Vamos ser claros nesta review, eu tenho dois cães e muitas vezes fico com um terceiro em casa e não é comparável a este jogo. Lamento mas se a ideia era dar a mesma sensação aos mais novos ou até termos um cão no bolso, acho que falharam redondamente e para mim, que tenho cães “reais” é impossível.

IMG_2987

Mas talvez seja essa a questão do Pets, que ao tentar ombrear com o NintenDogs tal como já fez com o Invizimals, cai num pântano ao tentar transpor uma emoção tão pessoal e afectiva, que é ter um cão em algo tão simples como o chamar pelo nome, mandar uma bola ou “ouvirmos” a voz do nosso cão.

É certo que existe um mini enredo, onde temos que procurar numa floresta pelo tesouro do rei, mas apesar desse esforço que não costumamos ver no género de termos mais algo para fazer do que cuidar do nosso cão virtual, ele não deixa de ser virtual.

Pets dá-nos a possibilidade de atribuirmos um nome ao nosso cão, chamar por ele, dar-lhe ordens através de comandos de voz, que para serem reconhecidos foi uma tarefa complicada, diria demasiado complicada. O ecrã táctil dá conta de forma fácil e prática acesso a todos os comandos que necessitamos, através da realidade aumentada podemos colocar o nosso cão virtual na nossa casa real, com a nossa câmera a dar o pano de fundo para o nosso cãozinho existir.

Mas por muito esforço que Pets faça para ser algo de tomagochi dos tempos modernos, nada dá o mesmo gosto e alegria do que ser recebido em casa pelo nosso cão, levar uma lambidela, correr na praia, brincar ou simplesmente ouvir as suas patinhas a percorrer o chão da sala. Há coisas que para mim não se traduzem nos jogos e esta relação é uma delas, por mais esforço que Pets conseguisse fazer.

About The Author

Fundador do Site - Salão de Jogos, o Commodore Amiga 500 foi o seu melhor amigo durante décadas e ainda hoje sabe de cor a equipa principal do Benfica do Sensible Soccer 94/95. Nos tempos vagos ainda edita as botas dos jogadores do FIFA e do PES.

Related Posts