Que bom ver-te de volta, Othello!

Tinha eu os meus ingénuos 6 anos quando comprei a minha fantástica e maravilhosa “Famicom”, com ela vinham incluídos 42 jogos e lembro-me bem das letras garrafais na caixa a dizer 42 in 1. Bons tempos – comprávamos uma consola e já vinha carregadinha de jogos. Na enorme lista de jogos, o primeiro que nos aparecia era Othello, um jogo que na altura era bastante “estranho” para mim, mas que com o tempo aprendi as regras e mesmo com aquela idade achava engraçado jogá-lo.

O jogo Othello é também conhecido como Reversi, criado no século XIX por dois ingleses – Lewis Waterman e John W. Mollet. Um jogo de tabuleiro que tem de ser jogado por duas pessoas. O tabuleiro é originalmente um quadrado de 8×8 onde o objectivo é conseguir o maior número de pedras (ou peças) de uma única cor, na habitual batalha de brancas versus pretas.

A chegada da Nintendo Switch ao mercado trouxe o velhinho Othello, para grande surpresa de alguns jogadores. Agora com um grafismo melhorado e com algumas ajudas no sentido de nos dizer os locais onde podemos jogar. Bem sei que isto não é um jogo para todos os jogadores, diria que 70% dos jogadores nem o vão querer ver à frente, considerando-o demasiado entediante, muito parado e que obriga a pensar bastante.

Pois bem eu faço parte da minoria, os tais 30%, e por isso por vezes gosto de pegar nestes jogos mais complicados e que nos obrigam a pensar e raciocinar. As regras de Othello são bastante simples e o objectivo como disse anteriormente é acabarmos com o maior número de pedras. Ora, para isso é preciso conseguirmos que as pedras do nosso adversário passem a ser da nossa cor, cercando as pedras, isto é, é preciso que na horizontal, vertical ou diagonal esteja uma pedra da nossa cor em cada ponta e caso isso aconteça, todas as pedras dos adversários que estiverem lá no meio passam a ser da nossa cor. Joga um jogador de cada vez e se o jogador que deve jogar a seguir não conseguir fazer nenhuma jogada, então o seu oponente joga novamente, sempre assim, sucessivamente, até existir uma jogada possível. Convém referir também que o jogador com as pedras pretas é sempre o primeiro a jogar.

Quanto ao jogo na Nintendo Switch, tem apenas dois tipos de jogo. Podemos jogar contra a Inteligência Artificial (IA) ou contra um segundo jogador localmente. No caso da IA existem 16 níveis de dificuldade e nota-se bastante diferença entre eles, no entanto, para jogadores que já conheçam as regras, devo dizer que devem saltar logo pelo menos para a dificuldade 10, para terem algum desafio.

Já no caso de dois jogadores, cada jogador fica com um dos Joy-Cons e vão jogando um contra o outro. É também possível utilizar o touch screen para jogar, algo que é muito útil a jogar contra a IA, mas a jogar contra outro jogador, os Joy-Cons dão muito mais jeito para nunca tapar o ecrã ao adversário.

Concluindo, Othello cumpre o seu objectivo e é um excelente jogo para quem é fã de jogos de tabuleiro. Jogar contra a IA e contra um jogador localmente está simples e intuitivo, mas podia e devia ter um modo multiplayer online, uma vez que nos tempos que correm é algo essencial.

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Categories Análises Nintendo
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Comments (1)

  • Abril 7, 2017 at 6:05 pm
    […] Bomberman R lembrava-me dos tempos da minha “Famicom”, que tão bem lembrei na análise de Othello, e sim, Bomberman era um dos 42 jogos. Como devem calcular, já em 1989 era um grande jogo e um […]

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