Sackboy dá o salto para a nova geração

Desde o lançamento da PS4 há praticamente um ano atrás que uma das referências icónicas da marca era esperada, estamos a falar de Little Big Planet. Pois bem, eis que Sackboy chega à nova consola da Sony pelas mãos da Sumo Digital. Foi então na Lisboa Games Week que tivemos a oportunidade de falar com o Game Designer do jogo, David Dino, que nos explicou sucintamente as grandes diferenças que podemos encontrar em Little Big Planet 3 (LBP3).

É claro que as novidades se prendem essencialmente com as 3 novas personagens que fazem companhia a Sackboy mas também a profundidade que o jogo ganhou, tendo agora cerca de 16 níveis de profundidade para poderem ser trabalhados e explorados.

Falando das novas personagens, temos que explicar em que sentido elas se movem, isto é, o que trazem de diferente e inovador ao jogo. Oddsock é a rapidez em forma de pano, dá grandes saltos, consegue saltar de parede em parede e ainda saltos verticais, Toggle consegue mudar de tamanho, de muito grande e forte, capaz de partir paredes ou empurrar ou puxar grandes objectos, como é capaz de ficar numa miniatura, capaz de passar pelos buracos mais apertados; e por fim Swoop, ele que consegue voar, dando uma liberdade extrema no jogo, chegando onde ninguém consegue, mas também capaz de transportar os seus amigos e outros objectos.

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Já Sackboy, esse ganhou novas armas ou utensílios, temos ao dispor o Pumpinator, uma pistola que sopra ou suga o ar, permitindo empurrar ou puxar objectos, o Blink Ball, outra pistola mas que dispara um bola especial que passa em frente de painéis especiais teleporta Sackboy para essa localização, a Illuminator, uma lanterna que nos permite ver as zonas mais escuras do cenário, assim como desvendar outras; o Hook Hat, um capacete com um gancho no topo que nos agarra aos rails de um carril para nos deslocarmos e ainda as Boost Boots, que quando equipadas permite o Sackboy dar verdadeiros saltos de 2 metros para chegar a zonas mais altas ou de maior distância.

Como podem ver a equipa da Sumo Digital, que pegou no jogo depois de todo o trabalho feito ao longo destes últimos 6 anos e implementou novas personagens e nos elementos de forma a não limitar este sand box, mas sim a expandi-lo até aos limites da criatividade.

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É exactamente essa a premissa do jogo, o modo história, aquele que se calhar vai ser curto para muitos ou uma pequena introdução para tudo o resto para outros, conta exactamente uma “fábula” onde vive o nosso rapaz de pano. Estamos a falar da Imagisesfera, local onde toda a criatividade é partilhada de forma igual, e onde um mundo especial nasceu, Bunkum, que no seu centro acolhe o Coração da Criatividade. Mas Newton, através do seu plano maquiavélico, que no início ajudamos a ser concretizado, engana-nos para roubar o poder dos Titãs e para roubar toda a criatividade da Imagisesfera.

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Para o travarmos, teremos então que vaguear pelos mundos da Imagisfera, “reanimando” os lendários heróis (Swoop, Toddle e Oddsock), para nos ajudar a derrotar os titãs e dar cabo do plano de Newton. Para tal podemos recorrer a mais um amigo ou até dois ou três, até porque muitas das zonas o vão exigir para desbloquearmos alguns dos autocolantes mais raros e preciosos, mas não podemos usar as novas personagens a nosso belo prazer. Pois é, elas estão circunscritas às suas zonas e apenas utilizadas aí, apenas o Sackboy pode percorrer todos os mundos, mas não o podemos fazer com as outras personagens. Ao princípio pensei que fosse conforme as desbloqueávamos, depois pensei que fosse como os jogos da LEGO, onde no final ficaríamos com acesso a todas as zonas com todas as personagens e depois fiquei triste e percebi que existia mesmo essa limitação. Uma verdadeira pena pois penso que os próprios níveis têm a liberdade para tal e porque daria mais uma razão para voltar a jogar todo o modo história.

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Apesar do modo história ser curto, os níveis são bastante mais desafiantes. Não só pela sua complexidade, mas pela profundidade que agora têm. É muito mais fácil cair e “morrer”, é muito fácil, tal é a velocidade e os níveis de profundidade, perder um pouco o sentido ao que se está a passar e a fazer, mas quando se domina os níveis, são autênticos regalos para os olhos e de diversão. Apenas achei é que era muito mais “maduro”, por assim dizer, essa dificuldade e desafiante a cada nível que passa, o que para mim é bom, talvez para os mais novos nem tanto.

Não nos podemos esquecer daquilo que é o “core” de LBP3, a comunidade, e nesse sentido a PlayStation Xdev Team, quando passou pela Lisboa Games Week, também nos deu conta da importância da comunidade que já criou mais de 9 milhões de níveis para jogarmos.

Agora têm um mini tutorial para criar com as novas ferramentas que têm aos dispor e coma facilidade com que o touchpad do DualShock 4 vos vais oferecer. Vão percorrer alguns puzzles Pop It para perceberem como podem utilizar essas ferramentas, como ganhar mais autocolantes e objectos para utilizarem nas vossas criações. LBP3 abriu também as portas à criação de histórias, agora os níveis criados pela comunidade podem ter vários sub-níveis criando um enredo, mas também podem ser criados puzzles, o que eleva o nível de imaginação e possibilidades de criação. Por exemplo dois dos níveis que experimentei eram, um ao género daqueles puzzles em que temos que construir a imagem rodando as peças do puzzle até a formar, e o outro, era uma espécia de Flappy Bird utilizando a personagem Swoop.

Ainda em relação a esta partilha de níveis e mundos, dizer ainda que agora podem ver um pequeno vídeo de, até 30 segundos, do nível que estão a escolher, permitindo assim fazer uma selecção mais cuidadosa do nível que vamos jogar. Também através do site lbp.me podem ver os níveis que já foram criados pela comunidade, os vídeos dos mesmos, outros vídeos, e podem também seleccionar níveis para jogar quando chegarem a casa, ou fazer uma selecção de níveis para jogarem no futuro ou com os vossos amigos.

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Little Big Planet 3 cresceu, ficou mais maduro, dedicou-se à comunidade e potencializou todas as suas mecânicas e os seus gráficos para a PS4, versão analisada, introduziu novas personagens e novos “gadgets” para Sackboy, e por isso tudo é mais um passo em frente na série e um passo sólido. Os que não têm muita paciência para editar níveis poderão ficar um pouco presos ao modo história que será curto nessa situação, mas os aventureiros têm a possibilidade de jogar cerca de 9 milhões de níveis que incluem todos aqueles já feitos em LBP1 e LBP2, e horas infindáveis de experimentação. É dar largas à imaginação!

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