Os jogos com estilo Retro parece que vieram para ficar e cada vez com mais fãs de todas as esferas e idades. Quem não se lembra de se divertir com jogos com visuais de qualidade questionável, mas com jogabilidades que poucos nos conseguem oferecer hoje?

Na minha opinião, o que mais me agrada num jogo é o seu divertimento, jogabilidade e até um pouco de dificuldade. Considero que os jogos além de nos divertirem, devem fazer-nos pensar, obrigando a uma certa superação. A verdade é que a maioria dos jogos com excelentes gráficos – que cada vez mais chegam ao mercado – falham constantemente nestas componentes e como costumo dizer, vendem essencialmente por esse embelezamento, que é nada mais do que superficial. Talvez seja por isso que os jogos Retros regressaram, uma vez que raramente são fáceis e por vezes chegam até a ser de uma dificuldade absurda, no entanto, proporcionam quase sempre experiências diferentes.

Como devem ter percebido pela introdução, hoje vamos falar de um dos jogos retro, que mais sucesso teve, aquando da sua versão original em 2014 – Shovel Knight – desenvolvido pela Yacht Club Games e saiu na altura para diversas plataformas – PlayStation 4, Xbox One, Nintendo Wii U, Nintendo 3DS e PC.

Pois bem, a chegada da Nintendo Switch originou mais uma vez uma surpresa bastante agradável com Shovel Knight: Treasure Trove – uma compilação de todos os títulos da série – que além do titulo original, vem também acompanhado de Shovel Knight: Specter of Torment e Shovel Knight: Plague of Shadows.

Não me vou alongar nesta análise visto que o João Gonçalves já tinha analisado o jogo original quando este foi lançando para o mercado (e na verdade pouco ou nada foi alterado no seu aspecto – jogabilidade, dificuldade e até em relação aos mapas pouco ou nada muda em relação ao titulo original), por isso nada melhor do que ler a sua análise.

Quanto a Shovel Knight: Specter of Torment e Shovel Knight: Plague of Shadows são histórias complementares ao original, em Specter of Torment o nosso personagem é Specter Knight, um ceifador, servo da Feiticeira que é enviado para convencer os outros cavaleiros do reino a se juntarem à Feiticeira, de modo a criarem uma ordem bastante poderosa. Em troca receberia a sua humanidade de volta.

Specter Knight usa como arma uma foice e tem como habilidades caminhar em certas paredes, assim como fazer uma espécie de voou (sempre que está no ar e tem algum inimigo mais ou menos num ângulo de 45º graus). Devido a este golpe, os mapas que são basicamente os mesmos de Shovel Knight sofreram uma ligeira alteração, significando por isso que só conseguirão saltar muitas das plataformas se usarem essa mecânica, fazendo por vezes vários “combos” entre inimigos para conseguirem atingir a plataforma seguinte. Além disso, os Boss finais de cada nível – embora sejam os mesmos que os da versão original – também sofreram alterações, de modo a dificultarem ainda mais a vida do nosso ceifador.

Já em Shovel Knight: Plague of Shadows, somos o alquimista maníaco Plague Knight, que é um vassalo da Feiticeira, mas tem todavia o objectivo tornar-se mais poderoso do que ela. Para isso, tem como plano criar uma poderosa poção que lhe dará poderes inimagináveis, necessitando de alguns ingredientes que apenas os cavaleiros possuem. É nesse sentido que a nossa missão será a de derrotar os cavaleiros e conseguirmos esses mesmos ingredientes.

Plague Knight tem nas bombas a sua arma de eleição, fazendo do seu enorme salto a sua principal habilidade. Aviso desde já que demoramos algum tempo a dominar essa habilidade, mas depois de a controlarmos, não imaginam como consegue ser útil para conseguirmos ultrapassar tanto os adversários, como os diversos níveis. Mais uma vez, os mapas são os mesmos, contudo com diversas alterações para dificultar a nossa vida, visto que este personagem tem habilidades diferentes de todos os outros.

Para finalizar, podemos dizer que Shovel Knight: Specter of Torment, é um jogo competente e completo. Traz-nos a dificuldade de outros tempos, assim como alguma nostalgia – como qualquer jogo retro é suposto oferecer. Um jogo de acção e plataformas que não deixa ninguém indiferente. Se são fãs de jogos retro, este é um daqueles absolutamente indispensáveis.

About The Author

Rui Gonçalves

Desde o tempo do seu Spectrum+2 128k que adora informática. Programador de profissão nunca deixou de lado os jogos, louco por RPGs e jogos de futebol. Adora filmes de acção e de ficção científica, mas depois de ver o Matrix nunca mais foi o mesmo.

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