Quando o antigo se torna novo…

Para começar esta review do Sims é melhor contextualizar o reviewer: 34 anos, sexo: femino, não-gamer. Pow!, essa última deve fazer com que metade de vocês fiquem por aqui, e se calhar, ainda bem. Mas posso dizer que joguei todos os Sims, embora nunca fosse muito adepta de expansões, outra coisa: também não sou adepta de gerações o que pode explicar muito melhor a review que irá ser feita ao jogo.

Eu estava em pulgas pelo novo Sims! Não sou gamer ferrenha, gosto de jogos tipo Sims e Pokémon e não passo muitas horas agarrada a um jogo. Distraio-me facilmente e tenho pouco tempo para jogar (ok, ok… confesso: prefiro dormir). Mas tenho um carinho especial pela série Sims e por isso mesmo fui convidada a experimentar e a fazer a review do jogo. Joguei o primeiro Sims, aquele que olhando para trás podemos dizer que era mesmo muito estranho pois as crianças não cresciam e todas as raparigas tinham aquele ar de mini bibliotecária com no mínimo 5 gatos em casa. Mas ainda assim gastei horas no jogo e adorei a mecânica (sim, eu sei: eu e milhões de pessoas por todo o mundo, daí ser uma das franchises com mais sucesso dos videojogos). Feliz, ou infelizmente quando comecei a jogar o 2 chegou às lojas, e lá fui eu a correr experimentar… e OH BLISS que jogo tãaaaao bom. Foi, até à data o jogo onde investi mais horas de jogo, e aquele, a par do monopólio, que me tornou mais gananciosa (eu não sabia dos cheats, daí querer tanto ganhar dinheiro), até a famosa árvore dos simoleões (essa criatura pé de chinelo) eu tratava bem. Se o facto de finalmente ser possível fazer gerações encantou meio mundo (sim, finalmente as crianças chegavam à adolescência and beyond!) o sistema de recompensas encantou o outro meio mundo. E estava tudo bem, finalmente podia ser estrela de rock, ter uma mansão e chegar de helicóptero a casa! Eu não era motivada pela “cena” geracional, e por isso mesmo acho que nunca fui uma fã Sims incondicional, sou apenas uma jogadora mediana, como 60% das pessoas que compraram o jogo. O meu objectivo era ter uma pseudo-eu no jogo e por isso os meus maiores investimentos eram em poções para não envelhecer e em subir na carreira. Cheguei a “matar” o meu marido virtual de velhice e a mandar a minha filha fora de casa porque “gastavam” demasiada da minha atenção no jogo (sou uma pessoa virtual horrível).

Quando o Sims 3 chegou lá fui eu a correr, tinha apenas um macbook fraquito e isso tornou a experiência absolutamente odiosa… lento quase parado, pixilizado, atrofiado e enfim… uma dor de cabeça overall. Acho que nem consegui completar a minha carreira tal era o desespero. Passei mais tempo a à espera que o cenário fizesse load do que em tempo real de jogo. Cada vez que queria ir a algum lado mais valia pegar num livro e esperar que o a criatura chegasse lá. Até tentei jogar na PS3 a versão Pets com a esperança que o problema fosse do meu pobre Mac, mas não… tudo lento sendo que a parte pior era mesmo esperar que a criatura acabasse de dormir para continuar a jogar (cá está como gosto de jogar apenas com uma Sim a experiencia tornou-se uma verdadeira seca e rapidamente larguei o jogo).

E então chegaram as primeiras notícias do Sims 4: que seria mais “simples”, exigia menos do sistema operativo e o enfâse seria dado não à parte gráfica/realista da parte visual mas sim à personalidade das criaturinhas. YEY ME, exatamente o que eu gosto no Sims, eu adoro “brincar” com os sentimentos das criaturinhas, adoro “odiar” e “amar”, criar confusão e ir-me embora para casa, deixando um rasto de caos e odio entre os outros Sims, o meu: fácil, faço umas coisitas para o fazer feliz e pronto já se esqueceu que estava de trombas com o outro Sim que ficou lá atrás à bulha com o terceiro Sim. Cruel e maquiavélica, o meu eu virtual é muito: MUHAHAHA.

Problema 1: tenho um Macbook com 6 anos – o jogo não dá para Mac. SHIT!

Solução 1: pedir emprestado o portátil da minha mãe, é fraquito, mas o jogo foi concebido para arrancar em pc’s mais fracos – comprovo, o jogo corre que é uma maravilha.

Problema 2: tive de devolver o portátil uma semana depois e só consigo jogar ao fim-se-semana, ou seja o tempo de jogo que tive foi mínimo, mesmo mesmo MÍNIMO!

Solução 2: Arranjar cheats para ter dinheiro suficiente para testar toda a potencialidade ao nível de construção e decoração.

Eu gostei do que joguei, é limpo, os bonecos são mais interessantes (mais cartoonish) e os tiques de personalidade menos exagerados. Confesso que pelo tempo que joguei (que foi mesmo muito pouco) não notei grandes diferenças na interação dos personagens excepto que é um pouco mais difícil fazer BFF’s, mas assim que percebemos a mecânica torna-se um pouco mais fácil. Entendo a maior crítica que é feita ao jogo: o jogo é quase um esqueleto dos outros, ou seja: tudo o que vais querer vem em expansões. Mas não entendo como é que não perceberam que isto iria acontecer. O franchise vive das expansões, tem longevidade que tem devido às expansões. Queres um cão? Compra a expansão! Gostas de cenas maradas? Compra a expansão! Queres ser um universitário estúpido? Compra a expansão! É assim desde o  Sims 2, vai ser assim no Sims 10! A malta da EA não faz jogos para nos “fazer felizes” faz jogos para ganhar dinheiro, e honestamente: é justo!

Tal como tinha dito anteriormente, eu não tive tempo para jogar muito, por isso pouco ou nada consegui evoluir na carreira (a parte que mais gosto), mas como arranjei o cheats de dinheiro consegui construir a minha mansão de sonho (a segunda parte que mais gosto).

E aqui entra o modo construção/decoração/compras do jogo. Tinha o cheat e por isso achei que ia ser um fartote: poder comprar o que quero e bem me apetece, decorar com o melhor que há para melhorar o humor do meu Sim, e ter a minha piscina de sonho… Bem, quanto à piscina já toda a gente sabe: o sonho foi-se com o vento. O Sims 4 NÃO TEM piscinas! (ou pelo menos a primeira versão do jogo não tinha). Lá construi um super lago para aliviar a “tensão” criada por esse handicap. Não achei grande piada à decoração mais cara, e honestamente, mesmo tendo comprado o espaço maior no local mais jolie lá do burgo achei que tinha pouco espaço para a “construção” da minha mansão. Quanto à melhoria do humor: sim consegues, mas só se não tiveres deixado um micro lixo na divisão, o teu Sim tem um olfacto híper sensível e fica muito incomodado à mínima sujidade (ao contrário de 99%9 dos humanos que conheço!).

Relembro novamente que joguei pouco e por isso mesmo não tive muito tempo para evoluir na carreira. Como é meu costume no Sims escolhi traços de personalidade artísticos e brainy para seguir carreira artística e confesso que nunca encontrei na listagem uma carreira minimamente aliciante e que me desse o progresso que desejava, por isso mesmo não evolui e troquei várias vezes de carreira. Mas notei que tinha voltado uma das minhas “cenas” favoritas: ocorrências no trabalho que te fazem evoluir ou chegar a casa deprimido. Aquela roleta-russa mexe com a essência do teu Sim, queres ser bom ou mau?, queres fazer uma boa acção ou lixar o colega de carteira?.

Resumindo, o Sims 4 não é mau, nem é excelente! É um jogo para quem tem tempo, não tem o melhor PC do mundo e é para miúdas que, como eu, quando brincavam às Barbies perdiam mais tempo a criar a casa do que a interagir com as outras barbies do bairro. Sim é verdade, falta muita coisa, mas o franchise sempre teve uma longevidade brutal devido às inúmeras extensões do jogo. Em suma: TENHAM CALMA GENTE, e como já foi aqui dito, a EA não está aqui para vos fazer feliz mas sim para vender jogos, e isso meus amigos, é totalmente legítimo: há salários para pagar e um Sims 5 para financiar.

Dito isto, toca a abrir a carteira e agradecer aos senhores por terem feito o “vossos jogos favoritos” e deem um desconto aos rapazes quando se esquecem de colocar “a” piscina nos items de construção. Eu dei e diverti-me durante umas horitas! Agora é esperar pelas expansões e melhorias do sistema que com certeza a EA irá fazer.

 O SALAO RECOMENDA SIMS 4

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