Se fosse o Watergate não teria piada…

É sempre um prazer voltar aos mundo dos Saints, nem que seja remasterizados ou re-eleitos neste caso. A primeira impressão que tivemos ao jogar Saints Row IV: Re-Elected é que activamos todos os “cheats” e vamos rebentar com tudo da forma mais “estafúrdia” possível (ou impossível).

É com o “desbloqueio” de todos os modos, armas, desafios, etc, que os Saints chegam à nova geração de consolas. Com uma melhor resolução e gráficos HD, nota-se uma ligeira melhoria gráficas das versões anteriores, sem nos deixar de boca aberta. Pena é também a pouca versatilidade ou originalidade nesta versão nextgen que não aproveitou muito do comando da PS4 (versão analisada). Basicamente podemos mudar de poderes através de comandos de voz e utilizar o touch-pad para os quick-time events.

No entanto a diversão de Saint Row IV está na sua enorme variedade de “customização” da nossa personagem, na história completamente “rip-off” de vários filmes mauzinhos que apenas vemos nos canais portugueses  num final de tarde de Domingo, e na jogabilidade que vai desde o open-world “à la GTA” até a uma espécie de 2-D “beat-‘em-up”. A premissa continua a ser a mesma e o problema para alguns jogadores também. Tudo é possível em Saints Row, tudo é um “excesso”, tudo é esquizofrénico e tanto pode ser divertido, como para os mais puristas, pode ser irreal e “secante”.

O que os jogadores não podem fazer, é queixarem-se de falta de conteúdo, Steelport está mais variada do que nunca, para além das viagens no espaço/tempo, teremos um Alien para aniquilar, e o seu próprio mundo do qual teremos que escapar/sobreviver, com veículos que por vezes nem lembram ao Diabo.

Para além do fácil acesso a todos os conteúdos de customização das personagens, armamento, etc, Saints Row: Re-Elected conta também com os dois DLC’s já lançados, caso de Enter The Dominatrix e How the Saints Save Christmas.

No entanto o destaque vai é claro para o novo “episódio” Gat of Hell, onde Kinzie e Johnny Gat terão que salvar o presidente do Inferno. Para isso vão usar a auréola de Lucifer para conseguir sobreviver ao Inferno para o qual entraram, que é nada mais nada menos, do que Steelport em chamas. Neste mundo flamejante vão poder voar, o que é uma das novidades da abordagem do jogo, mas também terão direito a uma arma chamada Ark of the Covenant ou vão utilizar os vossos inimigos como se fossem balas. Tudo ao bom estilo de Saints Row.

The Saints Row: Re-Elected não trará muitas novidades para quem já jogou o jogo nas plataformas anteriores, mas para aqueles que ainda não o fizeram, é um “must have”, no sentido em que compila todos os DLC’S num só jogo, remasterizado e aperfeiçoado para as plataformas da nova geração. Mas atenção é preciso ter sentido de humor e imaginação para entrar neste Mundo, o que não é para todos…

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