadores?

Vamos lá então perceber onde quero chegar. Qualquer jogador de PC, e que esteja há alguns anos habituado a lidar com estas máquinas que só nos fazem enterrar dinheiro, tem a perfeita noção que com a evolução dos vários componentes (CPU, placas gráficas, memoria RAM, etc) existiu um claro retrocesso no que toca à optimização dos jogos. Isto deve-se a diversos factores, sendo o principal o lucro das companhias de videojogos que metem metas muitas vezes absurdas para o lançamento de diversos jogos, o que faz com que sejam apresentados aos jogadores jogos com uma péssima optimização e por diversas vezes até com imensos bugs.

A evolução é sempre boa, como é óbvio, mas desde que não signifique o desleixar por parte de quem nos oferece conteúdo para essas máquinas, cada vez mais potentes. Sejam consolas ou PC, a verdade é que os jogadores querem qualidade, bons gráficos, boa jogabilidade e principalmente diversão. Não existe nada mais frustrante que ter um jogo que tinha tudo para ser um excelente jogo e quando lhe pegamos constatamos que afinal não passa de algo que tem excelentes gráficos, mas que em termos de optimização e jogabilidade não passa de algo medíocre.

E com isto não posso deixar de referir a Nintendo, isto porque como se devem lembrar ao logo dos anos têm trazido consolas sempre bastante inferiores ao que existe no mercado como o caso da Wii e agora da Nintendo Switch, mas que trouxe sempre alguma evolução até na forma de jogar.

Seja como for, estamos a falar de jogos e de optimizações, e era na Nintendo que me queria focar: como sabem, este ano foram lançados dois grandes jogos por parte da companhia, The Legend of Zelda: Breath of the Wild e Super Mario Odyssey, dois jogos que tiveram notas altíssimas por parte da maioria dos sites de videojogos, e que ocupam nas consolas 13GB e 5,3GB respectivamente. Jogos que além do pouco espaço que ocupam estão altamente optimizados e com uma jogabilidade brilhante.

Por isso deixo aqui a dúvida: vamos continuar a tapar o sol com a peneira, e achar que o problema está nas consolas; ou no CPU fraco que temos; ou na gráfica que já tem 2 ou 3 anos e já não aguenta com um jogo que saiu hoje? Será que não estará na altura de pedir às editoras para terem um pouco mais de respeito pelos consumidores que pagam valores exorbitantes? Será que somos nós que estamos errados?

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