Sly Cooper já marcou o seu lugar na história dos videojogos, este remaster traz a quem não jogou na altura, ou quem sofre do síndrome de saudosismo a oportunidade de jogar de novo as 3 aventuras originais!

Sendo um dos jogos que marcaram a minha geração PS2, sempre fui um fã de plataformas à velha guarda, fiquei radiante com a oportunidade de jogar “On the Go” novamente estas aventuras.

Antes de falar do remaster falemos dos jogos em si. Os jogos da serie Sly Cooper sempre primaram pelo seu Look estilo desenho animado, com personagens que, adulto ou criança, simpatizamos, e as quais até tem uma história interessante, um trio de amigos que vieram de um orfanato e são inseparáveis partem em aventuras juntos, enquanto há um enlace amor-ódio entre a personagem principal, e uma personagem secundária. Trocando por miúdos. O Sly é um fixe e tem amigos porreiros que o acompanham a desafiar tudo e todos pela honra da família.

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Enquanto jogo de plataformas, o jogo é fenomenal, tem todos os ingredientes e aventuras necessários, o desafio de terminar o nível pela primeira vez é apenas pela história, mas seremos sempre convidados a revisitar todos os níveis para encontrar-mos as pistas todas e desbloquear novos poderes com isso é portanto um título que contém algum “replay value”.

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Mas infelizmente não deixa de ser um título que vem de uma geração anterior, e depois de jogar o exclusivo da Vita e PS3 “Thieves in Time”, não deixo de pensar que as mecânicas apesar de bem adaptadas não deixam de ser algo antiquadas. Os gráficos sofreram um upgrade soberbo e a Sanzaru Games esta de parabéns com uma adaptação impecável dos jogos originais. No entanto e talvez para não perder algum do encanto, os jogos continuam com os mesmos problemas de câmera que nem sempre nos apresenta o melhor ângulo e num jogo de plataformas( principalmente o Sly 1) isso é muito importante pois a cada queda pode levar-nos ao princípio do nível de novo o que pode ser bastante frustrante ao fim de umas quedas e pode levar alguns jogadores a deixar o jogo.

No entanto nesta transição o que mais me custou não foi o adaptar-me a ter o Sly no bolso e aos novos comandos, nem sequer à pouca ergonomia da Vita frente ao DUALSHOCK…

Foi mesmo os vídeos entre missões, a Sucker Punch sempre gostou de investir em sequências animadas ao estilo motion comics, ao estilo de BD, algo que funcionou bem na PS2, e mais tarde nos famosos infamous na PS3, mas as animações não ficaram fluídas nesta transição para HD na Vita, e aqui mais do que em qualquer outra parte do jogo, nota-se um trabalho que não foi tão acarinhado, e que para os fãs irá custar um pouco.

As musicas encaixam na perfeição com os níveis que encontramos, a roçarem os desenhos animados, com sons quase a saírem do ecrã, situações cómicas e de acção sempre com a sonoridade correcta como se de um verdadeiro Cartoon se trata-se.

O facto de Sly 2 e 3 estarem localizados em português é uma mais-valia para os jogadores mais novos que talvez aqui possam sorrir como a geração anterior sorriu, numa das figuras a par de Ratchet e Jak, mais horas de salto roubou aos jogadores de uma geração.

Um titulo de plataformas obrigatório, e com uma história encantadora. Quem ainda não jogou de que está há espera? Quem já jogou, vá aproveitem e joguem o Thieves in Time que está grátis no PSPlus este mês.

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Feito em laboratorio, e nascido em Lisboa, desde cedo começou a esmagar botões em consolas e arcadas, fã de retro-gaming, anda sempre a procura do mais antigo modelo de consolas. Não percebe de futebol, mas vibra com sensible soccer. Alivia o stress em jogos online onde espalha o caos. Kifflom!

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