PlayStation VR começa a mostrar-se!

Estamos a caminhar a passos largos para o PlayStation VR entrar no mercado português e enquanto isso não acontece vamos tendo a hipótese de experimentar alguns dos seus jogos. Acedemos mais uma vez ao convite da PlayStation Portugal para experimentar alguns dos jogos que estiveram disponíveis na edição do ano passado do Lisboa Games Week, caso do London Heist ou da experiência submersiva In to the Deep mas também algumas novidades como Battle Zone VR, o Until Dawn Rush of Blood ou o Headmaster.

Comecemos por este simulador de cabeceamentos na realidade virtual que o PlayStation VR nos oferece. Para vos contextualizar, o jogo acontece num campo de concentração, ou pelo menos algo parecido a isso, apelidado de Football Improvement Center, onde temos vários exames para passar. No princípio temos uma espécie de tutorial onde nos vamos habituar a uma nova realidade que é olharmos para os lados para seguir instruções e aprendermos o movimento correcto de cabecear neste jogo. A partir daí temos uma tarefa bastante simples para Cristiano Ronaldo, cabecear todas as bolas que nos são atiradas, sempre para dentro da baliza, mas tentando sempre atingir as marcações de pontos que nos são apresentadas. Ao princípio parece difícil atinar com a força que devemos fazer o movimento mas depois torna-se super divertido. Os desafios variam bastante tendo que responder a cruzamentos, portanto a olhar para os lados e fazer os movimentos de um verdadeiro ponta de lança. Graficamente é um jogo simples, mas muito competente não sentido latências ou perdendo qualidade nas texturas.

Do futebol para os tanques de guerra do futuro, Battlezone VR é verdadeiramente impressionante na recriação de um habitáculo futurístico de um tanque, foi a primeira vez que me senti realmente “dentro” de um jogo, com todos os paineis de controlo à minha frente em 3 dimensões e com o comando que utilizado o DUALSHOCK 4 a ser representado à nossa frente em 3D. O jogo desenrola-se em ambientes que se assemelham um pouco ao mundo de Tron mas depois transpostos para a realidade. Foi também aqui que senti o estomâgo a abandonar o meu corpo, com os movimentos do tanque a minha cabeça ficou a adaptar-se ao sentimento que já não estava na sede da PlayStation Portugal mas dento de um tanque e que estava em movimento, portanto os primeiros minutos foram de adaptação física, mas depois já estava dentro da “máquina”. Battlezone é super smooth, os movimentos 360 do tanque são super responsivos assim como a mira e o tempo de resposta. Todas as demos nesta altura são relativamente curtas, mas percebi que as mecânicas estavam super apuradas. Graficamente a resposta foi mais uma vez muito boa, o interior do tanque está incrível, já o mundo pelo qual me movi parecia bastante mais básico, mas o nível a que temos acesso é apenas um tutorial de adaptação portanto não podemos ser muito conclusivos enquanto a isso.

Abandonámos o tanque para passarmos ao carrinho de um montanha russa de terror, um terror à séria não é como o comboio fantasma na antiga Feira Popular. Until Dawn Rush of Blood foi aquele que mais me fez suar. O ambiente escuro, até por vezes claustrofóbico não é algo que eu adore portanto foi em constante sobressalto que vive este jogo. Explicando rapidamente neste jogo podemos jogar com o Move, que foi o que fiz, e temos nas nossas mãos duas pistolas que disparamos com os gatilhos do Move e que recarregamos sacudindo para trás. Podemos ir ganhando outras armas pelo caminho como é caso de caçadeiras de cano serrado como foi o caso.

No início apenas andamos a circular e a perceber a mecânica e acertar em tudo o que tiver uma estrela como alvo, mas estamos a percorrer áreas como por exemplo uma espécie de matadouro de porcos onde é claro eles estão tipo mortos vivos. Pelo meio levamos com pessoas com cabeças de porco, entramos por dentro de um porco a dentro através da sua boca, andamos em formato montanha russa praticamente a deitar o almoço borda fora e a entrar nunca casa fantasmagórica a disparar para tudo o que mexa porque estamos com medo. Basicamente foi isso, foi efectivamente um Rush of Blood.

Tempo ainda para voltar a London Heist, com a correria do Lisboa Games Week não tivemos oportunidade de experimentar o lado de perseguição do jogo, apenas a do interrogatório e portanto fomos para dentro da carrinha de fuga ao lado do nosso camarada careca, sendo assim, também com os comando Move empunhamos uma metralhadora na mão direita ou esquerda, como preferirem e pegam no carregador, para carregar a arma na outra mão. No entanto podemos pegar em tudo no carro, latas, mexer no rádio, é claro que coloquei logo no 107.2 a frequência da Vodafone FM, e mexer no saco que está ao nosso lado. Depois que a perseguição começa é melhor termos algum destreza, até porque carregar a metralhadora ao início não estava a ser nada fácil, estava a constantemente deitar os carregadores para o chão e a trocar a metralhadora de mão, mas depois a coisa compôs-se. A verdade é que esta parte do London Heist é exactamente aquilo que o Virtua Cop era quando foi lançado, mas como uma diferença, agora temos um capacete na cabeça entrando dentro dos cenários com os nossos olhos e não com uma mira de infravermelhos pela televisão dentro. Disparar para coisas é sempre bom, pena aqui não termos grande hipótese para nos escondermos, por estarmos dentro de uma carrinha, mas já vimos que isso irá acontecer no jogo final. Se quiserem saber um pouco mais sobre a construção deste jogo, podem sempre ver a entrevista que fizemos a Dave Ranyard, Diretor dos London Studios e mentor do PlayStation VR.

A nossa aventura com o PlayStation VR terminou, pelo menos por agora, com mais estas experiências em relação alguns videojogos, continuamos a sentir que o aparelho é muito confortável, mesmo para quem utiliza óculos, é facilmente e rapidamente recalibrado e dá-nos a experiência imersiva que se quer e se procura num aparelho de realidade virtual. Não sentimos ainda que a sua capacidade gráfica tenha ainda sido coloca a teste, mesmo a nível de frame rate, mas para já parece que está no bom caminho, aguardamos os próximos capítulos.

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