Rayman Legends – Review – PS4

Há uns meses atrás eu e o meu marido resolvemos ir passar um fim-de-semana prolongado à nossa casa de praia. O único problema é que estávamos em pleno Inverno e choveu copiosamente durante 4 dias… Nada demais não fosse o facto de uma casa de praia quando está a chover não há quase nada para fazer. Mas levámos a PS4, acabadinha de estrear com muitos jogos para jogar! Yey, ou não porque há poucos jogos para jogar a dois, e honestamente se fomos de férias juntos era para passarmos algum tempo juntos e não para estar cada um para seu lado. Eu sou uma fã incondicional dos jogos da série Lego exactamente porque se podem jogar a dois, e como sou uma gamer fraquinha (principalmente porque me mato a rir com o jogo e perco a concentração) é sempre bom ter jogos em que o nosso parceiro consegue safar o nível. Mas voltemos ao jogo: e lá estávamos nós sentados no sofá com o Rayman Legends na mão, a fazer uma pausa nos jogos Lego (já estávamos nos 97% do Lego Marvel Super Heroes e a coisa fica cansativa). Ah que maravilha, de volta ao jogo plataforma 2D MAS (e este mas é tão bom) com a possibilidade de jogar a dois (ou até mesmo a 4).

A história do Rayman Legends segue a linha do Origins (lançado também pela Ubisoft em 2011). O nosso amigo Rayman juntamente com o Golbox e os pequenos Teenseis estiveram a dormir durante um século e agora temos de salvar o maior número possível de Teenseis do maquiavélico Magician (que sobreviveu à explosão final do Origins e agora “separou-se” em 5 Dark Teenseis diferentes. Um século volvido desde o início desse sono profundo e agora Rayman e os seus amigos foram acordados por Murfy que lhes conta tudo o que passou: agora, em equipa têm de derrotar os 5 Dark Teensies e combater os seus piores pesadelos. Pelos diferentes níveis temos de ir salvando o maior número de Teensies possível bem como apanhar lums que podemos ir desbloqueando seja tocando nos que aparecem no ecrã ou “soltando” os pequenos Teensies que estão presos. No total temos de salvar 400 Teensies (tarefa quase impossível) e 10 princesas (sim agora temos a princesa Barbara e as suas 9 irmãs para “coleccionar”).

O Rayman Legends tem uma coisa especial, vai buscar todas as personagens e cenários aos outros Raymans para trás, com uma especial atenção para o regresso do maravilhoso mundo dos mortos (inspirado no “dia de los Muertos”). É um jogo muito amigável e de fácil acesso. Logo à partida, antes de entrarmos em cada nível, podemos perceber pelo número de caveiras colocadas à “porta” do nível, o que ajuda a aumentar a ansiedade da antecipação de cada nível. Mas não se deixem de enganar pelas cores berrantes, pela animação absolutamente maravilhosa, pela música encantadora e pelos personagens com vozes fofinhas: Rayman Legends tem níveis bastante difíceis, e é preciso muitas vezes repetir partes de nível vezes sem conta para conseguir ultrapassar. Muitas vezes ajuda, e de que maneira, jogar em co-op, pois funciona como uma espécie de vida extra que nos pode salvar com um simples toque. Mas às vezes é preciso um de nós desistir e apenas dar gritos de incentivo ao parceiro para passar determinados níveis (especialmente aqueles que não temos controle do andamento e temos apenas de carregar no botão para seguir o caminho o mais depressa possível sem morrer).

Depois há os mini-jogos, com especial ênfase no tão adorado Kung Foot, que sim é isso mesmo: Kung Fu misturado com Futebol! Escusado será dizer que levei uma coça valente e dos 10 golos realizados, 9 foram na minha baliza… Enfim, acho que nem mesmo com Kung Fu à mistura alguma vez vou ser talhada para jogos de futebol.

Rayman Legends tem outro bom bom, que apenas peca por serem tão poucos: Os níveis musicais. É um misto de Sonic com Rock Band… ok não é bem, mas imaginem um jogo de plataforma 2D em que o cenário vai andando e o nosso personagem tem de ir acompanhando com um pequeno pormenor: vamos saltando, esborrachando inimigos, apanhando Lums e salvando Teensies ao som de uma música que conhecemos bem como por exemplo o Eye of the Tiger! É tão, mas tão gratificante, sabe tão bem carregar nos botões e ver tudo a correr como é suposto (tal qual Rock Band!) e ir cantarolando a música ao mesmo tempo. Confesso que todas as dificuldades que o jogo apresenta, nomeadamente nos abomináveis níveis subaquáticos (sim são seeempre esses níveis que nos tramam), valem a pena só para chegar a esse último nível do mundo e jogar o nível musical.

Em suma Rayman Legends é um must have para os fãs do género, tem uma animação maravilhosa, personagens ultra simpáticos (sim até o Magician é fofinho), cenários completamente envolventes de tão absurdos que são, uma banda sonora que não cansa e níveis imaginados por quem toma com certeza muitas drogas (ok, se calhar são só super imaginativos). Vale a pena jogar sozinho, mas vale mesmo mesmo a pena arranjar mais uns comandos e experimentar jogar a 2, 3 ou 4. Não se vão arrepender e vão-se rir muito alto – ou partir comandos na cabeça uns dos outros! A boa velha plataforma é como o Rock: nunca morre.

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