Sem gravidade ou com a mesma?!

Gravity Rush chega à PS4 depois de ter sido lançado em 2012 para a PlayStation Vita, na altura muito bem acolhido pelos media, especialmente pela forma como trabalhou as mecânicas que envolviam o campo gravitacional, e até a utilização do potencial gráfico e “mecânico” da portátil da Sony.

Em poucas linhas, o jogo desenvolve-se através da personagem principal, Kat, uma rapariga que acorda sem qualquer tipo de memória, numa cidade flutuante, de seu nome Heksville. Na verdade o nome poderia ter sido inspirado na frase “what the heck!”.

Num estado de amnésia, Kat segue um gato mágico que estava ao seu lado quando acordou, e não havendo companhia melhor acaba por tentar perceber o que aconteceu. No entanto não terá nem vida fácil, nem muito tempo, visto que partes da cidade esta a ser sugada por buracos negros, aliás, a própria cidade está a flutuar sobre um deles.

https://gaming.youtube.com/watch?v=QXaPmucxpLY&feature=share

Será então o gato a dar poderes especiais a Kat que lhe permitem viajar por entre dimensões e derrotar os Nevi para de alguma forma evitar que a cidade continue a ser sugada pelos misteriosos buracos negros.

É aqui que entra a questão gravitacional, tanto as viagens interdimensionais, como as mecânicas. Podemos levitar, andar pelas paredes, de cabeça para baixo, tudo o que puderem imaginar. Para isso basta apontar a câmera com o analógico direito e escolher onde aterrar. Pode parecer simples mas vão demorar algum tempo a habituarem-se ao esquema. Até porque vão atacar e defender pelo meio do processo muitas vezes, mas o efeito que faz vale a pena.

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No entanto é aqui que Gravity Rush encontra o seu maior problema que transita da PS Vita para a PS4. A câmara quando carregamos no botão para levitar para escolhermos o nosso próximo “poiso” auto direcciona-se, o que faz que muitas vezes percamos o foco e a acção que já estávamos a definir. Não é um problema grave, mas é um problema chato.

Então e é só isso?! Andar de baixo para cima e vice-versa?! Não! Temos ainda que encontrar e apanhar umas pedras vermelhas que estão espalhadas por toda a cidade. Essas pedras podem ser utilizadas não só para desbloquear missões secundárias, mas também para melhorar a nossa personagem, como a vitalidade, a força e alguns truques interessantes, especialmente quando chegarem perto do fim que se torna uma loucura.

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Graficamente Gravity Rush mantem todo o “glamour” que tinha na PS Vita, utilizando a técnica de Cell Shading que faz parecer um anime jogável. No entanto se estava óptimo para a Vita, na PS4 não se passa a mesma coisa, ou melhor dizendo, passasse a mesma coisa. É que os gráficos não levaram qualquer tipo de lifting, pequenos pormenores de iluminação, mas pouco mais do que isso. Não entendam isto mal, mas Gravity Rush tinha mais para dar nesse capítulo e tenho a certeza que Gravity Rush 2 o terá.

https://gaming.youtube.com/watch?v=mPu7GKzqKeM&feature=share

Gravity Rush Remastered, não é mais do que isso, uma remasterização, quase mais um “port” de um dos jogos sensação da PS Vita, e como tal, será óptimo para quem nunca o jogou e como peça introdutória da sequela, mas um jogo que não tem pontos de interesse para quem já o explorou na PS Vita.

2016-02-15 (1)

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Categories Análises
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